segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

CLÁSSICO SLB/FCP TINGIDO DE MUITO VERMELHO



O TIRA TEIMAS
ENTRE OS VELHOS RIVAIS
MOSTROU UM BENFICA
MAIS FORTE

Tenho insistido que o Benfica, embora tenha crescido de rendimento relativamente à época anterior, ainda não me convenceu que pode ser campeão.

É verdade que ninguém nasce campeão e ganha títulos de um dia para o outro. Os campeões fazem-se ao fim de longos anos de treino, com muito trabalho, esforço e dedicação.

O Benfica está a percorrer esse caminho e não se pode dizer que os seus atletas não estão a corresponder com esse trabalho, esforço e dedicação, quer nos treinos, quer depois na competição a sério, onde se verifica realmente um enorme empenho de todos eles.

Na verdade, recordando o que tem sido a carreira do Benfica nas últimas épocas, não se pode exigir mais deste brilhante plantel que fez progressos extraordinários desde a última época e só por isso é possível, à 14ª jornada partilhar o 1º lugar, em igualdade de pontos com o sensacional Sporting de Braga.

Só essa melhoria significativa de rendimento lhe permitiu vencer categoricamente, com todo o mérito, o Futebol Clube do Porto, à 14ª jornada, o que vinha sendo raro nos últimos 20 anos, cotando-se como a melhor equipa em campo, superiorizando-se em todos os aspectos ao seu adversário.

Ora, há muitos anos que o Benfica não era capaz de jogar taco-a-taco com o seu rival, acabando quase sempre por perder ou empatar.

Neste jogo da 14ª jornada, o Benfica foi uma equipa autoritária, agressiva e forte, física e mentalmente, não permitindo ao FCP facilidades na construção do seu habitual modelo de jogo, razão pela qual não criou oportunidades de golo.

Uma equipa que tem esta capacidade para exercer uma pressão tão forte sobre o adversário, está no bom caminho para alcançar as vitórias e os títulos que lhe têm fugido ao longo dos últimos 20 anos.

Este Benfica ainda não é uma equipa poderosa, arrasadora, uma equipa de top mas está a fazer um percurso interessante, com progressos bem visíveis que lhe permitirão na próxima época, com alguns retoques de qualidade no plantel, juntar-se ao top ten das equipas europeias e ser capaz de poder entrar em qualquer competição com fortes possibilidades de ganhar.

Os encarnados estão a viver um bom momento e esta vitória sobre o FCP veio aumentar os índices de confiança dos seus atletas e fazer deles um grupo ainda mais forte.

Quanto ao FCP, não conseguiu ser aquela equipa dominadora dos últimos anos e parece-me estar a perder fulgor e coesão de grupo.

No entanto, seria muito bom para o futebol português que o Porto continuasse no top dos clubes da Europa e que o Benfica também recuperasse essa posição que ocupou durante décadas, trazendo de volta o seu passado glorioso que interrompeu durante longos anos.
De momento, os adeptos benfiquistas andam eufóricos e não lhe têm regateado o seu apoio. A equipa do Benfica arrasta multidões aos estádios, ao contrário dos seus rivais e de um modo geral, todas as outras equipas. A sua média de espectadores por jogo, é quase igual aos outros clubes todos juntos, excluindo o FCP.

Parabéns por esta brilhante vitória e votos de um bom Natal e um Ano Novo cheio de sucessos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

ANTEVISÃO DO CLÁSSICO BENFICA/F. C. PORTO

A QUEM ESTARÁ DESTINADA A PRENDA DE NATAL DESTA NOITE? A JESUS OU A JESUALDO

Como verdadeiros desportistas, devemos ser justos na apreciação do que poderá ser o desfecho deste jogo, muito importante para as duas equipas, independentemente do grau de simpatia que possamos nutrir por um ou pelo outro Clube.

Recordar que antes do confronto relativo à 14ª jornada, o Benfica tem 1 ponto de vantagem sobre o seu rival que até ao momento sofreu duas derrotas, com o Braga e o Marítimo e dois empates, com o Paços de Ferreira e o Belenenses, perdendo até ao momento 10 pontos.

Já o Benfica que até à 13ª jornada partilhava o 1º lugar com o Sporting de Braga, com 30 pontos, sofreu uma derrota com os arsenalistas e consentiu três empates, com o Marítimo, Sprting e Olhanense, desperdiçando 9 pontos.

Poder-se á dizer com toda a propriedade que a equipa do Benfica teve um melhor início na Liga Sagres, não obstante ter empatado o primeiro jogo, no seu estádio, com alguma infelicidade, já que dominou completamente o adversário. Fez jogos brilhantes até à 9ª Jornada em que defrontou o Sporting de Braga e perdeu por 2-0. A equipa, a partir desse jogo tem experimentado muitas dificuldades e contrariamente ao que vinha fazendo até aí, com alguma facilidade, tem marcado poucos golos. Senão vejamos: até à 8ª jornada o Benfica marcou 30 golos, média de 3,75 por jogo, sofreu 5 (média 0,625 p/jogo), desperdiçou 2 pontos (empate com o Marítimo) e fez 22 pontos (média 2,75 p/jogo); nas 5 jornadas seguintes marcou apenas 7 golos (média 1,4 p/jogo), sofreu 4 (média 0,8 p/jogo), desperdiçou 7 pontos (derrota com o Braga e empates com Sporting e Olhanense) e fez 8 pontos (média 1,6 p/jogo).

Ora, esta análise diz-nos que o Benfica até à 8ª jornada foi eficaz na marcação de golos (30), nos golos sofridos (5) e na conquista de pontos (22 em 24). Já nas cinco jornadas seguintes, o panorama é bem diferente e a média de pontos conquistados (8/15), golos marcados e sofridos, desceu para menos de metade, situação que corresponde a um período de menor fulgor da equipa do Benfica, bem visível para quem acompanhou os jogos no estádio ou em casa, através da televisão.

Em contrapartida, a equipa do Futebol Clube do Porto que não começou da melhor maneira a época 2009/2010, tem vindo a melhorar significativamente nos últimos jogos pelo que este confronto aparece na melhor altura para os Dragões.

Há que dizer, no entanto, que estes clássicos do futebol português, nem sempre são ganhos pela equipa que se encontra teoricamente mais forte. Nestes jogos, os atletas superam-se e, por vezes, fazem exibições de sonho, levando a equipa mais fraca à vitória.

Não sabemos o que vai acontecer mais logo, até porque o futebol é sempre uma incógnita. O Benfica joga no seu estádio, perante o seu público e esse factor devia dar-lhe alguma vantagem. No entanto, o FCP é uma equipa rotinada, madura, habituada a jogar em grandes palcos, na champions e, por isso mesmo, sente-se bem a jogar em qualquer estádio do Mundo.

De uma coisa temos a certeza, o Benfica para vencer este FCP, tem que realizar uma partida perfeita, com garra, determinação e concentração absoluta até ao apito final do árbitro.

O Benfica se ganhar, fica com mais 4 pontos do que o FCP, se empatar continua à frente com 1 ponto e se perder, será ultrapassado pelo seu rival, ficando este com mais dois pontos. Mas a derrota será um péssimo resultado para a ambição dos encarnados que desejam e precisam de ser campeões e, de facto, embora ainda faltem muitas jornadas para o final da Liga, a verdade é que uma equipa que quer ser campeã, tem que ser capaz de ganhar ao seu principal rival em sua casa.

Esperemos que as equipas sejam dignas uma da outra, que proporcionem um excelente espectáculo, que o jogo não tenha casos, que os jogadores se respeitem como profissionais do mesmo ofício e que no final dos 90 minutos o resultado seja favorável à melhor equipa em campo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

BENFICA - POUCO FUTEBOL E POUCO DISCERNIMENTO EM CAMPO


AINDA NÃO FOI DESTA QUE A DUPLA SE DESFEZ

A 13ª jornada da Liga Sagres levou a equipa do Benfica até ao Algarve para defrontar a aguerrida formação do Olhanense cujo lugar que ocupa na tabela classificativa não reflecte o valor da equipa.

O início do jogo demonstrou isso mesmo, uma equipa combativa, jogando o jogo pelo jogo e tentando sobrepor-se ao categorizado Benfica.

Fruto de algum ascendente, logo aos 8 minutos, em consequência de uma falta que não existiu (Ramires teve uma disputa legal com o adversário), resultou do respectivo livre o primeiro golo, marcado de cabeça por Carlos Fernandes, sem qualquer oposição.

O Benfica reagiu atabalhoadamente, não conseguia gisar jogadas de golo e o Olhanense ia dando conta do recado. Porém, aos 28 minutos Saviola estabeleceu o empate, depois de uma saída em falso do guarda-redes algarvio Ventura, um verdadeiro frango.

Pensei que com a concretização do empate, o Benfica arrancasse definitivamente para a vitória mas de facto tal não aconteceu. O Benfica continuou a praticar o mesmo tipo de futebol sem nexo e não admirou que passados apenas quatro minutos, também num lance de bola parada, o Olhanense marcasse o seu segundo golo, também de cabeça, desta vez por Toy.

A partir da marcação do segundo golo, os jogadores do Benfica ficaram de tal forma afectados que foram incapazes de melhorar o seu futebol e, ao mesmo tempo, perderam também o controle sobre as suas emoções, incapazes de manter a cabeça fria. Dessa situação resultou a expulsão do imaturo Di Maria que veio agravar ainda mais a recuperação e a possível reviravolta no marcador.

Não esquecer que no caso de Di Maria, já não é a primeira vez que reage mal às picardias dos adversários e advinhava-se que mais jogo menos jogo, iria ser expulso.

Incompreensivelmente, a equipa do Benfica jogou sobre brasas, quando o devia ter feito com toda a tranquilidade e em vez de enervar e fazer perder a cabeça ao adversário, até porque estava em superioridade numérica por expulsão de Djalmir aos 26 minutos, foi o adversário que fez esse papel.

Uma equipa que sonha e quer ser campeã, não pode ter este comportamento tão pobre em campo. Uma equipa que quer ser campeã tem que estar segura do seu valor e demonstrá-lo dentro das quatro linhas, em todos os jogos e com qualquer adversário, jogando confiante, desinibida, com concentração absoluta mas também com inteligência e raça.

À entrada para a 13ª jornada, o Benfica seguia na frente com os mesmos pontos do Sporting de Braga (29), com 3 pontos de vantagem sobre o FCP e 11 sobre o SCP. Com o empate em Olhão, apenas o FCP irá beneficiar porque ganha ao Vitória de Setúbal por 2-0 no final da primeira parte. O Sporting de Braga não aproveitou o deslize do Benfica pois também empatou, em casa, com a Naval 1º de Maio e o Sporting que averbou mais uma inesperada derrota frente ao União de Leiria, em Alvalade, ainda se distanciou mais dos primeiros classificados, agora a 12 pontos.

O Benfica não me parece com estofo suficiente para impedir o FCP de conquistar mais um campeonato porque é notório que tem melhorado substancialmente o seu rendimento de jogo para jogo e na próxima jornada, a 14ª, é muito provável que se desloque a Lisboa com intenção de alcançar um resultado positivo que até pode passar pela vitória.

Embora sendo benfiquista, o realismo e o desportivismo com que sempre encarei o desporto, leva-me a atribuir algum favoritismo ao FCP no confronto do próximo fim-de-semana, tanto mais que o jogo em Olhão deixou marcas profundas no plantel do Benfica, já que nem Coentrão (admoestado com o 5º amarelo) nem Di Maria (expulso ainda no decorrer da 1ª parte), podem jodar contra os Dragões. Por outro lado, também Ramires se lesionou com gravidade, sofrendo uma entorse na tibiotarsica e joelho esquerdo e também não jogará. E como se tudo isto não bastasse, o estratega da equipa, Pablo Aimar também sentiu dores musculares no treino que antecedeu o jogo e já não integrou o onze.

As baixas no plantel do Benfica são significativas mas a verdade é que vão entrar onze jogadores em campo contra o FCP que embora não sendo habituais titulares, têm obrigação de render com êxito os seus colegas lesionados.

Aguardemos, portanto, esse importante clássico do futebol português, para dele podermos colher as devidas ilacções quanto à equipa que se venha a superiorizar no confronto de Domingo e que provavelmente, a partir daí, ganhará a confiança necessária para embalar decisivamente para a conquista da Liga Sagres.

Para mim, o resultado é imprevisível e, por isso mesmo, não arrisco um prognóstico mas desejo sinceramente que seja um bom espectáculo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CHAMPIONS LEAGUE - F. C. PORTO PASSEOU EM MADRID



Segui pela televisão o jogo Atlético de Madrid/Futebol Clube do Porto e tenho que dizer que a equipa portuguesa se superiorizou, entrando na partida decididamente ao ataque e criando vários lances de perigo antes de marcar o seu primeiro golo, ainda não iam decorridos dois minutos de jogo, com uma excelente entrada de cabeça de Bruno Alves, correspondento a um pontapé de canto enviado para a zona limite da grande área e aos 14 minutos de jogo, Falcão facturou o segundo golo, aparecendo muito rápido a empurrar para a baliza uma bola que o guarda-redes não segurou.

O FCP apresentou-se no Vicente Calderón com vontade de ganhar o jogo e começou deliberadamente ao ataque, marcando dois golos nos primeiros 15 minutos e criando outras boas oportunidades de golo. O FCP mandou no jogo e impôs uma certa superioridade sobre o Atlético que esteve bastante fraco no meio campo, sem capacidade para construir jogo e municiar o sector atacante.

No segundo tempo as características do jogo não se alteraram e o Porto continuou a controlar a partida, numa toada um pouco mais lenta mas mesmo assim suficiente para vincar a sua superioridade. Como nota mais importante nos segundos 45 minutos, apenas o grande golo de Hulk aos 75 minutos.

Este FCP parece estar a subir de forma como o demonstrou nesta partida e no seu último jogo da Liga Sagres, em que venceu categoricamente o Vitória de Guimarães no Estádio D. Afonso Henriques por expressivo 4-1.

Pode dizer-se que o FCP fez uma boa campanha na fase de grupos da Champions League, ficando em segundo lugar, contando apenas como resultados negativos, as duas derrotas nos jogos efectuados com a poderosa equipa do Chelsea.
Parabéns ao FCP pelo brilhante resultado (3-0) alcançado no campo de um valoroso adversário, sempre difícil de vencer.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SORTEIO - FASE FINAL DO CAMPEONATO DO MUNDO 2010


O sorteio da fase final do Campeonato do Mundo a disputar na África do Sul não foi nada meigo para as cores portuguesas e pôs no seu caminho, nada mais nada menos do que a Selecção que ocupa o 2º lugar do ranking da FIFA, o sempre temível Brasil, a Costa do Marfim onde milita o famoso jogador do Chelsea, Drogba e a imprevisível Coreia do Norte cujos atletas dão tudo quanto têm dentro das quatro linhas, ao serviço da sua selecção.

Não prevejo uma passagem fácil aos oitavos de final mas acredito que Portugal tem potencial suficiente para disputar a vitória com qualquer equipa do Planeta. Tudo depende da condição física dos jogadores no momento de disputar os jogos de apuramento e, ao mesmo tempo, ter a felicidade de nenhum dos craques mais importantes se encontrar lesionado.

Segundo ditou o sorteio, o Brasil/Portugal ou Portugal/Brasil, como queiramos, é o último jogo da fase de grupos. Seria muito importante que Portugal já tivesse garantido o apuramento quando disputasse o seu terceiro jogo com o Brasil porque tal situação permitir-lhe-ia encarar o encontro com outra tranquilidade e permitir aos atletas jogar sem qualquer receio, o jogo pelo jogo. Se assim acontecer, os milhões de espectadores em todo o Mundo, poderão ter o privilégio de assistir ao melhor ou a um dos melhores jogos da fase de grupos.

Nenhuma Selecção pode ter pretensões à conquista do título se não estiver preparada para vencer qualquer adversário que se atravesse no seu caminho. Até Junho de 2010 ainda falta muito tempo mas é a partir deste momento que o Seleccionador Nacional tem que começar a trabalhar no duro e acima de tudo a engendrar uma táctica que seja capaz de tirar o máximo proveito das qualidades dos jogadores lusos dentro das quatro linhas. A máquina tem que estar bem afinada e oleada para poder render o máximo, pois só assim se poderá ter aspirações e ambições à conquista do título dos títulos: campeões do Mundo.

FORÇA PORTUGAL!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

BENFICA DE NOVO NO COMANDO


O líder da Liga Sagres, o Sporting de Braga, não conseguiu mais do que um empate na sua deslocação a Matosinhos. O Leixões alcançou vantagem no marcador aos 32 minutos, num lance infeliz do guarda-redes Eduardo que deixou escapar a bola quando pretendia dominá-la com o pé. Em gíria futebolística, a um golo com estas características, chama-se frango.

O Braga acabou por salvar a honra do convento, marcando o golo do empate aos 88 minutos, por Alan, na sequência de um ressalto. Com este empate, o Braga deixou a possibilidade de o Benfica alcançar os minhotos no primeiro lugar, com o mesmo número de pontos (29).

O Benfica, como era de esperar, não deixou escapar a oportunidade e bateu a Académica, no seu Estádio por quatro bolas a zero. Foi uma partida interessante, jogada sob intensa chuva e piso bastante encharcado mas em que ambas as equipas procuraram jogar a bola e proporcionar um bom espectáculo aos cerca de 40.000 adeptos presentes no Estádio. Na primeira parte, a equipa da Académica jogou taco-a-taco com o Benfica, e até teve maior posse de bola mas não criou oportunidades flagrantes de golo. Já o Benfica, teve a felicidade de marcar aos 6 minutos por Cardozo, o mesmo que viria a marcar aos 54 e aos 68 minutos, tornando muito mais fácil a tarefa do Benfica. Para completar o resultado, o pequeno Saviola marcou um golo genial aos 31 minutos, executando um chapéu perfeito ao ex-guarda-redes encarnado, agora titular da Académica.

Com esta vitória, a equipa da Segunda Circular volta ao comando, com o mesmo número de pontos do Sporting de Braga e esta posição trás mais confiança e motivação à equipa para os próximos desafios.

Não se sabe se a liderança bipartida se vai manter por muito tempo e qual vai ser a equipa que se vai isolar no comando mas aconteça o que acontecer, o Braga fez até ao momento uma excelente campanha, contrastando com a mediocridade do Sporting Clube de Portugal e esse aspecto é muito importante para acabar com a eterna hegemonia dos três grandes que são normalmente os donos dos três primeiros lugares.

O outro candidato ao título, o Futebol Clube do Porto, deslocou-se à Cidade Berço para defrontar o Vitória de Guimarães, uma equipa que tem vindo a crescer de jornada para jornada e que por isso se antevia um jogo de resultado imprevisível.

Tal não veio a acontecer porque o FCP marcou cedo, aos 12 minutos por varela, aos 32 por falcão, aos 66 por Bruno Alves e aos 87 por Rodriguez. O Guimarães ainda reduziu aos 45 minutos para 2-1 mas não evitou o avolumar do resultado. Os números não reflectem o que se passou dentro das quatro linhas, uma vez que o Vitória fez uma boa partida e teve boas oportunidades para marcar. A Vitória do FCP aceita-se mas os números são exagerados.

A Liga Sagres continua animada, com três pretendentes ao primeiro lugar, quando estão jogadas 12 jornadas e, pelos vistos, não me parece que ainda seja possível ao Sporting ou a outra qualquer equipa, aproximar-se dos lugares da frente, pelo que a corrida se resume a três candidatos.

Vamos aguardar pelo final da competição para verificarmos qual a ordem classificativa das três equipas pois ainda muita coisa pode acontecer e o futebol não é propriamente uma ciência exacta.



sábado, 28 de novembro de 2009

PÉSSIMO FUTEBOL NO DERBY LISBOETA

Vi o jogo pela Televisão porque há muito deixei de ir ver jogos ao vivo. A decepção que apanhava jogo após jogo, fez-me desistir, porque não sou masoquista. Ontem, o futebol praticado pelas duas equipas, foi de uma grande pobreza e a bola foi mesmo muito maltratada.

As defesas priveligiaram o pontapé para o ar e para a frente, em vez de procurarem sair com a bola jogada para o ataque. Foi um jogo atabalhoado, comfuso e com muitas faltas de ambas as equipas mas mais do lado do Sporting, uma boa parte delas não assinaladas. Os jogadores do Sporting tiveram como primeira preocupação o jogador e só depois a bola, procurando destruir de qualquer maneira as possíveis jogadas de perigo para a sua baliza.

No futebol português continua a prática da simulação da falta, o que é lamentável e nesse capítulo, há jogadores que são autênticos mestres. Neste derby também houve situações dessas, em que o árbitro, por diversas vezes, marcou falta a favor do prevaricador. Não consigo entender como é que profissionais do mesmo ofício se enganam uns aos outros. É de facto muito lamentável que um profissional de futebol não possua uma formação ética e moral que o impeça de cometer actos tão desonestos, próprios de pessoas sem carácter.

Sobre o jogo, gostava que o treinador Jorge Jesus me dissesse que treta de estratégia engendrou para jogar com um adversário que estava a 11 pontos e que do meu ponto de vista não foi para ganhar o jogo. Também gostava que me explicasse o que é que andou a fazer o Di Maria e o Saviola durante toda a primeira parte e boa parte da segunda.

Dá a impressão que de repente a equipa caiu a pique e deixou de saber praticar futebol, aquele futebol que praticou até ao jogo com o Sporting de Braga; a equipa falha muitos passes, tem muita dificuldade em segurar e circular a bola e não marca golos.

É visível o fraco rendimento de alguns jogadores e esta situação é um mau presságio para quem tem aspirações à conquista do Campeonato já que a Taça de Portugal foi borda fora, eliminada que foi a equipa, no seu Estádio, frente ao Vitória de Guimarães.

Afinal o Benfica não é a equipa que os seus milhões de adeptos pensavam que era e neste Derby não demonstrou qualquer superioridade sobre o Sporting, antes pelo contrário, se houvesse um vencedor, seria justo que fossem os leões porque tiveram melhores ocasiões para marcar e tal não aconteceu porque QUIM fez duas grandes defesas, a remates de Miguel Veloso e Liedson que levavam selo de golo.

Do lado do Sporting e tendo em conta que vai a 11 pontos do líder, não defraudou as expectativas dos seus adeptos e fez um jogo que poderia ter ganho, não deixando de reconhecer, contudo, que ao nível de valores individuais, o Benfica tem um melhor plantel.

O jogo terminou empatado 0-0 e, de facto, se tivermos em linha de conta a pobreza do espectáculo e o mau futebol praticado, este resultado foi um justo castigo para as duas equipas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PORTUGAL COLOCOU A SELECÇÃO BÓSNIA EM SENTIDO

Portugal realizou em Zenica um excelente jogo, não obstante o estado deplorável do rectângulo, um autêntico baldio lamacento e sem relva, o qual dificultou a maior valia técnica dos nossos jogadores. Mesmo assim, o inferno de Zenica não atormentou a equipa lusa e se inferno houve, foi para os próprios jogadores bósnios que não tiveram arte nem engenho para se impôr perante a forte e determinada equipa portuguesa.

Portugal foi um conjunto sóbrio e unido, verdadeiros guerreiros que lutaram com bravura e venceram por resultado bastante escasso, uma vez que tiveram uma boa meia dúzia de soberanas ocasiões para marcar e que só não resultaram em golo porque o estado do terreno não permitiu.

É claro que o apuramento podia e devia ter sido menos sofrido mas também é bom que se diga que Portugal demonstrou ser a melhor equipa do seu Grupo de apuramento e só por imponderáveis que acontecem muitas vezes no futebol, não conquistou mais três ou quatro pontos e ficou em primeiro lugar.

Na primeira parte a equipa das quinas esteve mais empenhada e concentrada a defender e sejamos justos, fê-lo com mestria, não dando qualquer chance ao adversário para marcar ou criar perigo mas na segunda parte, apercebendo-se da incapacidade dos bósnios e após o golaço de Meireles, Portugal demonstrou no rectângulo de jogo que é muito melhor que a Bósnia e que mereceu o prémio de estar presente na fase final do Campeonato do Mundo da África do Sul.

Os bósnios enveredaram desde o primeiro momento do encontro por entrar durinho e o Juiz da partida, o italiano Roberto Rosetti, o mesmo que apitou na Dinamarca e não viu dois penalties a favor de Portugal, permitiu-lhes entradas à margem da lei nos primeiros 25/30 minutos de jogo mas depois acertou o passo e começou a marcar as respectivas faltas e a punir os infractores, daí resultando a amostragem de seis cartões amarelos e um vermelho.

Para este embate final, até o treinador, honra lhe seja feita, esteve ao seu melhor nível porque optou por Tiago em vez de Deco, muito mais tecnicista e o relvado não lho permitia e depois porque fez alinhar Paulo Ferreira, um jogador experientíssimo neste tipo de confrontos internacionais decisivos e escaldantes, em vez de Miguel, que sendo embora um bom jogador, ataca melhor do que defende e tem menos experiência.

Em suma, a Selecção demonstrou neste jogo uma grande maturidade e também uma forte subida de rendimento, tal como se vinha verificando nos últimos jogos. Temos equipa para disputar o Mundial com sucesso visto que tem valor e classe para ganhar a qualquer adversário de nível mundial.

Há jogadores que estão agora a atingir a sua forma e que não estiveram muito bem na fase de apuramento mas quando chegar a fase final, a equipa vai estar no seu melhor e, nessa altura, também já vai poder contar com o contributo do melhor jogador do Mundo que vai estar no mundial em grande forma e ajudar a sua Selecção a brilhar.

Para a posteridade, ficam a constar os heróis deste jogo: Eduardo, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Duda, Pepe, Raul meireles, Tiago, Nani, Simão e Liedson.

Substituições: Edinho entrou para o lugar de Nani aos 73 minutos, Deco ocupou a posição de Simão aos 80 minutos e Miguel Veloso rendeu Liedson já para além dos 90 minutos.

Destacar nomes na exibição da equipa seria injusto porque todos se entregaram ao jogo com alma e coração e todos fizeram uma grande exibição.

Parabéns Portugal e parabéns aos atletas que participaram em mais este brilharete.

sábado, 14 de novembro de 2009

PORQUÊ UM FIM TÃO TRÁGICO?


ROBERT ENKE

ENKE, um excelente profissional de futebol, um guarda-redes com grande experiência e um ser humano excepcional, não resistiu ao estado depressivo em que se encontrava e procurou a morte, numa linha de comboio, a cerca de 3 quilómetros da sua casa, sendo colhido a 160 km/hora.
Guardo boas recordações do atleta, sobretudo do período em que serviu o Benfica e jamais poderei esquecer a sua enorme simplicidade e simpatia, sempre com um sorriso nos lábios.
A sorte foi madrasta ao roubar-lhe a vida da sua filhinha única de dois anos de idade e segundo as pessoas mais chegadas, nunca mais recuperou de tão duro golpe, tendo entrado por várias vezes em estado depressivo, situação que o obrigou várias vezes a interromper a actividade.
O que leva um homem a pôr fim à vida de forma tão trágica? E porque escondeu Enke das pessoas que o amavam o seu grave estado depressivo?
Talvez a morte de Enke sirva para alertar, mais uma vez, os responsáveis máximos do desporto-rei, dirigentes dos Clubes, Federações e adeptos que o futebol não é tudo na vida e que os atletas também são seres humanos, sujeitos a todas as vicissitudes como qualquer outra pessoa.
Nesse sentido, um jovem atleta, deve ser sempre acarinhado mesmo quando a sua actuação em campo deixou muito a desejar porque se não fez melhor foi porque não pôde pois por sua vontade seria sempre o melhor em campo.
Obrigado Robert Enke por tudo quanto nos deste enquanto atleta e enquanto homem.
Até sempre e paz à tua alma.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

TANTO DOMÍNIO E APENAS UM GOLO

Javi Garcia, para além de ter feito uma excelente exibição, foi também o autor da cabeçada vitoriosa que deu ao Benfica os 3 pontos

O Benfica fechou a 10ª Jornada com chave d'ouro mas não sem antes sofrer para marcar o golo da vitória que lhe proporcionou os três pontos.

Com efeito, já iam decorridos 89 minutos de jogo quando Javi Garcia cabeceou para o fundo das redes. Foi a loucura no Estádio da Luz e um fim-de-festa em beleza. Depois do sofrimento a euforia e a comemoração da vitória.

Mas diga-se em abono da verdade que a vitória encarnada é inteiramente justa, já que exerceu um domínio avassalador em toda a partida, tendo criado imensas situações de perigo, mandando duas ou três bolas ao poste e o guarda-redes Peiser fez sete ou oito defesas de grande nível, cotando-se como o melhor jogador dos figueirenses.

Efectivamente, a Naval limitou-se a defender, encurralada no seu meio campo e raramente chegou à grande-área contrária; na verdade, não pôde fazer melhor porque o Benfica fez um grande jogo e dominou do princípio ao fim.

Não é fácil vencer uma equipa que toda ela defende e, neste caso, com grande acerto, não tendo dado grandes chances aos atacantes encarnados. Apareceu aquele golo aos 89 minutos mas o jogo podia ter acabado em 0-0, o que era uma grande injustiça.

Este jogo demonstrou que não há vitórias fáceis e o Benfica tem que começar a pôr em prática a táctica dos anos 70: entrar a todo o gás e resolver os jogos nos primeiros 15/20 minutos e depois jogar descontraído e bem para abrilhantar o espectáculo.

Realçar mais uma vez a grande força do Benfica que jogou a uma segunda-feira e que mesmo assim ainda estiveram no Estádio mais de quarenta e uma mil pessoas.

Para bem do País e do futebol português, é necessário que o Benfica volte a ocupar o lugar que durante muitos anos foi seu, a nível nacional e internacional. Parece estar no bom caminho, esperamos que não tenha retrocessos.

domingo, 8 de novembro de 2009

MARÍTIMO DERROTA F. C. PORTO

Uma bela imagem do Estádio dos Barreiros, onde o Marítimo roubou 3 preciosos pontos ao FCP
A 10ª Jornada da Liga Europa está a ser madrasta para as equipas que seguem na frente. Ontem, o Braga perdeu três pontos na deslocação ao seu rival Vitória de Guimarães e hoje, o Marítimo, em casa, venceu os azuis e brancos por 1-0, por sinal um auto-golo marcado por Rolando na própria balisa que interceptou defeituosamente um cruzamento da esquerda e traiu o guarda-redes Helton.

O Marítimo exerceu alguma superioridade sobre o FCP em toda a primeira parte e na segunda, os nortenhos, embora mostrando uma melhor dinâmica de jogo, não conseguiu alterar o resultado devido ao desacerto de toda a equipa.

Já o Sporting que precisava de vencer na deslocação a Vila do Conde, teve boa chance para o conseguir visto que acabou a primeira parte a vencer por 2-0.

Inexplicavelmente, a equipa do Sporting entrou para a segunda parte com a atitude de quem tem o jogo ganho, apáticos, talvez à espera de manter o resultado mas da forma como encararam os segundos 45 minutos, permitiram ao Rio Ave tomar conta das operações e aos 56 e 59 minutos, João Tomás marcou e restabeleceu a igualdade que se manteve até ao final do jogo.

Castigo para a equipa leonina e prémio para os comandados de Carlos de Brito que acreditaram que podiam dar a volta ao resultado, jogando com garra e determinação e conseguiram.

No Estádio do Mar em Matosinhos, o Nacional da Madeira arrancou uma boa vitória por 4-2 e passou para o 4º lugar da Liga Europa, por troca com o Rio Ave que empatou e segue agora a 3 pontos do F. C. Porto que mesmo perdendo continua em 3º lugar.

Nesta jornada, destacar também a expressiva vitória do Paços de Ferreira (3-0) sobre o Belenenses que com mais este resultado negativo se vê relegado para o penúltimo lugar da classificação. Quem haveria de imaginar que uma equipa que foi empatar na jornada anterior ao estádio do Dragão, baqueasse nesta jornada, em casa, diante de um adversário do seu campeonato! É por isso que o futebol é sempre imprevisível e espectacular.

Para encerrar a jornada, falta jogar o Benfica/Naval 1º de Maio, segunda-feira, às 20,15 horas que poderá recolher grossos dividendos caso vença o jogo, aumentando a diferença pontual para o FCP 5 pontos e igualando o Sporting de Braga no 1º lugar com 25 pontos.

Se o Benfica entrar em campo motivado disposto a trabalhar no duro, acredito que possa ganhar a partida com alguma facilidade. Se entrar em campo e facilitar, convencido que as camisolas ganharão à Naval, então poderá sofrer algum imprevisto e porventura ver a vitória por um canudo.

Uma equipa que tem fome de títulos, não pode desperdiçar muitas oportunidades e, nesse sentido, tem que aproveitar para se distanciar do seu rival FCP e os seus jogadores têm que dar o máximo e deixar a pele em campo.

sábado, 7 de novembro de 2009

PRIMEIRA DERROTA DO SENSACIONAL BRAGA


À décima jornada, o Sporting Clube de Braga, sem dúvida a grande surpresa do primeiro terço da Liga Sagres, sofreu a primeira derrota e logo no derby minhoto, um jogo cheio de rivalidades que gostaria de ter ganho, depois de ter vencido, sucessivamente, Sporting, Porto e Benfica.

Em 10 jogos disputados, averbou 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota.

Em futebol, a lógica nem sempre funciona e, neste caso, assim aconteceu mais uma vez. O Braga estava no comando da Liga, invencível e o Guimarães seguia praticamente na cauda da classificação, com 7 pontos, os mesmos do penúltimo classificado, o Olhanense. É esta incerteza no resultado que faz do futebol um desporto emocionante, vibrante e atractivo.

Sobre o jogo, rezam as crónicas que o Vitória dominou na primeira parte e o Braga esteve melhor na segunda, só que no período em que dominou a equipa vimaranense marcou um excelente golo por Desmarets, bem servido por Nuno Assis e o seu adversário não conseguiu marcar.

Na jornada anterior tinha ganho ao Benfica e festejado efusivamente a vitória mas nesta jornada calhou-lhe a sorte dos encarnados e saíram do campo cabisbaixos e sem qualquer ponto conquistado, deixando o primeiro lugar à mercê do Benfica, embora em igualdade pontual mas para isso terá que ganhar, no seu estádio, à Naval 1º de Maio.

Rezam também as crónicas que terá ficado uma grande penalidade por marcar a favor do Vitória, por mão de Evaldo e que no Cômputo geral, o jogo acabou por ser equilibrado e que não escandalizaria ninguém se o resultado tivesse sido um empate.

Uma outra nota para dizer que mesmo tratando-se de um derby importante do Minho, o estádio ficou muito aquém da sua lotação, o que demonstra que só o Benfica tem capacidade de fazer esgotar a lotação de Braga e Guimarães quando ali joga constituindo, sem dúvida, um fenómeno único no País, o que prova que continua a ser o Clube que mais adeptos e simpatizantes mobiliza para os jogos. Até por isso, o Benfica merecia um pouco mais de respeito, não só dos clubes que beneficiam das receitas que lhes proporciona mas também dos Órgãos que regem o Futebol e o Desporto em geral.

A Liga Sagres ainda vai no Primeiro terço e ainda vai haver mais desaires dos principais candidatos ao título. Irá ganhar aquele que somar menos desaires. Lá para finais de Fevereiro, se algum se destacar, já se poderá dizer algo sobre quem pode ser o vencedor.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BOM JOGO E BOA VITÓRIA NO GOODISON PARK


Pelo que se passou em campo, não pareceu que a derrota frente ao Braga, na nona jornada da Liga Sagres, tenha afectado a equipa do Benfica que realizou em Inglaterra, contra o Everton, uma boa exibição e uma óptima vitória por 2-0.

A equipa esteve coesa, trabalhadora e esforçada, pressionando os jogadores do Everton em todo o campo, não lhes consentido jogadas desafogadas e por isso, tiveram grande dificuldade em aproximar-se do último reduto benfiquista.

A defesa esteve em grande plano com um Luisão imperial a comandar as operações e o meio-campo trabalhou muito e onde se estava a destacar Ramires que acabou por se lesionar sozinho, aparentemente com gravidade, a julgar pela forma como saiu do campo, pelo seu pé mas com grande dificuldade em locomover a perna direita. Entrou para o seu lugar, quase sem aquecimento e em cima dos 45 m, Maxi Pereira.

O intervalo chegou com o resultado em 0-0, embora o Benfica tenha desfrutado de algumas boas oportunidades de golo, com um bom remate de Saviola aos 4 m para uma boa defesa de Howard; aos 14 m Di Maria correspondeu a um bom centro da esquerda, de primeira e Howard respondeu com boa defesa; aos 20 m Ayegbeni Yakubu viu cartão amarelo por entrada violenta sobre Ramires; aos 41 m Ramires cabeceia ao poste esquerdo e na recarga de Saviola remata forte para grande defesa de Tim Howard.

O Everton que até nem esteve mal durante quase toda a primeira parte, mostrava nos minutos finais grandes dificuldades em segurar os atacantes benfiquistas e o golo não surgiu por manifesta má pontaria.

Mas se na primeira parte a equipa encarnada esteve bem, na segunda parte esteve francamente melhor e logo aos 51 m Jack Rodwell, demonstrando as dificuldades do Everton, foi também punido com cartão amarelo por ter travado ilegalmente Fábio Coentrão quando conduzia perigoso contra-ataque.

O Benfica veio com outra disposição para a segunda parte, especialmente mais rápido na transição defesa/ataque e começou a criar uma série de boas jogadas que podiam ter resultado em golo, nomeadamente aos 56 m, num conta-ataque rapidíssimo, Cardozo isolou Di Maria com um grande passe e este na frente de Tim Howard atirou sobre a barra; depois aos 60 m Di Maria foge pela esquerda e dispara forte proporcionando uma excelente defesa de Howard mas o momento decisivo do jogo aconteceu aos 61 m com a substituição de Coentrão por Pablo Aimar porque a partir desse momento, o Benfica cresceu ainda mais e aos 63 m num rápido contra-ataque em que Di Maria conduziu a bola até à entrada da grande área contrária, esperou alguns segundos que chegasse Saviola para lhe endossar a bola que disparou rasteiro, de pé esquerdo, fora do alcance do guarda-redes, fazendo o 1º golo do Benfica. O Everton acusou a estocada e não foi capaz de reagir ao golo e o Benfica continuou a dominar e aos 76 m, numa bela combinação entre Aimar e Saviola, à entrada da área, a bola sobrou para Ruben Amorim que rematou contra um adversário, ressaltando a bola para Cardozo que rematou de primeira para o fundo das redes. Estava feito o 2-0 e praticamente garantida a vitória neste importante jogo que quase assegura também a presença nos 16 avos-de-final da Liga Europa.

Com 14 m para jogar, o Benfica apostou na posse da bola, jogando no campo todo e continuou a acercar-se da baliza de Tim Howard com perigo mas acima de tudo não dando chances ao adversário de poder alterar o marcador.

O Benfica fez um bom jogo, frente a uma equipa que pratica bom futebol e, nesse sentido, demonstrou que o desaire sofrido em Braga, não afectou a sua mentalidade ganhadora, não tendo passado de mero acidente de percurso.

Uma referência também às outras duas equipas portuguesas que participam na Liga Europa para dizer que o Sporting empatou 1-1, tendo estado a perder e, segundo a crítica, voltou a jogar muito mal. Já o Nacional da Madeira que esteve a ganhar com um golo de grande penalidade aos 65 m mas deixou-se empatar aos 85, também de grande penalidade.

O Sporting tem praticamente garantida a presença nos 16 avos-de-final da Liga Europa e o Nacional da Madeira perdeu a oportunidade de somar três pontos e acalentar ainda algumas hipóteses de apuramento.


sábado, 31 de outubro de 2009

AFINAL, ONDE ESTÁ O ESTOFO DE CAMPEÃO?

Este Braga mostrou ser uma equipa capaz de lutar pelo título
No duelo dos dois primeiros, há que dar os parabéns à sensacional equipa do Sporting de Braga que, contrariamente aquilo que eu esperaria, iniciou o jogo deliberadamente ao ataque, empurrando o Benfica para a sua área e criando alguns lances de perigo, vindo a concretizar o seu primeiro golo, aos 7 minutos, através da marcação de um livre, bem executado por Hugo Viana, na sequência de todo esse caudal ofensivo.

O Benfica não conseguia explanar o seu habitual futebol, fruto do acerto das marcações por parte dos jogadores do Braga que se mostraram soltos e atrevidos, jogando de igual para igual e acima de tudo com muita mais motivação e convicção.

Pode dizer-se que se assistiu a uma interessante primeira parte, com ataques alternados e com oportunidades para os dois lados mas o resultado ao intervalo mantinha-se em 1-0.

Na entrada para as cabines gerou-se alguma confusão e Cardoso e Leone acabaram por receber ordem de expulsão, regressando as equipas dos balneários com dez jogadores para disputar a segunda parte que acabaria por ter algum domínio por parte do Benfica mas sem qualquer aproveitamento em termos de golos.

Com o resultado em 1-0, estava tudo em aberto para a segunda parte mas aos 78 minutos, Paulo César sentenciou a partida, marcando o segundo golo bracarense. Depois foi só gerir bem a posse de bola, o que conseguiu e esperar pelo final da partida para festejar uma grande vitória e, ao mesmo tempo, o primeiro lugar na Liga Sagres, agora a 3 pontos do Benfica, 5 do Futebal Clube do Porto e 13 do Sporting.

Claro que houve algumas incidências durante o encontro que mereceriam análise, nomeadamente o golo anulado a Luisão que parece ter sido obtido dentro da legalidade e algumas faltas assinaladas ao contrário mas não se deve retirar mérito à vitória do Sporting de Braga que está a fazer um primeiro terço do campeonato excelente e que deve ser reconhecido por todos quantos, como eu, são verdadeiros desportistas.

Quanto ao Benfica, ficou muito aquém daquilo que tem jogado e, por isso mesmo, não conseguiu um resultado positivo e a certeza de que se pretende ser campeão terá que produzir mais e melhor futebol.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

TERÁ O BENFICA ESTOFO DE CAMPEÃO? AMANHÃ TEREMOS A RESPOSTA


Amanhã à noite (21,15), realiza-se em Braga, um grande teste à capacidade futebolística do Benfica da época 2009/2010 que até ao momento soma sete vitórias e um empate, cedido na primeira jornada, no seu estádio, perante o Marítimo.

Este Benfica tem superado todas as expectativas, não só pelo excelente futebol que pratica, mas também pela capacidade concretizadora pois em oito jornadas marcou 30 golos e sofreu apenas 5, tendo melhorado como equipa, relativamente às épocas anteriores, de forma abissal.

Este teste de amanhã contra o Sporting de Braga, é absolutamente necessário e vem na melhor altura porque a equipa minhota, segue empatada no primeiro lugar com o Benfica e soma também sete vitórias e um empate, apresentando um score de 14 golos marcados e apenas 4 sofridos, cotando-se como a melhor defesa do campeonato.

Em futebol, o resultado é sempre uma incógnita porque um grande número de vezes, nem sempre o melhor ganha e o resultado final depende muito das incidências de cada jogo, nomeadamente, da inspiração dos atletas, da boa ou má leitura dos treinadores e das respectivas substituições, das lesões, dos erros de arbitragem, das condições climatéricas, do ambiente no estádio, etc., etc.

Amanhã vai ser um daqueles jogos em que os atletas das duas equipas vão dar o máximo e tentar render a cem por cento e, no entanto, fazendo uma previsão baseado na prestação das duas equipas até ao presente momento da Liga Sagres e tendo em conta o seu ataque demolidor e a solidez de todos os sectores da equipa, inclino-me para uma vitória do Benfica, assegurando assim, pela primeira vez, esta época, o primeiro lugar isolado na classificação.

De resto, uma equipa com estofo de campeão e para chegar ao ambicionado título, tem que ser capaz de ganhar todos os jogos, especialmente aqueles em que defronta os seus adversários mais directos.

Foi assim no passado, relativamente aos títulos conquistados pelo Futebol Clube do Porto que com a maior das facilidades se impôs ao longo destes últimos vinte anos, arrancava vitórias em Braga, em Guimarães mas também em Alvalade e na Luz, chegando quase sempre ao final do campeonado com 15/20 pontos de avanço.

Este Benfica 2009/2010, para se impôr como grande candidato ao título, só tem que ganhar, amanhã, ao Sporting de Braga, nem que seja pela diferença mínima, demonstrando dentro das quatro linhas superioridade sobre o adversário e considerado pela crítica, no final do jogo, um justo vencedor.

Porém, se o Sporting de Braga conseguir um resultado positivo, aí teremos que concluir que o Benfica ainda não tem o tal estatuto de campeão e, por outro lado, quererá também dizer que a equipa arsenalista tem futebol e condições para disputar o primeiro lugar da classificação com os eternos candidatos ao título.

O que vai acontecer, só o saberemos amanhã, sábado, lá para as 23 horas mas já agora e antes de terminar este apontamento, gostaria de desejar um bom espectáculo de futebol, sem casos de indisciplina dos atletas e da arbitragem e, no fundo, que ganhe o melhor, aquele que durante os noventa minutos mais se empenhou e lutou pela vitória.

Se assim acontecer, ganhe quem ganhar, o espectáculo futebol sairá sempre vencedor.

domingo, 18 de outubro de 2009

TAÇA DE PORTUGAL - BOA ENTRADA DO BENFICA

O Benfica iniciou a sua participação na Taça de Portugal com uma deslocação a Torres Novas para jogar com o Monsanto que milita na segunda divisão, zona centro, ganhando por 6-0, embora tenha chegado ao intervalo com o resultado em 1-0, golo de Felipe Meneses aos 29 minutos, em jogada vistosa individual.

Para que o Monsante não sofresse mais golos durante a primeira parte, muito contribuiu a toada moderada com que o Benfica actuou, pensando que com o passar do tempo, os golos haveriam de aparecer.

Por várias vezes, ao longo dos primeiros 45 minutos, Jorge Jesus deu sinais de insatisfação e gesticulou para dentro do campo, procurando despertar os jogadores.

Depois do intervalo tudo mudou, os jogadores benfiquistas imprimiram outro ritmo ao jogo e os atletas do Monsanto começaram a sentir muitas dificuldades para parar os seus ataques continuados que punham constantemente em perigo a baliza de René.

Com a equipa do Monsanto a passar por sérias dificuldades físicas, não admira que o Benfica tenha marcado 5 golos na segunda parte e tenham ficado outros tantos por marcar, umas vezes por precipitação dos avançados e outras por manifesta infelicidade.

De referir que o resultado aos 84 minutos estava em 3-0 e que nos últimos cinco minutos foram marcados mais três golos.

O Benfica pode não ser ainda uma grande equipa a nível mundial mas não há dúvidas que muita coisa mudou desde a última época. A equipa joga um futebol mais atractivo, mais concretizador, mais consistente e a prova está nos resultados entretanto alcançados, na Liga Sagres, na Liga Europa e, agora, na Taça de Portugal.

Como corolário deste bom momento, o Benfica vai em segundo lugar, ainda sem derrotas, na Liga Sagres, está no bom caminho para ultrapassar a fase de grupos da Liga Europa e entrou com o pé direito na Taça de Portugal; é a equipa mais concretizadora com 24 golos e apenas 4 sofridos e Cardoso é o melhor marcador da Liga Sagres. Isto já não acontecia no Sport Lisboa e Benfica há muitos anos, sendo por isso um bom indício.

A equipa tem um bom lote de jogadores para formar a equipa principal e tem boas soluções no banco de suplentes. A época desportiva 2009/2010 ainda vai no adro mas já dá para ver que muita coisa mudou no Benfica, para melhor.

À volta deste bom momento do Benfica reina um grande entusiasmo e a nação benfiquista anda sorridente e muito satisfeita, esperançada que desta vez o Glorioso não só vença a Liga Sagres como faça também óptima figura nas competições internacionais.

NÃO ERA PRECISO TANTO SOFRIMENTO, CARAMBA!


A fase de apuramento para o Mundial de 2010 na África do Sul, não correu nada bem a Portugal, num grupo em que o primeiro lugar estava ao seu alcance, se nos lembrarmos que Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, são selecções que não têm o potencial da selecção das quinas, na qual militam alguns dos melhores jogadores a nível mundial.

A Selecção Portuguesa teve alguns maus resultados que não se justificam e tal deveu-se ao facto de não ter jogado bom futebol. De facto, assim foi. A equipa das quinas não conseguiu fazer as exibições a que nos tinha habituado no reinado do Senhor Scolari e, por isso mesmo, perdeu em casa com a Dinamarca e empatou com a Albânia e a Suécia, jogos que tinha obrigação de ganhar. Foram sete pontos preciosos que impediram Portugal de chegar ao primeiro lugar e ao apuramento directo e esteve mesmo em causa o segundo lugar que lhe dá acesso a um decisivo "play-off", caso a Dinamarca não tivesse vencido a Suécia.

Na classificação final do Grupo 1, a Suécia acabou por ficar a apenas um ponto de Portugal e até a Hungria foi sempre à frente, até ao antepenúltimo jogo, precisamente até ao confronto com a equipa de todos nós que acabou por ganhar por 1-0 e passar para a frente com o mesmo número de pontos (13).

Em minha opinião, nesta fase de grupos, a Selecção Nacional não atingiu grandes níveis exibicionais, houve muitos passes errados e muitas perdas de bola, pelo facto de alguns jogadores não serem lestos na entrega aos companheiros melhor colocados. Em muitos momentos os jogadores não funcionaram como uma equipa, procurando cada um resolver uma tarefa que pertence a todos e tornando o jogo feio, desmotivante e quezilento.

A equipa portuguesa tem potencialidades para fazer mais e melhor mas para isso, muita coisa tem que mudar muito rapidamente e, se possível, já para o "play-off", para que a Selecção possa apurar-se sem grande sofrimento, vencendo os dois jogos.

Carlos Queiroz tem muita responsabilidade na forma de jogar da Selecção e já teve tempo para apresentar um modelo de jogo mais consistente e mais eficaz. Ninguém tem dúvidas sobre o saber e a competência do Seleccionador Nacional mas os resultados são, quase sempre, o factor decisivo para avaliação do trabalho do treinador.

Se Portugal não fosse ao Mundial, tendo em conta o grupo acessível a que pertence, provavelmente, Carlos Queiroz, ficaria com muito pouca margem de manobra para continuar à frente da Selecção.

Faço votos para que o sorteio destine a Portugal uma Selecção acessível no "play-off" para que os excelentes jogadores que fazem parte da Selecção das Quinas possam passear a sua classe no Mundial da África do Sul e, ao mesmo tempo, conquistem um lugar honroso para as cores lusitanas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

LIGA SAGRES - 7ª JORNADA


Concluiu-se na segunda-feira, dia 5-10-2009, a 7ª jornada da Liga Sagres, com a realização da partida entre o Paços de Ferreira e o Benfica que terminou com a vitória dos encarnados por 3-1, depois de ter chegado ao final da primeira parte a vencer por 3-0, tendo sido sujeito a muito trabalho em toda a segunda parte, com a equipa do Paços a criar algumas boas ocasiões para marcar, o que só aconteceu uma vez.

Referir como aspectos mais relevantes da jornada, a sétima vitória consecutiva do Braga sobre o Vitória de Setúbal 2-0, embora com alguma dificuldade, já que o golo da confirmação e da tranquilidade só foi marcado já em período de descontos, continuando isolado no primeiro lugar com 21 pontos, merecendo também destaque a vitória do Marítimo em casa da Académica por concludente 4-2; lembrar também a reviravolta operada no Leixões/União de Leiria que a perder por 2-0, os matosinhenses acabaram por conquistar uma brilhante vitória por 3-2.

Dar também realce a Augusto Inácio que desde que tomou conta da Naval 1º de Maio, perdeu o primeiro jogo em casa por 1-0, à 5ª jornada, contra o Vitória de Setúbal mas depois foi ganhar ao Marítimo e nesta ronda, derrotou o Rio Ave, em casa, por 3-2 e já abandonou os últimos lugares da tabela classificativa, por troca com a Académica e com o Setúbal, encontrando-se agora no 11º lugar, com 7 pontos.

Também o Nacional da Madeira continua em recuperação, ganhando desta vez ao Vitória de Guimarães por 2-0 e cujos golos resultaram da conversão de duas grandes penalidades. O Vitória ocupa um modesto 12º lugar na tabela classificativa e por via dos maus resultados, o seu treinador, Nelo Vingada já foi despedido.

Também não podemos deixar de fazer referência ao empate a zero, conseguido pelo Belenenses em Alvalade, tendo o jogo confirmado aquilo que se tem vindo a constatar sobre o fraco rendimento da equipa do Sporting, a atravessar um mau momento e quando Liedson não marca, normalmente não ganha.

Este empate colocou o Sporting a 10 pontos do 1º classificado, mas por outro lado, premiou a equipa de Belém, moralizando os seus jogadores para os próximos compromissos.

Quanto ao jogo entre o Olhanense e o Futebol Clube do Porto, não houve qualquer surpresa, acabando os portistas por vencer o encontro por 3-0. O Olhanense aguentou-se muito bem no primeiro quarto de hora, criando até algumas situações de perigo para a baliza de Helton, mas depois baixaram de rendimento e o Porto tomou conta do jogo, criando muitas situações de golo que só não foram concretizadas devido a algumas boas defesas do guarda-redes e a algumas perdidas escandalosas dos avançados portistas.
É verdade que o árbitro não assinalou uma grande penalidade a favor do Olhanense e não expulsou Álvaro Pereira numa jogada em que atingiu o adversário com o antebraço na cara mas depois, também acabou por compensar a equipa de Olhão, poupando uma agressão idêntica e uma entrada sobre Hulk, ambas merecedoras de cartão vermelho. O que está mal na arbitragem, é não serem sancionadas todas as faltas e com os mesmos critérios, no exacto momento em que acontecem, sem olhar à importância dos cluges e à cor da camisola dos atletas.
A arbitragem terá muito a ganhar, no dia em que os árbitros deixarem de render vassalagem às pessoas que têm poder no futebol e começarem a tratar toda a gente por igual.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AEK/BENFICA - Liga Europa

O momento em que os jogadores do AEK festejam o golo de Majstorovic

O Benfica entrou no Estádio Olímpico de Atenas com todas as possibilidades de construir um resultado positivo, tanto mais que o estádio não tinha mais que meia casa e os adeptos, ao contrário do que é habitual, não estavam muito entusiasmados, devido aos maus resultados da equipa e, por isso mesmo, com os níveis de euforia muito em baixo.

Por outro lado, a equipa do AEK, iniciou o jogo com mil cautelas defensivas, jogando devagar, tão devagar que o Benfica se deixou contagiar de tal maneira que começou a jogar ainda mais devagar que o seu adversário.

A partir do momento em que a equipa grega se apercebeu que não havia razões para temer o Benfica que passou quase dois terços da primeira parte completamente inofensivo, sem garra, sem alegria e sem colectivo.

Durante toda a primeira parte, o Benfica foi uma sombra daquela equipa que tem disputado a Liga Sagres, parecendo que os seus jogadores nunca tinham jogado juntos e a pretenderem, cada um por si, em jogadas individuais, chegar ao golo.

Esta actuação facilitou a tarefa da equipa contrária que com alguma facilidade foi sustendo as incursões de Di Maria, Saviola, Aimar e Ramires que apareciam sempre muito desemparados, acabando por perder a bola e abortar algumas boas jogadas.

A actuar de maneira tão displicente, não admira que o AEK chegasse ao golo, a dois minutos do intervalo, na sequência de um pontapé de canto, em que Luisão foi batido, de cabeça, pelo jogador mais alto da equipa grega, Majstorovic.

Por toda a apatia demonstrada durante a primeira parte, o golo do AEK foi um justo castigo e esperava-se que o Benfica fosse capaz de alterar a sua atitude em campo, na segunda parte e inverter o rumo dos acontecimentos.

Embora a equipa encarnada tenha regressado do balneário com um pouco mais de atitude, a verdade é que as coisas não se alteraram muito porque os adversários foram sempre mais combativos, mais lutadores, mais esforçados e foram sempre resolvendo as situações de apuro na sua baliza, tanto mais que o guarda-redes estava em noite inspiradíssima e defendeu tudo quanto havia para defender, algumas vezes, de forma espectacular.

Sem qualquer tipo de surpresa, o jogo acabou com o resultado em 1-0, sendo a equipa do Benfica a única culpada do inesperado desaire, já que a equipa do AEK demonstrou ser um conjunto vulgaríssimo, completamente acessível mas que por motivos que não se compreendem, a equipa portuguesa não produziu jogo suficiente para justificar um resultado positivo.

Vamos esperar que o jogo de atenas não tenha constituído uma viragem no bom futebol que o Benfica vinha praticando desde a pré-época.

Ou será que o Benfica não tem uma equipa com dimensão europeia e se resume apenas a um conjunto com alguma competência nas provas nacionais?

A resposta vai ser dada no próximo jogo, dia 22 de Setembro, com o Everton, em casa. O Benfica terá oportunidade de demonstrar se tem ou não tem dimensão europeia e a possibilidade de transmitir aos seus adeptos e ao mundo do futebol, em geral que a derrota em Atenas foi um acidente e que é um sério candidato à conquista da Liga Europa.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PROMISCUIDADE POLÍTICA CENSURÁVEL


Fui daqueles que sempre me insurgi contra a promiscuidade entre a política e o futebol e vice-versa. Nesse sentido, habituei-me a admirar Rui Rio, actual Presidente da Câmara Municipal do Porto que não obstante ter denunciado essa situação, ainda em campanha, conseguiu ganhar as eleições autárquicas naquela cidade, em 2002, contra o candidato do Partido Socialista, Fernando Gomes que tinha o apoio do Presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa.

Durante os dois mandatos de Rui Rio, a promiscuidade com o Futebol Clube do Porto estancou e, por isso, louvo a sua isenção e coragem, porque não era qualquer candidato à Câmara do Porto que se insurgiria contra Pinto da Costa.

Lamento que o Presidente do maior Clube português, Filipe Vieira, não lhe siga o exemplo, abstendo-se de participar em actos de natureza política, como aconteceu nas últimas eleições Legislativas, ao conceder oficialmente e publicamente o seu apoio a José Sócrates.

Mas não satisfeito com esta sua aparição pública, apoiando o Partido Socialista e o seu candidato a Primeiro-Ministro, José Sócrates, veio agora de novo, repetir essa aparição pública, desta vez a dar o seu apoio ao candidato Socialista à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

Luis Filipe Vieira está a cometer um grave erro, ao não adoptar uma posição de completa neutralidade e isenção face às forças políticas.

Por muito que o Presidente do Benfica explique que o apoio é pessoal, ninguém é ingénuo para não compreender que o seu nome será sempre reconhecido e associado ao cargo que ocupa na Instituição Benfica.

Pessoalmente, sempre achei que Luis Filipe Vieira era suficientemente expedito e inteligente para não se deixar enlear neste tipo de iniciativas partidárias porque apenas deve comparecer em representação do Benfica, em eventos onde todos os benfiquistas se sintam representados.

Nos milhões de adeptos e simpatizantes do Benfica, há cidadãos de todas as tendências políticas, pelo que ao dar apoio ao Partido Socialista, está a trair todos os benfiquistas que não se revêem naquele Partido e, para além disso, está a pôr em causa uma futura boa relação institucional com outro Presidente, se António Costa não ganhar.
Luis Filipe Vieira devia ponderar muito bem sobre as exigências do seu cargo e jamais aceitar participar desta promiscuidade que envolve a política e o futebol porque é a sua credibilidade e isenção que está em causa; para além disso, todos os benfiquistas merecem ser representados com dignidade e total isenção, devendo o Presidente do Benfica ponderar a sua demissão caso não consiga cumprir esse seu dever.

Como simpatizante do Benfica, condeno a atitude do Senhor Luis Filipe Vieira, não obstante o ter apoiado, incondicionalmente, em todas as decisões que tomou sobre a vida do Clube.

Uma coisa é certa, já que Luis Filipe Vieira não sabe quais são os deveres inerentes ao seu cargo, alguém com responsabilidades no Clube, deve lembrar-lhe, com a máxima brevidade, esses deveres.

sábado, 26 de setembro de 2009

ESTE BENFICA NÃO ESTÁ PARA BRINCADEIRAS


Tudo se alterou relativamente à época 2008/2009, em que o Leixões foi a equipa sensação até ao final da primeira volta, tendo roubado quatro pontos ao Benfica, fruto dos dois empates, em casa e fora.
Desta vez o Leixões não teve qualquer chance. Aguentou até quase ao final da primeira parte, sem sofrer golos, mas à custa de muitas faltas à margem das leis que puseram em perigo a integridade física dos jogadores do Benfica. O árbitro teve que actuar disciplinarmente e aos 27 minutos expulsou Pouga, por entrada violenta a Di Maria, mostrando-lhe o segundo amarelo.
A resistência do Leixões acabou quando já em período de descontos, David Luis correspondeu, de cabeça, a um livre indirecto marcado por Aimar, colocando os encarnados a vencer por 1-0.

Na segunda parte, o Benfica continuou a carregar e aos 55 minutos Nuno Silva derrubou Aimar já dentro da grande área, tendo sido expulso com vermelho directo, ficando o Leixões, a partir desse momento, reduzido a nove elementos. Se até aí a missão era difícil, a partir desse momento, o Leixões ficou impossibilitado de atacar e, ao mesmo tempo, de defender e evitar uma goleada.

Mas o que me surpreendeu na estratégia deste Leixões foi a postura suicida com que encarou o encontro, preocupando-se mais em jogar nas pernas dos jogadores adversários do que na bola. Os jogadores do Leixões viram seis cartões amarelos e um vermelho directo mas teriam sido muitos mais se o Juiz da partida, o Senhor João Capela tivesse punido outras faltas perigosas, inclusive o penalti sobre Ramires que ficou por assinalar.

Ora, o Leixões e de certa forma, todas as equipas que utilizam este jogo faltoso, para além de não contribuírem para o espectáculo, acabam por se punir a si próprias, com as inevitáveis expulsões e depois tornam ainda mais difícil a sua missão. É caso para dizer que o crime não compensa e eu estou convencido que a equipa de Matosinhos, com onze jogadores em campo, tinha perdido igualmente o jogo mas tinha dado uma maior réplica e evitado uma goleada por cinco bolas de diferença.

É necessário e urgente que a Liga Sagres rivalize com os campeonatos mais competitivos da Europa e do Mundo e que todas as equipas entrem em campo com lealdade e com o único objectivo de ganhar e jogar bom futebol. Esta é a única forma de proporcionar bons espectáculos, encher os recintos desportivos de espectadores e fazer com que vencedores e vencidos, no final de cada encontro, sejam considerados dignos adversários.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PARABÉNS AO SENSASIONAL BRAGA


O Braga destronou a equipa/sensação da época de 2008/2009, o Leixões


Na época de 2008/2009, foi o Leixões, treinado por José Mota, a grande revelação da primeira metade do Campeonato, tendo-se mesmo aguentado extraordinariamente bem até à 19ª jornada.

Depois de ter sido batido em casa, pelo Nacional, na 1ª jornada por 3-1, o Clube de Matosinhos só perdeu mais um jogo à 11ª jornada, em casa do Vitória de Guimarães 1-0, tendo feito o seguinte registo até à 19ª jornada: DVVVEVVVVDEEEEEVVE.

O Leixões fez 26 pontos na 1ª volta da Liga Sagres, o que constituiu uma agradável surpresa para uma equipa que tinha chegado à Liga Sagres apenas na época transacta, tendo feito resultados surpreendentes, se nos lembrarmos que foi ganhar a casa do Porto, Sporting e Braga e empatar ao Sport Lisboa e Benfica.

Até à 19ª jornada, o Leixões somou 34 pontos mas depois nas 11 jornadas finais apenas conquistou 10. De qualquer forma, os bébés de Matosinhos fizeram uma excelente época, comparativamente com outras equipas que tinham obrigação de fazer melhor e mercê do seu bom futebol, foi uma equipa muito respeitada e mesmo os resultados desfavoráveis, foram quase todos pela diferença de um golo, com excepção da vitória do Paços de Ferreira e do Futebol Clube do Porto, 4-0 e 4-1.

O Campeonato português para se tornar mais competitivo, atractivo e um dos melhores da Europa e do Mundo, necessita que todas as épocas apareçam mais equipas como o Leixões, a discutir os resultados em qualquer campo e a ganhar aos grandes na sua própria casa.

É nesse sentido que esta época endereçamos os parabéns ao Sporting de Braga que à 5ª jornada, soma outras tantas vitórias, tendo cometido a proeza de vencer o Futebol Clube do Porto, em Braga e o Sporting Clube de Portugal, em Alvalade.

O Sporting de Braga, este ano orientado pelo jovem e ambicioso treinador Domingos Paciência, até ao momento, tem apresentado em campo, bons argumentos futebolísticos e tem demonstrado ser uma equipa sóbria e solidária, o que lhe permite ultrapassar com sucesso, algumas situações difíceis criadas pelos adversários.

Um verdadeiro desportista, gosta de ver jogos equilibrados e empolgantes, em que o resultado, por vezes, nada tem a ver com a supremacia de uma equipa sobre a outra mas sobretudo por um ou outro pormenor técnico/táctico superiormente engendrado pelo treinador, ou então por uma jogada magistral de um jogador fora-de-série.

Este ano, o Braga está, para já, a cotar-se como a melhor equipa da Liga Sagres e segue em 1º, com 15 pontos, seguido do Benfica com 13 e Porto e Sporting com 10.

É muito bom que o Campeonato seja liderado por outras equipas que não os eternos candidatos à conquista do título, Porto, Sporting e Benfica e fico muito satisfeito que tenha acabado o tempo em que os Clubes mais pequenos, em confronto com os grandes, apenas jogavam para não perder por muitos.

Agora os Clubes mais modestos já lutam em qualquer campo para conseguirem resultados positivos e essa nova realidade, vai concerteza trazer à Liga Sagres mais qualidade, mais entusiasmo e mais público, para além de uma maior visibilidade, além-fronteiras, o que pode transformar-se numa grande mais-valia.

Parabéns, portanto, ao Sporting Clube de Braga, pela magnífica vitória alcançada na última Jornada contra o Futebol Clube do Porto, de forma absolutamente justa e transparente, com um golo sortudo de Alan aos 69 minutos mas que colocou justiça no resultado, se nos lembrarmos que houve uma grande penalidade claríssima não assinalada a favor do Braga.

Por mim, sou daqueles desportistas que independentemente das simpatias clubísticas, gostaria que ganhasse sempre a equipa que melhor jogasse e que o Campeão fosse sempre um justo vencedor.

Se no final do Campeonato, essa equipa for o Sporting Clube de Braga, com simpatia e desportivismo, felicitarei o Clube e os seus dirigentes.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

A ÁGUIA ESTÁ PUJANTE


Não sei se é para continuar assim, a ganhar jogos e a dar espectáculo mas de facto, há muitos anos que não tinha o privilégio de ver a equipa do Benfica a jogar desta maneira, tomando conta do jogo, pressionando e empurrando o adversário para junto da sua área, marcando golos (o Benfica tem uma média de 2,8 golos por jogo) e criando muitas outras ocasiões para marcar.

É certo que o Benfica empatou o primeiro jogo, em casa, com o Marítimo, mas o resultado final de 1-1, é tremendamente injusto porque exerceu um domínio avassalador, criou imensas ocasiões de golo e até Cardoso falhou a transformação de uma grande penalidade que a ser convertida daria a vitória aos encarnados.

Pode dizer-se que o jogo com o Marítimo foi uma daquelas partidas de futebol em que o Benfica mesmo que continuasse a jogar toda a noite, dificilmente chegaria ao golo, pois na hora de marcar ou a bola batia na trave, no poste, no corpo dos adversários ou saía ligeiramente ao lado dos postes ou por cima da barra.

A equipa madeirense ainda hoje se questiona como conseguiu ganhar um ponto em casa do SLB, tal foi a sua supremacia e provavelmente não voltará a cometer outra proeza desta natureza em jogo com idênticas características.

Depois do empate no jogo inaugural, o Benfica foi a Guimarães ganhar por 1-0, recebeu no seu estádio o Vitória de Setúbal e infligiu-lhe uma pesada derrota de 8-1 e no último domingo foi ao Restelo derrotar o Belenenses por um expressivo 4-0.

Mas o facto mais relevante nestes quatro jogos é que a equipa do Benfica manteve, de princípio ao fim, uma extraordinária dinâmica de vitória, sempre superior aos seus adversários, controlando o jogo e criando muito perigo junto à balisa adversária.

Aquelas vitórias sofridas a que estavam habituados os benfiquistas, desapareceram quase que por magia e agora, em vez da incerteza do resultado, já só pensam por quantos vai ganhar o seu clube.

A equipa já apresenta uma certa coesão e algumas rotinas automatizadas dentro das quatro linhas e acima de tudo faz muita posse de bola, obrigando o adversário a grande desgaste. Quando a percentagem de passes certos subir um pouco mais, a eficácia ofensiva do Benfica pode ser ainda melhor.

Jorge Jesus está a fazer um bom trabalho e a aguentar muito bem a pressão que advém do facto de estar a treinar o maior clube português que ganhou apenas um campeonato nos últimos catorze anos e estar, por isso mesmo, obrigado, em cada época que se inicia, a jogar para ser campeão.

Para já, os jogadores estão a corresponder às expectativas, a jogar com grande alegria e a dar tudo em campo. Não sendo uma equipa de grandes estrelas, o plantel do Benfica é equilibrado e possui boas soluções para todos os sectores.

Estamos no início, o Campeonato vai ser longo e difícil, os benfiquistas não podem entrar em euforias porque é necessário esperar até às derradeiras jornadas, lá para Março/Abril para ver se o Benfica consegue lá chegar em primeiro lugar.

Se a dinâmica se mantiver é bem natural que o Benfica possa ser campeão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PORTUGAL - UMA VITÓRIA SOFRIDA

PEPE marcou o golo da vitória e esteve imperial a defender essa vantagem


Portugal tem muito mais valor do que aquele que demonstra em campo. Contra a Dinamarca, esteve mais perto do seu valor, atacou muito mais e esteve muito próximo de marcar dois ou três golos.
No jogo de hoje contra a Hungria, a selecção portuguesa fez dois remates à baliza e teve a felicidade de fazer um golo, através de uma cabeçada fulminante de PEPE, o melhor jogador em campo, na sequência de um livre, apontado superiormente por Deco, para a entrada da grande área.
Esta Selecção da Hungria pareceu-nos uma equipa com muito poucos argumentos, aglomerada em frente à sua baliza, sem capacidade para organizar jogadas de contra-ataque, limitando-se a pontapear a bola para a entrada da grande área contrária, interceptada quase sempre pelos defesas ou pelo guarda-redes da selecção portuguesa.
Portugal só não marcou mais golos porque não imprimiu uma maior velocidade ao jogo e não fez circular a bola ao primeiro toque, em toda a extensão do campo e servindo com mais qualidade Liedson ou Cristiano Ronaldo.
Em certos momentos do jogo, os jogadores portugueses complicaram as coisas, falhando passes muito fáceis e deixando fugir com alguma facilidade os avançados húngaros que em duas ou três ocasiões criaram algum perigo junto à baliza portuguesa, especialmente pelo lado de Duda.
No fundo, acabou por ser uma vitória justa mas muito sofrida porque o resultado tangencial, não transmitiu tranquilidade e segurança aos jogadores portugueses porque a qualquer momento, uma desatenção, um falhanço, uma fífia ou uma simulação mal interpretada pelo árbitro na grande-área portuguesa, podia proporcionar o empate e, com esse resultado, portugal estaria afastado definitivamente da fase final do Campeonato do Mundo, num grupo em que Portugal é, sem qualquer dúvida, a melhor Selecção.
Chegar a este momento, depois de disputados 8 jogos, com apenas 13 pontos, resultantes de 3 vitórias, 4 empates e 1 derrota, faz com que a Selecção Portuguesa fique dependente de terceiros para chegar ao segundo lugar.
Nesse aspecto, a Selecção da última década, habituou mal os portugueses, apurando-se com alguma facilidade para as fases finais do Campeonato do Mundo e da Europa, ao contrário do que acontecia até à era Scolari, que era necessário andar sempre de calculadora na mão.
Enquanto há vida há esperança e há que acreditar que Portugal vai conseguir chegar ao apuramento pois seria uma pena que uma Selecção com tantos bons jogadores não estivesse na fase final do Campeonato do Mundo a disputar na África do Sul, precisamente num Continente onde os Portugueses estiveram durante cinco séculos e onde a Selecção tem uma multidão de fãs.
Força Portugal!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O CORAÇÃO TOLDA-LHE A RAZÃO


Já não é a primeira vez que Miguel Sousa Tavares me desilude com o seu excessivo amor clubístico, o qual lhe tolda por completo a razão e o leva a escrever artigos de opinião completamente disparatados, destituídos de qualquer lógica ou razoabilidade, na defesa do seu Clube e do seu Presidente.
Miguel Sousa Tavares veio agora interceder pelo Presidente do Futebol Clube do Porto e pelo seu Motorista, Afonso Ribeiro que no dia 25 de Agosto último, atropelou o repórter-fotográfico do DN, José Carmo, abandonando o local a grande velocidade e ignorando uma ordem do agente da autoridade que se encontrava no local, para parar.

Segundo as notícias da imprensa, a rua por onde circulava o carro, nas imediações do Tribunal de S. João Novo, é relativamente estreita e, naquele momento circulavam por ela um número indeterminado de pessoas, inclusivé a arguida Carolina Salgado, protegida por alguns agentes policiais. Ora, nestas circunstâncias, qualquer automobilista deveria tomar cuidados redobrados e circular em marcha lenta, em vez de acelerar, como aconteceu com o motorista de Pinto da Costa.
Por outro lado, parece que já não é a primeira vez que Afonso Ribeiro protagoniza episódios desta natureza e ao próprio Pinto da Costa já eu vi afastar os jornalistas de guarda-chuva em riste. Pessoalmente, não vejo o motorista, por sua vontade e iniciativa, acelerar e investir na direcção das pessoas, talvez até com intenção de assustar alguém mas o facto é que acabou por atropelar e ferir uma pessoa que ali estava em serviço.
Pois Miguel Sousa Tavares veio a terreiro defender o Presidente e o motorista, como se estes fossem uns inocentes anjinhos, apresentando em sua defesa uma argumentação descabida e atrevida que pretende fazer dos outros trouxas, especialmente daqueles que estavam no local e assistiram aos acontecimentos.
No desporto como na vida, as pessoas devem esforçar-se por ser justas e imparciais, atribuindo a razão a quem ela efectivamente pertence. Neste caso, como em tantos outros, não me parece que MST esteja a ser sincero e justo e, nesse aspecto, teria sido mais acertado não ter comentado o assunto. Para mim, não há injustiça maior do que condenar a verdade e absolver a mentira e, infelizmente, assistimos neste País, vezes sem conta, nos Tribunais e fora deles, ao triunfo da mentira sobre a verdade.
Enquanto houver homens para quem o Clube, o Partido, os amigos e tantas outras coisas, são muito mais importantes do que a verdade, esta vai continuar a ser vexada, humilhada e derrotada.