terça-feira, 8 de setembro de 2009

MADAIL JÁ ESGOTOU O SEU TEMPO


Tempos houve em que os jogadores da Selecção das quinas reivindicaram melhores prémios.

Mas nesse tempo, os atletas não usufruíam os ordenados chorudos que agora auferem. São outros tempos, em que as remunerações dos atletas que têm valor para chegar à Selecção, passaram do patamar dos milhares para milhões de euros.

Quem não parece ter-se apercebido desta realidade, é o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol que na véspera de um jogo importantíssimo para as aspirações da Selecção Portuguesa, relativamente ao apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo de 2010 na África do Sul, veio declarar publicamente que estaria disponível para aumentar o prémio de jogo, frente à Dinamarca, em caso de vitória.

Quem não gostou nada desta calinada do Presidente da Federação, foram os jogadores que pela voz de um dos capitães, disseram de sua justiça, respondendo à letra, a tão patética declaração. Deco, veio dizer que os jogadores não precisam de incentivos monetários para lutar pela vitória frente à Dinamarca ou qualquer outra Selecção. Disse que ninguém mais do que os jogadores gostaria de vencer todos os jogos e que o maior prémio que um jogador de selecção pode aspirar, é estar presente em todas as competições importantes e, se possível, ganhá-las. Neste caso, o maior prémio para os jogadores portugueses, seria estar presentes na fase final do Campeonato do Mundo da África do Sul, para poderem ter o privilégio de se mostrarem naquele grande evento desportivo e defrontarem as melhores selecções do Mundo.

Deco disse ainda que o Presidente da Federação foi muito infeliz nas declarações que fez e que caíram muito mal em todos os jogadores, podendo levar as pessoas a interpretar que os jogadores da Selecção não ganham os jogos porque os prémios são insuficientes.

O Senhor Gilberto Madail tem cometido muitas gafes ao longo do seu mandato, algumas mais graves do que outras mas que, de alguma forma, como agora se verificou, não dignificam o Órgão federativo a que pertence nem tão pouco o futebol português. Por outro lado, talvez até pelo cansaço acumulado durante uma dúzia de anos, a sua acção como Presidente, encontra-se em fase de notório declínio.

Nesse sentido, seria óptimo que para o próximo mandato houvesse uma substancial renovação dos dirigentes federativos, a começar pelo Presidente da Federação.

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