
Já não é a primeira vez que Miguel Sousa Tavares me desilude com o seu excessivo amor clubístico, o qual lhe tolda por completo a razão e o leva a escrever artigos de opinião completamente disparatados, destituídos de qualquer lógica ou razoabilidade, na defesa do seu Clube e do seu Presidente.
Miguel Sousa Tavares veio agora interceder pelo Presidente do Futebol Clube do Porto e pelo seu Motorista, Afonso Ribeiro que no dia 25 de Agosto último, atropelou o repórter-fotográfico do DN, José Carmo, abandonando o local a grande velocidade e ignorando uma ordem do agente da autoridade que se encontrava no local, para parar.
Segundo as notícias da imprensa, a rua por onde circulava o carro, nas imediações do Tribunal de S. João Novo, é relativamente estreita e, naquele momento circulavam por ela um número indeterminado de pessoas, inclusivé a arguida Carolina Salgado, protegida por alguns agentes policiais. Ora, nestas circunstâncias, qualquer automobilista deveria tomar cuidados redobrados e circular em marcha lenta, em vez de acelerar, como aconteceu com o motorista de Pinto da Costa.
Por outro lado, parece que já não é a primeira vez que Afonso Ribeiro protagoniza episódios desta natureza e ao próprio Pinto da Costa já eu vi afastar os jornalistas de guarda-chuva em riste. Pessoalmente, não vejo o motorista, por sua vontade e iniciativa, acelerar e investir na direcção das pessoas, talvez até com intenção de assustar alguém mas o facto é que acabou por atropelar e ferir uma pessoa que ali estava em serviço.
Pois Miguel Sousa Tavares veio a terreiro defender o Presidente e o motorista, como se estes fossem uns inocentes anjinhos, apresentando em sua defesa uma argumentação descabida e atrevida que pretende fazer dos outros trouxas, especialmente daqueles que estavam no local e assistiram aos acontecimentos.
No desporto como na vida, as pessoas devem esforçar-se por ser justas e imparciais, atribuindo a razão a quem ela efectivamente pertence. Neste caso, como em tantos outros, não me parece que MST esteja a ser sincero e justo e, nesse aspecto, teria sido mais acertado não ter comentado o assunto. Para mim, não há injustiça maior do que condenar a verdade e absolver a mentira e, infelizmente, assistimos neste País, vezes sem conta, nos Tribunais e fora deles, ao triunfo da mentira sobre a verdade.
Enquanto houver homens para quem o Clube, o Partido, os amigos e tantas outras coisas, são muito mais importantes do que a verdade, esta vai continuar a ser vexada, humilhada e derrotada.
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