sábado, 28 de novembro de 2009

PÉSSIMO FUTEBOL NO DERBY LISBOETA

Vi o jogo pela Televisão porque há muito deixei de ir ver jogos ao vivo. A decepção que apanhava jogo após jogo, fez-me desistir, porque não sou masoquista. Ontem, o futebol praticado pelas duas equipas, foi de uma grande pobreza e a bola foi mesmo muito maltratada.

As defesas priveligiaram o pontapé para o ar e para a frente, em vez de procurarem sair com a bola jogada para o ataque. Foi um jogo atabalhoado, comfuso e com muitas faltas de ambas as equipas mas mais do lado do Sporting, uma boa parte delas não assinaladas. Os jogadores do Sporting tiveram como primeira preocupação o jogador e só depois a bola, procurando destruir de qualquer maneira as possíveis jogadas de perigo para a sua baliza.

No futebol português continua a prática da simulação da falta, o que é lamentável e nesse capítulo, há jogadores que são autênticos mestres. Neste derby também houve situações dessas, em que o árbitro, por diversas vezes, marcou falta a favor do prevaricador. Não consigo entender como é que profissionais do mesmo ofício se enganam uns aos outros. É de facto muito lamentável que um profissional de futebol não possua uma formação ética e moral que o impeça de cometer actos tão desonestos, próprios de pessoas sem carácter.

Sobre o jogo, gostava que o treinador Jorge Jesus me dissesse que treta de estratégia engendrou para jogar com um adversário que estava a 11 pontos e que do meu ponto de vista não foi para ganhar o jogo. Também gostava que me explicasse o que é que andou a fazer o Di Maria e o Saviola durante toda a primeira parte e boa parte da segunda.

Dá a impressão que de repente a equipa caiu a pique e deixou de saber praticar futebol, aquele futebol que praticou até ao jogo com o Sporting de Braga; a equipa falha muitos passes, tem muita dificuldade em segurar e circular a bola e não marca golos.

É visível o fraco rendimento de alguns jogadores e esta situação é um mau presságio para quem tem aspirações à conquista do Campeonato já que a Taça de Portugal foi borda fora, eliminada que foi a equipa, no seu Estádio, frente ao Vitória de Guimarães.

Afinal o Benfica não é a equipa que os seus milhões de adeptos pensavam que era e neste Derby não demonstrou qualquer superioridade sobre o Sporting, antes pelo contrário, se houvesse um vencedor, seria justo que fossem os leões porque tiveram melhores ocasiões para marcar e tal não aconteceu porque QUIM fez duas grandes defesas, a remates de Miguel Veloso e Liedson que levavam selo de golo.

Do lado do Sporting e tendo em conta que vai a 11 pontos do líder, não defraudou as expectativas dos seus adeptos e fez um jogo que poderia ter ganho, não deixando de reconhecer, contudo, que ao nível de valores individuais, o Benfica tem um melhor plantel.

O jogo terminou empatado 0-0 e, de facto, se tivermos em linha de conta a pobreza do espectáculo e o mau futebol praticado, este resultado foi um justo castigo para as duas equipas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PORTUGAL COLOCOU A SELECÇÃO BÓSNIA EM SENTIDO

Portugal realizou em Zenica um excelente jogo, não obstante o estado deplorável do rectângulo, um autêntico baldio lamacento e sem relva, o qual dificultou a maior valia técnica dos nossos jogadores. Mesmo assim, o inferno de Zenica não atormentou a equipa lusa e se inferno houve, foi para os próprios jogadores bósnios que não tiveram arte nem engenho para se impôr perante a forte e determinada equipa portuguesa.

Portugal foi um conjunto sóbrio e unido, verdadeiros guerreiros que lutaram com bravura e venceram por resultado bastante escasso, uma vez que tiveram uma boa meia dúzia de soberanas ocasiões para marcar e que só não resultaram em golo porque o estado do terreno não permitiu.

É claro que o apuramento podia e devia ter sido menos sofrido mas também é bom que se diga que Portugal demonstrou ser a melhor equipa do seu Grupo de apuramento e só por imponderáveis que acontecem muitas vezes no futebol, não conquistou mais três ou quatro pontos e ficou em primeiro lugar.

Na primeira parte a equipa das quinas esteve mais empenhada e concentrada a defender e sejamos justos, fê-lo com mestria, não dando qualquer chance ao adversário para marcar ou criar perigo mas na segunda parte, apercebendo-se da incapacidade dos bósnios e após o golaço de Meireles, Portugal demonstrou no rectângulo de jogo que é muito melhor que a Bósnia e que mereceu o prémio de estar presente na fase final do Campeonato do Mundo da África do Sul.

Os bósnios enveredaram desde o primeiro momento do encontro por entrar durinho e o Juiz da partida, o italiano Roberto Rosetti, o mesmo que apitou na Dinamarca e não viu dois penalties a favor de Portugal, permitiu-lhes entradas à margem da lei nos primeiros 25/30 minutos de jogo mas depois acertou o passo e começou a marcar as respectivas faltas e a punir os infractores, daí resultando a amostragem de seis cartões amarelos e um vermelho.

Para este embate final, até o treinador, honra lhe seja feita, esteve ao seu melhor nível porque optou por Tiago em vez de Deco, muito mais tecnicista e o relvado não lho permitia e depois porque fez alinhar Paulo Ferreira, um jogador experientíssimo neste tipo de confrontos internacionais decisivos e escaldantes, em vez de Miguel, que sendo embora um bom jogador, ataca melhor do que defende e tem menos experiência.

Em suma, a Selecção demonstrou neste jogo uma grande maturidade e também uma forte subida de rendimento, tal como se vinha verificando nos últimos jogos. Temos equipa para disputar o Mundial com sucesso visto que tem valor e classe para ganhar a qualquer adversário de nível mundial.

Há jogadores que estão agora a atingir a sua forma e que não estiveram muito bem na fase de apuramento mas quando chegar a fase final, a equipa vai estar no seu melhor e, nessa altura, também já vai poder contar com o contributo do melhor jogador do Mundo que vai estar no mundial em grande forma e ajudar a sua Selecção a brilhar.

Para a posteridade, ficam a constar os heróis deste jogo: Eduardo, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Duda, Pepe, Raul meireles, Tiago, Nani, Simão e Liedson.

Substituições: Edinho entrou para o lugar de Nani aos 73 minutos, Deco ocupou a posição de Simão aos 80 minutos e Miguel Veloso rendeu Liedson já para além dos 90 minutos.

Destacar nomes na exibição da equipa seria injusto porque todos se entregaram ao jogo com alma e coração e todos fizeram uma grande exibição.

Parabéns Portugal e parabéns aos atletas que participaram em mais este brilharete.

sábado, 14 de novembro de 2009

PORQUÊ UM FIM TÃO TRÁGICO?


ROBERT ENKE

ENKE, um excelente profissional de futebol, um guarda-redes com grande experiência e um ser humano excepcional, não resistiu ao estado depressivo em que se encontrava e procurou a morte, numa linha de comboio, a cerca de 3 quilómetros da sua casa, sendo colhido a 160 km/hora.
Guardo boas recordações do atleta, sobretudo do período em que serviu o Benfica e jamais poderei esquecer a sua enorme simplicidade e simpatia, sempre com um sorriso nos lábios.
A sorte foi madrasta ao roubar-lhe a vida da sua filhinha única de dois anos de idade e segundo as pessoas mais chegadas, nunca mais recuperou de tão duro golpe, tendo entrado por várias vezes em estado depressivo, situação que o obrigou várias vezes a interromper a actividade.
O que leva um homem a pôr fim à vida de forma tão trágica? E porque escondeu Enke das pessoas que o amavam o seu grave estado depressivo?
Talvez a morte de Enke sirva para alertar, mais uma vez, os responsáveis máximos do desporto-rei, dirigentes dos Clubes, Federações e adeptos que o futebol não é tudo na vida e que os atletas também são seres humanos, sujeitos a todas as vicissitudes como qualquer outra pessoa.
Nesse sentido, um jovem atleta, deve ser sempre acarinhado mesmo quando a sua actuação em campo deixou muito a desejar porque se não fez melhor foi porque não pôde pois por sua vontade seria sempre o melhor em campo.
Obrigado Robert Enke por tudo quanto nos deste enquanto atleta e enquanto homem.
Até sempre e paz à tua alma.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

TANTO DOMÍNIO E APENAS UM GOLO

Javi Garcia, para além de ter feito uma excelente exibição, foi também o autor da cabeçada vitoriosa que deu ao Benfica os 3 pontos

O Benfica fechou a 10ª Jornada com chave d'ouro mas não sem antes sofrer para marcar o golo da vitória que lhe proporcionou os três pontos.

Com efeito, já iam decorridos 89 minutos de jogo quando Javi Garcia cabeceou para o fundo das redes. Foi a loucura no Estádio da Luz e um fim-de-festa em beleza. Depois do sofrimento a euforia e a comemoração da vitória.

Mas diga-se em abono da verdade que a vitória encarnada é inteiramente justa, já que exerceu um domínio avassalador em toda a partida, tendo criado imensas situações de perigo, mandando duas ou três bolas ao poste e o guarda-redes Peiser fez sete ou oito defesas de grande nível, cotando-se como o melhor jogador dos figueirenses.

Efectivamente, a Naval limitou-se a defender, encurralada no seu meio campo e raramente chegou à grande-área contrária; na verdade, não pôde fazer melhor porque o Benfica fez um grande jogo e dominou do princípio ao fim.

Não é fácil vencer uma equipa que toda ela defende e, neste caso, com grande acerto, não tendo dado grandes chances aos atacantes encarnados. Apareceu aquele golo aos 89 minutos mas o jogo podia ter acabado em 0-0, o que era uma grande injustiça.

Este jogo demonstrou que não há vitórias fáceis e o Benfica tem que começar a pôr em prática a táctica dos anos 70: entrar a todo o gás e resolver os jogos nos primeiros 15/20 minutos e depois jogar descontraído e bem para abrilhantar o espectáculo.

Realçar mais uma vez a grande força do Benfica que jogou a uma segunda-feira e que mesmo assim ainda estiveram no Estádio mais de quarenta e uma mil pessoas.

Para bem do País e do futebol português, é necessário que o Benfica volte a ocupar o lugar que durante muitos anos foi seu, a nível nacional e internacional. Parece estar no bom caminho, esperamos que não tenha retrocessos.

domingo, 8 de novembro de 2009

MARÍTIMO DERROTA F. C. PORTO

Uma bela imagem do Estádio dos Barreiros, onde o Marítimo roubou 3 preciosos pontos ao FCP
A 10ª Jornada da Liga Europa está a ser madrasta para as equipas que seguem na frente. Ontem, o Braga perdeu três pontos na deslocação ao seu rival Vitória de Guimarães e hoje, o Marítimo, em casa, venceu os azuis e brancos por 1-0, por sinal um auto-golo marcado por Rolando na própria balisa que interceptou defeituosamente um cruzamento da esquerda e traiu o guarda-redes Helton.

O Marítimo exerceu alguma superioridade sobre o FCP em toda a primeira parte e na segunda, os nortenhos, embora mostrando uma melhor dinâmica de jogo, não conseguiu alterar o resultado devido ao desacerto de toda a equipa.

Já o Sporting que precisava de vencer na deslocação a Vila do Conde, teve boa chance para o conseguir visto que acabou a primeira parte a vencer por 2-0.

Inexplicavelmente, a equipa do Sporting entrou para a segunda parte com a atitude de quem tem o jogo ganho, apáticos, talvez à espera de manter o resultado mas da forma como encararam os segundos 45 minutos, permitiram ao Rio Ave tomar conta das operações e aos 56 e 59 minutos, João Tomás marcou e restabeleceu a igualdade que se manteve até ao final do jogo.

Castigo para a equipa leonina e prémio para os comandados de Carlos de Brito que acreditaram que podiam dar a volta ao resultado, jogando com garra e determinação e conseguiram.

No Estádio do Mar em Matosinhos, o Nacional da Madeira arrancou uma boa vitória por 4-2 e passou para o 4º lugar da Liga Europa, por troca com o Rio Ave que empatou e segue agora a 3 pontos do F. C. Porto que mesmo perdendo continua em 3º lugar.

Nesta jornada, destacar também a expressiva vitória do Paços de Ferreira (3-0) sobre o Belenenses que com mais este resultado negativo se vê relegado para o penúltimo lugar da classificação. Quem haveria de imaginar que uma equipa que foi empatar na jornada anterior ao estádio do Dragão, baqueasse nesta jornada, em casa, diante de um adversário do seu campeonato! É por isso que o futebol é sempre imprevisível e espectacular.

Para encerrar a jornada, falta jogar o Benfica/Naval 1º de Maio, segunda-feira, às 20,15 horas que poderá recolher grossos dividendos caso vença o jogo, aumentando a diferença pontual para o FCP 5 pontos e igualando o Sporting de Braga no 1º lugar com 25 pontos.

Se o Benfica entrar em campo motivado disposto a trabalhar no duro, acredito que possa ganhar a partida com alguma facilidade. Se entrar em campo e facilitar, convencido que as camisolas ganharão à Naval, então poderá sofrer algum imprevisto e porventura ver a vitória por um canudo.

Uma equipa que tem fome de títulos, não pode desperdiçar muitas oportunidades e, nesse sentido, tem que aproveitar para se distanciar do seu rival FCP e os seus jogadores têm que dar o máximo e deixar a pele em campo.

sábado, 7 de novembro de 2009

PRIMEIRA DERROTA DO SENSACIONAL BRAGA


À décima jornada, o Sporting Clube de Braga, sem dúvida a grande surpresa do primeiro terço da Liga Sagres, sofreu a primeira derrota e logo no derby minhoto, um jogo cheio de rivalidades que gostaria de ter ganho, depois de ter vencido, sucessivamente, Sporting, Porto e Benfica.

Em 10 jogos disputados, averbou 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota.

Em futebol, a lógica nem sempre funciona e, neste caso, assim aconteceu mais uma vez. O Braga estava no comando da Liga, invencível e o Guimarães seguia praticamente na cauda da classificação, com 7 pontos, os mesmos do penúltimo classificado, o Olhanense. É esta incerteza no resultado que faz do futebol um desporto emocionante, vibrante e atractivo.

Sobre o jogo, rezam as crónicas que o Vitória dominou na primeira parte e o Braga esteve melhor na segunda, só que no período em que dominou a equipa vimaranense marcou um excelente golo por Desmarets, bem servido por Nuno Assis e o seu adversário não conseguiu marcar.

Na jornada anterior tinha ganho ao Benfica e festejado efusivamente a vitória mas nesta jornada calhou-lhe a sorte dos encarnados e saíram do campo cabisbaixos e sem qualquer ponto conquistado, deixando o primeiro lugar à mercê do Benfica, embora em igualdade pontual mas para isso terá que ganhar, no seu estádio, à Naval 1º de Maio.

Rezam também as crónicas que terá ficado uma grande penalidade por marcar a favor do Vitória, por mão de Evaldo e que no Cômputo geral, o jogo acabou por ser equilibrado e que não escandalizaria ninguém se o resultado tivesse sido um empate.

Uma outra nota para dizer que mesmo tratando-se de um derby importante do Minho, o estádio ficou muito aquém da sua lotação, o que demonstra que só o Benfica tem capacidade de fazer esgotar a lotação de Braga e Guimarães quando ali joga constituindo, sem dúvida, um fenómeno único no País, o que prova que continua a ser o Clube que mais adeptos e simpatizantes mobiliza para os jogos. Até por isso, o Benfica merecia um pouco mais de respeito, não só dos clubes que beneficiam das receitas que lhes proporciona mas também dos Órgãos que regem o Futebol e o Desporto em geral.

A Liga Sagres ainda vai no Primeiro terço e ainda vai haver mais desaires dos principais candidatos ao título. Irá ganhar aquele que somar menos desaires. Lá para finais de Fevereiro, se algum se destacar, já se poderá dizer algo sobre quem pode ser o vencedor.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BOM JOGO E BOA VITÓRIA NO GOODISON PARK


Pelo que se passou em campo, não pareceu que a derrota frente ao Braga, na nona jornada da Liga Sagres, tenha afectado a equipa do Benfica que realizou em Inglaterra, contra o Everton, uma boa exibição e uma óptima vitória por 2-0.

A equipa esteve coesa, trabalhadora e esforçada, pressionando os jogadores do Everton em todo o campo, não lhes consentido jogadas desafogadas e por isso, tiveram grande dificuldade em aproximar-se do último reduto benfiquista.

A defesa esteve em grande plano com um Luisão imperial a comandar as operações e o meio-campo trabalhou muito e onde se estava a destacar Ramires que acabou por se lesionar sozinho, aparentemente com gravidade, a julgar pela forma como saiu do campo, pelo seu pé mas com grande dificuldade em locomover a perna direita. Entrou para o seu lugar, quase sem aquecimento e em cima dos 45 m, Maxi Pereira.

O intervalo chegou com o resultado em 0-0, embora o Benfica tenha desfrutado de algumas boas oportunidades de golo, com um bom remate de Saviola aos 4 m para uma boa defesa de Howard; aos 14 m Di Maria correspondeu a um bom centro da esquerda, de primeira e Howard respondeu com boa defesa; aos 20 m Ayegbeni Yakubu viu cartão amarelo por entrada violenta sobre Ramires; aos 41 m Ramires cabeceia ao poste esquerdo e na recarga de Saviola remata forte para grande defesa de Tim Howard.

O Everton que até nem esteve mal durante quase toda a primeira parte, mostrava nos minutos finais grandes dificuldades em segurar os atacantes benfiquistas e o golo não surgiu por manifesta má pontaria.

Mas se na primeira parte a equipa encarnada esteve bem, na segunda parte esteve francamente melhor e logo aos 51 m Jack Rodwell, demonstrando as dificuldades do Everton, foi também punido com cartão amarelo por ter travado ilegalmente Fábio Coentrão quando conduzia perigoso contra-ataque.

O Benfica veio com outra disposição para a segunda parte, especialmente mais rápido na transição defesa/ataque e começou a criar uma série de boas jogadas que podiam ter resultado em golo, nomeadamente aos 56 m, num conta-ataque rapidíssimo, Cardozo isolou Di Maria com um grande passe e este na frente de Tim Howard atirou sobre a barra; depois aos 60 m Di Maria foge pela esquerda e dispara forte proporcionando uma excelente defesa de Howard mas o momento decisivo do jogo aconteceu aos 61 m com a substituição de Coentrão por Pablo Aimar porque a partir desse momento, o Benfica cresceu ainda mais e aos 63 m num rápido contra-ataque em que Di Maria conduziu a bola até à entrada da grande área contrária, esperou alguns segundos que chegasse Saviola para lhe endossar a bola que disparou rasteiro, de pé esquerdo, fora do alcance do guarda-redes, fazendo o 1º golo do Benfica. O Everton acusou a estocada e não foi capaz de reagir ao golo e o Benfica continuou a dominar e aos 76 m, numa bela combinação entre Aimar e Saviola, à entrada da área, a bola sobrou para Ruben Amorim que rematou contra um adversário, ressaltando a bola para Cardozo que rematou de primeira para o fundo das redes. Estava feito o 2-0 e praticamente garantida a vitória neste importante jogo que quase assegura também a presença nos 16 avos-de-final da Liga Europa.

Com 14 m para jogar, o Benfica apostou na posse da bola, jogando no campo todo e continuou a acercar-se da baliza de Tim Howard com perigo mas acima de tudo não dando chances ao adversário de poder alterar o marcador.

O Benfica fez um bom jogo, frente a uma equipa que pratica bom futebol e, nesse sentido, demonstrou que o desaire sofrido em Braga, não afectou a sua mentalidade ganhadora, não tendo passado de mero acidente de percurso.

Uma referência também às outras duas equipas portuguesas que participam na Liga Europa para dizer que o Sporting empatou 1-1, tendo estado a perder e, segundo a crítica, voltou a jogar muito mal. Já o Nacional da Madeira que esteve a ganhar com um golo de grande penalidade aos 65 m mas deixou-se empatar aos 85, também de grande penalidade.

O Sporting tem praticamente garantida a presença nos 16 avos-de-final da Liga Europa e o Nacional da Madeira perdeu a oportunidade de somar três pontos e acalentar ainda algumas hipóteses de apuramento.