sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AEK/BENFICA - Liga Europa

O momento em que os jogadores do AEK festejam o golo de Majstorovic

O Benfica entrou no Estádio Olímpico de Atenas com todas as possibilidades de construir um resultado positivo, tanto mais que o estádio não tinha mais que meia casa e os adeptos, ao contrário do que é habitual, não estavam muito entusiasmados, devido aos maus resultados da equipa e, por isso mesmo, com os níveis de euforia muito em baixo.

Por outro lado, a equipa do AEK, iniciou o jogo com mil cautelas defensivas, jogando devagar, tão devagar que o Benfica se deixou contagiar de tal maneira que começou a jogar ainda mais devagar que o seu adversário.

A partir do momento em que a equipa grega se apercebeu que não havia razões para temer o Benfica que passou quase dois terços da primeira parte completamente inofensivo, sem garra, sem alegria e sem colectivo.

Durante toda a primeira parte, o Benfica foi uma sombra daquela equipa que tem disputado a Liga Sagres, parecendo que os seus jogadores nunca tinham jogado juntos e a pretenderem, cada um por si, em jogadas individuais, chegar ao golo.

Esta actuação facilitou a tarefa da equipa contrária que com alguma facilidade foi sustendo as incursões de Di Maria, Saviola, Aimar e Ramires que apareciam sempre muito desemparados, acabando por perder a bola e abortar algumas boas jogadas.

A actuar de maneira tão displicente, não admira que o AEK chegasse ao golo, a dois minutos do intervalo, na sequência de um pontapé de canto, em que Luisão foi batido, de cabeça, pelo jogador mais alto da equipa grega, Majstorovic.

Por toda a apatia demonstrada durante a primeira parte, o golo do AEK foi um justo castigo e esperava-se que o Benfica fosse capaz de alterar a sua atitude em campo, na segunda parte e inverter o rumo dos acontecimentos.

Embora a equipa encarnada tenha regressado do balneário com um pouco mais de atitude, a verdade é que as coisas não se alteraram muito porque os adversários foram sempre mais combativos, mais lutadores, mais esforçados e foram sempre resolvendo as situações de apuro na sua baliza, tanto mais que o guarda-redes estava em noite inspiradíssima e defendeu tudo quanto havia para defender, algumas vezes, de forma espectacular.

Sem qualquer tipo de surpresa, o jogo acabou com o resultado em 1-0, sendo a equipa do Benfica a única culpada do inesperado desaire, já que a equipa do AEK demonstrou ser um conjunto vulgaríssimo, completamente acessível mas que por motivos que não se compreendem, a equipa portuguesa não produziu jogo suficiente para justificar um resultado positivo.

Vamos esperar que o jogo de atenas não tenha constituído uma viragem no bom futebol que o Benfica vinha praticando desde a pré-época.

Ou será que o Benfica não tem uma equipa com dimensão europeia e se resume apenas a um conjunto com alguma competência nas provas nacionais?

A resposta vai ser dada no próximo jogo, dia 22 de Setembro, com o Everton, em casa. O Benfica terá oportunidade de demonstrar se tem ou não tem dimensão europeia e a possibilidade de transmitir aos seus adeptos e ao mundo do futebol, em geral que a derrota em Atenas foi um acidente e que é um sério candidato à conquista da Liga Europa.

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