sábado, 14 de novembro de 2009

PORQUÊ UM FIM TÃO TRÁGICO?


ROBERT ENKE

ENKE, um excelente profissional de futebol, um guarda-redes com grande experiência e um ser humano excepcional, não resistiu ao estado depressivo em que se encontrava e procurou a morte, numa linha de comboio, a cerca de 3 quilómetros da sua casa, sendo colhido a 160 km/hora.
Guardo boas recordações do atleta, sobretudo do período em que serviu o Benfica e jamais poderei esquecer a sua enorme simplicidade e simpatia, sempre com um sorriso nos lábios.
A sorte foi madrasta ao roubar-lhe a vida da sua filhinha única de dois anos de idade e segundo as pessoas mais chegadas, nunca mais recuperou de tão duro golpe, tendo entrado por várias vezes em estado depressivo, situação que o obrigou várias vezes a interromper a actividade.
O que leva um homem a pôr fim à vida de forma tão trágica? E porque escondeu Enke das pessoas que o amavam o seu grave estado depressivo?
Talvez a morte de Enke sirva para alertar, mais uma vez, os responsáveis máximos do desporto-rei, dirigentes dos Clubes, Federações e adeptos que o futebol não é tudo na vida e que os atletas também são seres humanos, sujeitos a todas as vicissitudes como qualquer outra pessoa.
Nesse sentido, um jovem atleta, deve ser sempre acarinhado mesmo quando a sua actuação em campo deixou muito a desejar porque se não fez melhor foi porque não pôde pois por sua vontade seria sempre o melhor em campo.
Obrigado Robert Enke por tudo quanto nos deste enquanto atleta e enquanto homem.
Até sempre e paz à tua alma.

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