
AINDA NÃO FOI DESTA QUE A DUPLA SE DESFEZA 13ª jornada da Liga Sagres levou a equipa do Benfica até ao Algarve para defrontar a aguerrida formação do Olhanense cujo lugar que ocupa na tabela classificativa não reflecte o valor da equipa.
O início do jogo demonstrou isso mesmo, uma equipa combativa, jogando o jogo pelo jogo e tentando sobrepor-se ao categorizado Benfica.
Fruto de algum ascendente, logo aos 8 minutos, em consequência de uma falta que não existiu (Ramires teve uma disputa legal com o adversário), resultou do respectivo livre o primeiro golo, marcado de cabeça por Carlos Fernandes, sem qualquer oposição.
O Benfica reagiu atabalhoadamente, não conseguia gisar jogadas de golo e o Olhanense ia dando conta do recado. Porém, aos 28 minutos Saviola estabeleceu o empate, depois de uma saída em falso do guarda-redes algarvio Ventura, um verdadeiro frango.
Pensei que com a concretização do empate, o Benfica arrancasse definitivamente para a vitória mas de facto tal não aconteceu. O Benfica continuou a praticar o mesmo tipo de futebol sem nexo e não admirou que passados apenas quatro minutos, também num lance de bola parada, o Olhanense marcasse o seu segundo golo, também de cabeça, desta vez por Toy.
A partir da marcação do segundo golo, os jogadores do Benfica ficaram de tal forma afectados que foram incapazes de melhorar o seu futebol e, ao mesmo tempo, perderam também o controle sobre as suas emoções, incapazes de manter a cabeça fria. Dessa situação resultou a expulsão do imaturo Di Maria que veio agravar ainda mais a recuperação e a possível reviravolta no marcador.
Não esquecer que no caso de Di Maria, já não é a primeira vez que reage mal às picardias dos adversários e advinhava-se que mais jogo menos jogo, iria ser expulso.
Incompreensivelmente, a equipa do Benfica jogou sobre brasas, quando o devia ter feito com toda a tranquilidade e em vez de enervar e fazer perder a cabeça ao adversário, até porque estava em superioridade numérica por expulsão de Djalmir aos 26 minutos, foi o adversário que fez esse papel.
Uma equipa que sonha e quer ser campeã, não pode ter este comportamento tão pobre em campo. Uma equipa que quer ser campeã tem que estar segura do seu valor e demonstrá-lo dentro das quatro linhas, em todos os jogos e com qualquer adversário, jogando confiante, desinibida, com concentração absoluta mas também com inteligência e raça.
À entrada para a 13ª jornada, o Benfica seguia na frente com os mesmos pontos do Sporting de Braga (29), com 3 pontos de vantagem sobre o FCP e 11 sobre o SCP. Com o empate em Olhão, apenas o FCP irá beneficiar porque ganha ao Vitória de Setúbal por 2-0 no final da primeira parte. O Sporting de Braga não aproveitou o deslize do Benfica pois também empatou, em casa, com a Naval 1º de Maio e o Sporting que averbou mais uma inesperada derrota frente ao União de Leiria, em Alvalade, ainda se distanciou mais dos primeiros classificados, agora a 12 pontos.
O Benfica não me parece com estofo suficiente para impedir o FCP de conquistar mais um campeonato porque é notório que tem melhorado substancialmente o seu rendimento de jogo para jogo e na próxima jornada, a 14ª, é muito provável que se desloque a Lisboa com intenção de alcançar um resultado positivo que até pode passar pela vitória.
Embora sendo benfiquista, o realismo e o desportivismo com que sempre encarei o desporto, leva-me a atribuir algum favoritismo ao FCP no confronto do próximo fim-de-semana, tanto mais que o jogo em Olhão deixou marcas profundas no plantel do Benfica, já que nem Coentrão (admoestado com o 5º amarelo) nem Di Maria (expulso ainda no decorrer da 1ª parte), podem jodar contra os Dragões. Por outro lado, também Ramires se lesionou com gravidade, sofrendo uma entorse na tibiotarsica e joelho esquerdo e também não jogará. E como se tudo isto não bastasse, o estratega da equipa, Pablo Aimar também sentiu dores musculares no treino que antecedeu o jogo e já não integrou o onze.
As baixas no plantel do Benfica são significativas mas a verdade é que vão entrar onze jogadores em campo contra o FCP que embora não sendo habituais titulares, têm obrigação de render com êxito os seus colegas lesionados.
Aguardemos, portanto, esse importante clássico do futebol português, para dele podermos colher as devidas ilacções quanto à equipa que se venha a superiorizar no confronto de Domingo e que provavelmente, a partir daí, ganhará a confiança necessária para embalar decisivamente para a conquista da Liga Sagres.
Para mim, o resultado é imprevisível e, por isso mesmo, não arrisco um prognóstico mas desejo sinceramente que seja um bom espectáculo.
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