Javi Garcia, para além de ter feito uma excelente exibição, foi também o autor da cabeçada vitoriosa que deu ao Benfica os 3 pontos
O Benfica fechou a 10ª Jornada com chave d'ouro mas não sem antes sofrer para marcar o golo da vitória que lhe proporcionou os três pontos.
Com efeito, já iam decorridos 89 minutos de jogo quando Javi Garcia cabeceou para o fundo das redes. Foi a loucura no Estádio da Luz e um fim-de-festa em beleza. Depois do sofrimento a euforia e a comemoração da vitória.
Mas diga-se em abono da verdade que a vitória encarnada é inteiramente justa, já que exerceu um domínio avassalador em toda a partida, tendo criado imensas situações de perigo, mandando duas ou três bolas ao poste e o guarda-redes Peiser fez sete ou oito defesas de grande nível, cotando-se como o melhor jogador dos figueirenses.
Efectivamente, a Naval limitou-se a defender, encurralada no seu meio campo e raramente chegou à grande-área contrária; na verdade, não pôde fazer melhor porque o Benfica fez um grande jogo e dominou do princípio ao fim.
Não é fácil vencer uma equipa que toda ela defende e, neste caso, com grande acerto, não tendo dado grandes chances aos atacantes encarnados. Apareceu aquele golo aos 89 minutos mas o jogo podia ter acabado em 0-0, o que era uma grande injustiça.
Este jogo demonstrou que não há vitórias fáceis e o Benfica tem que começar a pôr em prática a táctica dos anos 70: entrar a todo o gás e resolver os jogos nos primeiros 15/20 minutos e depois jogar descontraído e bem para abrilhantar o espectáculo.
Realçar mais uma vez a grande força do Benfica que jogou a uma segunda-feira e que mesmo assim ainda estiveram no Estádio mais de quarenta e uma mil pessoas.
Para bem do País e do futebol português, é necessário que o Benfica volte a ocupar o lugar que durante muitos anos foi seu, a nível nacional e internacional. Parece estar no bom caminho, esperamos que não tenha retrocessos.
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