sábado, 28 de agosto de 2010

O DESTINO É CRUEL...


O guardião benfiquista reconciliou-se com os adeptos, ao defender uma grande penalidade
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Depois de toda a polémica que se gerou à volta do guardião Roberto, devido às más exibições que fez nos primeiros jogos da época, Jorge Jesus decidiu, à terceira jornada, colocá-lo no banco, fazendo avançar Júlio César para a titularidade.

Eu não sou supersticioso nem acredito em bruxas mas que las ai, ai. Na verdade, não se pode cruxificar um atleta depois de disputar apenas três jogos e, na verdade, era o que estava a acontecer com Roberto.

Mas o destino é cruel, Deus escreve direito por linhas tortas e quando iam decorridos 22 minutos de jogo, aconteceu uma coisa estranhíssima: Maxi Pereira, de bola dominada, em vez de a endossar a um companheiro, perdeu tempo e fez um passe arriscado ao guarda-redes, já com o avançado do Vitória no seu encalço. Júlio César, na tentativa de afastar a bola, acabou por tocar no jogador sadino e fez penalti. O árbitro foi pronto a assinalar a grande penalidade e a expulsar o desafortunado guardião do Benfica que foi vítima da infantilidade de Maxi Pereira.

E foi desta maneira esquisita que Roberto retomou a titularidade que perdeu apenas durante 22 minutos para Júlio César, defendendo logo de seguida a grande penalidade apontada por Hugo Leal, para o seu lado direito, evitando o empate.

Se houve injustiça no tratamento dado ao guardião Roberto, o destino se encarregou de colocar as coisas no devido lugar e provavelmente, depois do que se passou nesta jornada, o guarda-redes espanhol se realmente tem valor, vai ter oportunidade de o demonstrar nos próximos jogos, já que vai continuar a ser o dono da baliza encarnada.

De resto, quanto ao jogo em si, nada de anormal se passou. O Benfica começou muito bem a partida e logo aos 4 minutos, Cardozo correspondeu de cabeça a um centro espectacular de Gaitán, fazendo o primeiro golo. Depois, mesmo com dez jogadores em campo, foi sempre superior ao adversário e construiu uma vitória por 3-0 absolutamente justa.

Mentiria se não dissesse que esperava um pouco mais da equipa sadina que neste jogo, para além do penalti, praticamente não construiu uma jogada de golo.

No Benfica, a defesa jogou com mais acerto e Coentrão, Gaitan e Aimar foram os jogadores que mais sobressaíram. Eduardo Salvio que se estreou, foi sacrificado aos 22 minutos, aquando da expulsão do guarda-redes e, por esse motivo, não deu para apreciar as suas qualidades. Também devido à expulsão e para ajustar o plantel, ao intervalo, Jorge Jesus deixou no balneário Saviola e fez entrar Ruben Amorim.

Resta dizer que os golos foram marcados por Cardozo, Luisão e Aimar, aos 4, 44 e 57 minutos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

EQUIPAS LUSAS BAFEJADAS PELA SORTE


Realizou-se hoje, 5ª feira, o sorteio para a fase de grupos da Champions e os Deuses intercederam em favor dos representantes portugueses, o Benfica e o Braga, excluindo dos seus grupos as melhores equipas europeias. Isto não quer dizer que os grupos B e H, a que pertencem, respectivamente, lisboetas e minhotos, não sejam fortes, mas têm o condão de ser equipas mais equiparadas e, por isso mesmo, com mais possibilidades de fazer bons resultados e poder seguir em frente.

No Grupo B, para além do Benfica, faz parte o Lyon, Schalke 04 e Hapoel de Telavive. Todos sabemos que tanto a equipa francesa como a alemã, são conjuntos extraordinários com grande experiência internacional e contam com jogadores de primeiríssimo plano. Todavia, a equipa portuguesa será capaz de jogar com elas de igual para igual e alcançar resultados positivos. Em princípio, a equipa menos cotada e com menos experiência internacional, será sem dúvida o Hapoel de Telavive mas mesmo assim com valor suficiente para causar alguma surpresa.

Se o Benfica jogar ao nível que habituou os seus adeptos na época transacta, terá todas as possibilidades de somar os pontos necessários na tabela classificativa da fase de grupos para seguir em frente.

De igual forma, no Grupo H, onde para além do Sporting Clube de Braga estão também o Arsenal, Shakhtar Donetsk e Partizan de Belgrado, prevejo uma grande participação da equipa portuguesa, a qual vai concerteza alcançar os resultados suficientes para passar aos 16 avos da Champions. A equipa liderada por Domingos Paciência tem qualidade suficiente para se bater de igual para igual com a equipa inglesa, ucraniana e sérvia, embora tenha que se reconheçer que não vai ser uma tarefa fácil.

Nestes grandes jogos da Champions, as equipas superam-se e o Braga vai concerteza aproveitar muito bem esta primeira oportunidade para brilhar.

Como português e como desportista, desejo ao Benfica e ao Braga as maiores felicidades.

BRAVO SPORTING!!! FORMIDÁVEL!!!


Brondby, 0 - Sporting, 3.

Mas que agradável surpresa! O Sporting foi à Dinamarca derrotar o Brondby no seu estádio, por 3-0, depois de ter perdido em Lisboa, na primeira mão por 2-0!

Para ser sincero, não esperava esta reviravolta na eliminatória, tanto mais que a equipa dinamarquesa tinha dado em Lisboa uma imagem positiva do seu futebol e alcançado um resultado que me parecia suficiente para passar à fase de grupos da Liga Europa.

Mas mais uma vez vingou aquela velha máxima que diz que em futebol tudo é possível porque, de facto, contra as expectativas da grande maioria dos desportistas portugueses, a equipa leonina, com muito mérito mas também com alguma sorte à mistura, conseguiu o passaporte para a fase seguinte da Liga Europa.

E quando falamos em sorte, há que recordar que o Sporting abriu o activo no final da primeira parte, já em período de descontos, alcançou o 2-0 com a preciosa ajuda do guardião do Brondby que deixou passar a bola por entre as mãos e marcou o golo decisivo, aquele que lhe deu vantagem na eliminatória, também já em período de descontos; e para além disso, Rui Patrício fez algumas defesas valorosas, impedindo o adversário de marcar em momentos de grande perigo para a baliza leonina. Se o Brondby tivesse concretizado um golo, teria afastado a equipa portuguesa da fase de grupos da Liga Europa.

Em suma, o Sporting teve na Dinamarca a sorte que lhe faltou em Lisboa e arrancou uma preciosa vitória que vem repôr a diferença de valor existente entre as duas equipas.

Está de parabéns o Sporting e o futebol nacional que viveu esta semana momentos de grande prestígio com a prestação do Braga, Sporting e F. C. Porto.

Oxalá que esta onda vitoriosa das equipas portuguesas na fase de apuramento para a Champions e para a Liga Europa, tenha continuidade na fase de grupos e se prolongue até à final ou meia-final das respectivas competições.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SEVILHA 3 - BRAGA 4


LIMA fez uma exibição memorável e foi o ás de trunfo que Domingos Paciência lançou no jogo, aos 54 minutos, para arrasar os espanhois
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Brilhante! Magnífico! Espectacular! Extraordinária exibição do Sporting Clube de Braga em Sevilha, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, perante dezenas de milhar de adeptos que não se cansaram de incentivar a equipa durante todo o encontro.

O Vice-Campeão português mostrou ao Mundo do futebol que é uma equipa a ter em conta e que é capaz de discutir a vitória com as melhores equipas do Planeta. Fez dois grandes jogos com o Sevilha e já havia feito o mesmo com o Celtic, conquistando com todo o mérito o direito de integrar a fase de grupos da Champions.

O Sporting de Braga soube suster o ímpeto atacante da equipa Sevilhana no primeiro quato de hora de jogo, começando a partir desse momento a responder com mais eficácia, através de rápidos contra-ataques e a colocar em sobressalto o sector defensivo dos espanhóis.

Estava já a partida bastante equilibrada quando Paulo César arrancou até à proximidade da grande área adversária e disparou um potente remate que Palop não segurou, aparecendo rapidíssimo Matheus a recarregar para o fundo das redes. Estava feito o primeiro golo e dado um passo importante na consolidação da eliminatória.

Com o golo do Braga, notou-se uma certa exaltação dos jogadores do Sevilha, tendo-se registado algumas picardias e numa delas Luis Aguiar também viu o cartão amarelo.

Aos 54 minutos, Domingos Paciência fez entrar Lima para o lugar de Luis aguiar e este, passados 2 minutos, correspondendo a um cruzamento de Matheus para o centro da área, fez aumentar o marcador para 2-0. Ainda com meia hora para jogar, seria possível ao Sevilha marcar 4 golos e seguir em frente na Champions? Em futebol tudo é possível mas na realidade não parecia ser uma tarefa fácil, tendo em conta a valia da equipa minhota.

Aos 60 minutos surge o primeiro golo do Sevilha, marcado por Fabiano, em remate cruzado já dentro da grande área e Felipe deixa passar a bola por entre as mãos. O Sevilha intensifica o seu jogo atacante e por duas ocasiões esteve muito perto do golo, tendo Navas atirado inclusivé à barra. Até que aos 84 minutos Jesus Navas faz o 2º golo, empatando o resultado mas não a eliminatória. Com o resultado em 2-2, o Sevilha teria que marcar mais 2 golos para seguir em frente.

Ainda se estavam a fazer as contas quando Lima surge isolado em frente ao guardião espanhol, atirando a bola para o fundo das redes. Com o resultado em 3-2, a cerca de 15 minutos do final, o Braga estava já com um pé na Champions, pois os espanhois já estavam demasiado cansados e trapalhões para dar a volta ao resultado, tanto mais que o Braga continuava a dar excelente conta do recado e a causar alguns calafrios ao Guardião Palop.

Quando tudo parecia indicar que o resultado não sofreria mais alterações, eis que o inspirado e endiabrado Lima, na sequência de mais um pontapé de canto, cabeceou com êxito para o 4º golo aos 90 minutos e já em período de descontos, Kanouté ainda marcou mais um golo para os donos da casa. Resultado final: Sevilha 3 - S. C. Braga 4.

Grande jornada europeia protagonizada pelo Sporting de Braga que nos últimos anos tem vindo a afirmar-se interna e externamente e um grande elogio para o seu jovem treinador que tem demonstrado grande capacidade e inteligência ao serviço dos Clubes por onde tem passado. Está em crescendo e vai concerteza, nos próximos anos, ter oportunidade de comandar grandes clubes e alcançar muitos êxitos.

Como desportista que sou, vibrei com a vitória do Sporting de Braga e desejo-lhe os maiores êxitos na fase de grupos. O futebol portugês só tem a ganhar com os êxitos do Braga e seria desejável que outras equipas lhe seguissem o exemplo. As competições portuguesas não podem continuar a ser ganhas apenas por 3 clubes. Outras equipas têm que se intrometer na discussão dos títulos e fazer o que o Braga fez no último Campeonato ao ganhar aos três grandes.

Parabéns ao Braga por ter conseguido o apuramento para a Champions e que a sorte lhes sorria no sorteio para poderem fazer ainda um brilharete maior.

domingo, 22 de agosto de 2010

NACIONAL 2 - BENFICA 1


Mais uma amarga derrota e mais uma má exibição do guardião Roberto

Quem vaticinaria que o Campeão Nacional em título, o grande Sport Lisboa e Benfica, ao cabo de duas jornadas ocuparia o último lugar da tabela classificativa, com zero pontos conquistados, apenas dois golos marcados e quatro sofridos?! Ninguém, com toda a certeza, imaginaria tal cenário, tendo em conta que o primeiro jogo seria em casa, com a Académica de Coimbra e o segundo, na Choupana, frente ao Nacional da Madeira.

Para este desaire contribuiu sobremaneira o guardião benfiquista que em três dos quatro golos sofridos esteve francamente mal. Roberto, guarda-redes suplente no Atlético de Madrid, desejado pelo treinador dos encarnados, custou aos cofres da Luz cerca de 8,5 milhões de euros, uma verba astronómica, se nos lembrarmos que Eduardo, o guarda-redes do Sporting Clube de Braga e da Selecção Nacional foi vendido por cerca de quatro milhões.

Quim, Júlio César e Moreira, não teriam valor para continuarem a ser os guarda-redes da equipa comandada por Jorge Jesus? Pessoalmente, penso que sim. Quim revelou-se um guardião bastante regular e em muitos jogos contribuiu para o êxito da equipa. Júlio César, não sendo o guarda-redes titular, nos jogos em que participou esteve à altura das responsabilidades e fez boas exibições. De Moreira, pode dizer-se a mesma coisa, já que nos jogos em que foi titular não comprometeu.

Então qual a razão porque foi contratado este gigante Roberto por 8,5 milhões de euros, se o Benfica estava bem servido de guarda-redes?

Quem fez a avaliação das capacidades de Roberto e quem foi o responsável pela sua contratação?

Neste momento percebo o dilema do treinador do Benfica, se de facto Roberto entrou na Luz a seu pedido: Retirá-lo da equipa seria admitir que se enganou acerca das suas qualidades e que os 8,5 milhões de euros foram completamente desperdiçados. Por isso, Jorge Jesus insiste em colocá-lo como titular, mesmo não lhe inspirando confiança e pagando, por isso mesmo, um preço elevado pela sua teimosia.

Perdeu com Tottenham 1-0 na Eusébio Cup, perdeu com o F. C. Porto 2-0 para a Supertaça Cândido de Oliveira, perdeu na primeira jornada do Campeonato Nacional, em casa, com a Académica, por 2-1 e averbou mais uma derrota na Madeira, frente ao Nacional, por 2-1, na segunda jornada da Liga Zon Sagres.

Dizem os entendidos que há 58 anos que o Benfica não tinha um início de Campeonato tão mau, dois jogos e zero pontos.

Se houve um erro de avaliação e o guarda-redes não é aquilo que dele esperavam, então há que assumir o erro o mais rapidamente possível e proceder à sua substituição.

Nesse sentido, já que Quim foi dispensado, creio que Júlio César poderia, com alguma vantagem sobre Roberto, ser promovido a titular. Seria até repôr alguma justiça, dando ao guarda-redes brasileiro uma oportunidade de se impôr na equipa principal.

Resta saber se depois destes sucessivos maus resultados, a equipa encarnada não estará psíquica e moralmente afectada, ao ponto de continuar a não ser capaz de inverter a situação.

No próximo jogo já teremos a resposta.

domingo, 15 de agosto de 2010

VULGARÍSSIMO ESTE BENFICA 2010/2011


JARA que entrou no início da segunda parte substituindo César Peixoto, pelo que jogou, não merecia sair derrotado
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Assisti ao Benfica/Académica pela televisão e não posso deixar de dizer que a primeira parte foi decepcionante. O jogo praticado por esta equipa na primeira parte, não é mais nem menos do que aquele que praticou durante épocas a fio, entre 1994 e 2008. Vimos uma Académica a jogar em casa de um adversário de peso, organizada e sem medo, criando algumas dificuldades ao último reduto benfiquista e marcando inclusivé um golo na sequência de um livre em que a defesa encarnada ficou a ver navios, completamente desconcentrada.

De facto, aquele Benfica que defrontou o Futebol Clube do Porto para a Supertaça, foi também uma equipa vulgaríssima, completamente dominada pelo adversário. Fez-me lembrar aqueles embates anteriores a 2009, em que normalmente o Benfica era dominado pelos azuis e brancos e quase sempre perdia os jogos.

Mau presságio para a época 2010/2011 e para uma equipa que pretende ser de novo campeã. Quem empata ou perde jogos em casa, muito dificilmente poderá ter aspirações a grandes vôos. Esta equipa está desorganizada, desgarrada, os sectores não se entendem, os jogadores fazem passes errados em demasia, não constroem jogadas perigosas e jogam a passo de caracol, dando todas as chances do mundo ao adversário para se organizar.

Para a segunda parte, esperava-se uma reacção positiva dos donos da casa e Jorge Jesus apostou no reforço Franco Jara, ficando no balneário César Peixoto, muito desinspirado ou desconcentrado, sempre atrasado na disputa da bola com os adversários.

A equipa começou a jogar com mais velocidade e a empurrar a Académica para o seu meio campo mas mesmo assim não surgiam grandes oportunidades de golo. Jara tentou várias vezes o pontapé de longe mas sem êxito, até que aos 62 minutos, correspondendo a um centro perfeito de coentrão, empurrou a bola para o fundo das redes. Estava feito o empate e havia ainda muito tempo para chegar à vitória, caso o seu ascendente de jogo continuasse a intensificar-se. Nesta altura a Académica jogava com menos um jogador, já que Addy tinha sido expulso aos 51 minutos com segundo cartão amarelo.

Para dar mais consistência ao meio-campo, Jorge Jesus substituiu Maxi Pereira por Carlos Martins mas a verdade é que a equipa do Benfica não teve inteligência e discernimento para chegar ao 2-1, já que a equipa da Académica lutou sempre com grande determinação para, pelo menos, levar um empate do Estádio da Luz.

Quando tudo parecia que o resultado seria efectivamente um empate, eis que Laionel, vendo Roberto adiantado, desferiu um pontapé a 30 metros que depois de embater no poste direito, entrou na baliza. Estava feito o 2-1 e consumada a vitória da Académica em pleno Estádio da Luz, um rude golpe para o Benfica e um péssimo começo de campeonato.

Resumindo: o Benfica tem dois jogos oficiais e duas derrotas. E se assim continuar a jogar vai repetir maus resultados.

Nos restantes jogos do Campeonato, o Porto foi ganhar à Naval com um penalty inventado pelo árbitro e, nesse aspecto, já leva 2 pontos a mais. O Nacional foi a Vila do Conde vencer o Rio Ave por 1-0, o Vitória de Setúbal foi à Madeira derrotar o Marítimo também por 1-0, O Braga começou da melhor maneira o Campeonato ganhando ao Portimonense por 3-1 e já é líder, o Sporting perdeu em Paços de Ferreira também pela margem mínima e o estreante e recém-regressado à Primeira Liga, o Beira-Mar, não foi além de um empate a zero, frente ao também promovido União de Leiria.

Claro que é a primeira jornada mas já deu para ver que vamos ter novamente um campeonato competitivo nos lugares cimeiros e com as equipas "pequenas" a fazer a vida negra aos "grandes".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

HAJA DECÊNCIA...


Se me perguntarem se Carlos Queiroz foi uma boa escolha para liderar a Selecção Nacional, respondo imediatamente que não, já que do meu ponto de vista lhe falta currículo para ocupar tal cargo.

Todos sabemos que Carlos Queiroz somou alguns êxitos ao serviço das camadas mais jovens, conquistando até o título de Campeão Mundial de Júniores. Mas tirando essa sua óptima prestação nas camadas mais jovens, nada mais existe na sua carreira de extraordinário e como treinador principal, nunca alcançou grandes resultados.

Destacou-se como treinador adjunto no Manchester United mas não passou disso mesmo, um treinador adjunto, em que a responsabilidade do trabalho de campo e dos próprios resultados, são do treinador principal. Ninguém sabia se Carlos Queiroz seria capaz de aguentar a pressão em momentos difíceis da Selecção e também ninguém sabia se de facto tinha capacidade para fazer da equipa nacional, um conjunto forte, coeso e vitorioso. Era tudo uma incógnita mas agora já toda a gente sabe que Queiroz não tem perfil para treinar a equipa das quinas. Já cometeu demasiados erros e já se meteu em demasiadas trapalhadas que enfraqueceram a sua liderança e lhe roubaram a autoridade que um treinador tem que possuir para liderar o grupo.

Dito isto, quero esclarecer que o momento escolhido para pôr em causa o treinador é completamente desadequado e oportunístico. O que se passou na Guarda aquando da visita da equipa anti-dopagem, não me parece correcto que esteja a ser aproveitado para despedir o treinador com justa causa. Não sei o que se passou mas não me parece que uma frase ou uma palavra mais inconveniente, em jeito de desabafo proferida pelo treinador, seja motivo para tanto alarido.

A Justiça portuguesa faz tábua rasa de tantas situações graves que prejudicam os cidadãos e o País que quando vejo a forma como são tratados casos como o de Carlos Queiroz, fico revoltado e indignado. Afinal que espécie de crime cometeu o Seleccionador? Roubou? Matou? Burlou? Violou? Envolveu-se em algum esquema de corrupção? Lesou o Fisco? Não. Carlos Queiroz parece que apenas disse duas ou três asneiras, iguais a tantas outras com que todos os dias imensos cidadãos são mimoseados e a cujos autores não acontece nada. A Justiça tem tantas coisas gravíssimas com que se preocupar que parece mal perder tempo com estas ninharias.

Se Carlos Queiroz tiver que ser afastado da Selecção que não seja agora e por causa deste episódio que se passou na Guarda porque se isso acontecer será uma vergonha, mais uma para a Federação Portuguesa de Futebol que não tem mostrado capacidade e competência para resolver os problemas da forma mais correcta.

Queiroz não é um bom treinador para a equipa das quinas mas se ele foi contratado há que honrar os compromissos e resolver o processo com isenção e lisura.

sábado, 7 de agosto de 2010

VITÓRIA SEM ESPINHAS DO F. C. PORTO


Esta Supertaça, a 17ª, já não escapa...
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Segui o jogo pela televisão e constatei que a equipa do F. C. Porto esteve mais forte e mais coesa, a defender, a atacar e a gerir a posse de bola. A equipa do Benfica mostrou algumas fragilidades em todos os sectores, começando pelo guarda-redes, passando pela defesa, meio-campo e ataque.

O F. C. Porto entrou em campo determinado, lutador e mais esclarecido e, nesse sentido, fez circular melhor a bola, falhou menos passes e ganhou muitos lances por antecipação ao adversário.

No primeiro golo, na sequência de um canto, as culpas têm que ser repartidas pela defesa e pelo guarda-redes que permitiu que Rolando, completamente solto, cabeceasse com êxito já dentro da pequena área. Já no segundo golo, tanto Luisão como Amorim não conseguiram travar Varela que centrou para Falcão rematar com êxito, à entrada da grande área. Acho que também neste lance Roberto poderia ter feito melhor.

O jogo foi bastante quezilento e os jogadores do Benfica deixaram-se enredar na teia que a equipa portista lhes teceu. Quando é que os jogadores se convencem que a sua missão dentro das quatro linhas é apenas jogar leal e profissionalmente à bola?

Tudo quanto acontece durante os jogos que não seja jogar à bola, é degradante e contribui para que os estádios de futebol cada vez tenham menos espectadores. Quem vai aos estádios, quer ver bom futebol, festejar muitos golos e vibrar com jogadas espectaculares. De forma nenhuma quer ver as picardias entre jogadores, as entradas maldosas e as simulações.

O jogo desta noite foi condimentado com todos esses ingredientes e, nesse aspecto, não fugiu à regra de tantos outros embates entre as duas equipas.

O F. C. Porto foi um justo vencedor e justificam-se os dois golos de diferença. O Benfica esteve francamente mal e tem muito a rectificar, caso pretenda ser mesmo um sério candidato à conquista do Campeonato.

Os jogadores do Porto fizeram questão de festejar rijamente a conquista da 17ª Supertaça, demonstrando uma grande raça e uma forte união do grupo, como que a querer dizer que isto é só o princípio...

QUEM VAI GANHAR O PRIMEIRO TROFÉU DA TEMPORADA?


Primeiro confronto entre os técnicos JJ e VB
Em jeito de antevisão do jogo de logo à noite entre o Sport Lisboa e Benfica e o Futebol Clube do Porto, para a disputa da 32ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira, direi que é uma partida importante para as duas equipas, já que se trata do primeiro jogo oficial da época, com direito a troféu que ambas as equipas anseiam ganhar e, de certa forma, mostrar ascendente sobre o adversário.

Para além disso, a equipa que sair vitoriosa, reforçará os seus níveis de autoconfiança e ganhará uma motivação extra para enfrentar o Campeonato e as várias competições em que está envolvida e, por isso mesmo, será também um jogo de grande importância para a afirmação dos técnicos JJ e VB, mais até para o segundo, visto que Jesus já nada mais tem a provar em termos de competência e cultura futebolística.

Relativamente às possibilidades de cada equipa para vencer o jogo desta noite, parece-me que neste momento a equipa encarnada estará mais adiantada na preparação e com um ritmo de jogo mais intenso. No entanto, nestes jogos, é sempre difícil arriscar um prognóstico porque, por vezes, as equipas que estão menos bem, acabam por se agigantar e arrancar boas exibições, vencendo os jogos e contrariando a lógica.

Vilas Boas desejaria ardentemente vencer este jogo para transmitir confiança aos dirigentes e à massa adepta portista que não está lá muito convencida do seu valor. Uma derrota portista só viria contribuir para aumentar essa desconfiança.

Já Jorge Jesus, que tem repetidamente afirmado que vai jogar para ganhar, se porventura vier a perder, não vai sofrer grandes consequências, a não ser o amargo próprio de uma derrota numa prova em que o adversário é Rei e Senhor pois já conquistou mais Supertaças do que todos os outros clubes juntos.

Nestes jogos entre Benfica e Porto, há sempre grande tensão e nervosismo, dentro e fora das quatro linhas, verificando-se quase sempre actos e atitudes que não prestigiam o desporto-rei. Penso que é tempo de democratizar o futebol. Dirigentes e atletas têm que dignificar o futebol, dentro e fora das quatro linhas. As equipas têm que preocupar-se em jogar lealmente, respeitando-se mutuamente e honrando as camisolas que vestem. É preciso saber ganhar e é preciso saber perder. Que o jogo desta noite seja um hino ao futebol e que todos saibam desempenhar na perfeição as suas funções.

domingo, 1 de agosto de 2010

BENFICA - UMA PRÉ-ÉPOCA DE LUXO


Saviola vai iniciar o Campeonato em grande forma

O Benfica, neste Torneio do Guadiana já está a praticar um bom futebol. Os jogadores revelam uma boa preparação, correm muito e fazem pressão alta sobre o adversário, não lhe permitindo uma boa organização de jogo.

É uma equipa que manda no jogo e cria grandes oportunidades de golo. A equipa movimenta-se em velocidade e os adversários sentem grandes dificuldades em travar as incursões dos avançados benfiquistas.

Depois de vencer o Torneio de Guimarães, tudo leva a crer que o Benfica vai ganhar este Torneio do Guadiana pelo segundo ano consecutivo, uma vez que ganha ao intervalo por 3-0 ao Aston Villa, com golos de Cardoso, David Luis e Saviola.

Depois da entrada de Luisão, a defesa está mais sóbria e também o guarda-redes Roberto parece estar mais seguro e confiante.

Segui com muito agrado o encontro com o Aston Villa pela televisão e gostei da entrega e dinâmica de jogo dos jogadores benfiquistas que chegaram com alguma facilidade a um resultado de 4-0, embora a equipa inglesa tenha marcado o golo de honra quase no final do jogo. O resultado até poderá parecer um pouco exagerado mas de facto a equipa encarnada não deu grandes chances ao adversário.

Esta equipa do Benfica joga colectivamente, com espírito de entreajuda e os jogadores nunca dão uma jogada como perdida. Em suma, esta equipa do Benfica está a criar uma dinâmica de vitória que provavelmente se vai manter ao longo da época e, dessa forma, dar grandes alegrias aos seus adeptos.

Vem aí o jogo da Supertaça contra o Futebol Clube do Porto. Vai ser um teste excelente para se avaliar qual das duas equipas está em melhor forma e quem ganhar, ficará concerteza mais motivado para iniciar o Campeonato.

Vamos aguardar.