domingo, 21 de fevereiro de 2010

PORTO/BRAGA 5-1 - UMA HUMILHANTE DERROTA

Falcão continua a facturar
Confesso que não vaticinava uma vitória tão fácil do F. C. Porto, frente à equipa sensação deste Campeonato, o Sporting de Braga. Este jogo transformou-se num autêntico desastre para a equipa minhota, se tivermos em conta que até à 19ª jornada havia sofrido apenas 8 golos e nunca tinha consentido mais do que um golo em anteriores partidas.

De facto, a equipa do Sporting de Braga esteve irreconhecível nesta partida e facilitou a vitória portista. Nem o facto de lhe terem sido negados dois penaltis, um quando o jogo ainda estava em 0-0, aos 8 minutos provocado por Álvaro Pereira sobre Mossoró e um segundo, aos 58 minutos, por falta de Meireles sobre o mesmo Mossoró, atenua ou diminui a justiça do resultado. O golo de honra dos bracarenses surgiu já em tempo de descompressão, já passavam 2 minutos dos 90.

Com este resultado, o ânimo da equipa bracarense deve ter ficado um pouco abalado e as consequências nas próximas jornadas são, para já, imprevisíveis. Nenhum adepto minhoto estaria à espera de ver uma exibição tão frouxa da sua equipa e muitos vão questionar-se porque é que aconteceu.

No final do encontro, já na sala de imprensa, o técnico do F. C. Porto, Jesualdo Ferreira, pediu aos jornalistas para fazerem uma análise do jogo, tendo em conta o mérito do Porto e não o demérito do Sporting Clube de Braga e enalteceu até a boa prestação do adversário.

Já Domingos Paciência, o técnico arsenalista, fez uma análise extremamente serena do encontro, afirmando que a sua equipa não esteve à altura dos acontecimentos, cometendo imensos erros e longe de praticar o futebol evidenciado até à 19ª jornada.

Curiosamente e surpreendentemente, causa-me alguma perplexidade que Domingos Paciência não se tenha referido à arbitragem, contrariamente ao que tem feito noutras ocasiões, mesmo tendo sido prejudicado pelo habilidosíssimo Olegário Benquerença, já indicado para estar presente na fase final do Campeonato do Mundo a disputar este ano na África do Sul.

Caramba! Quanta compreensão e cortesia para com o árbitro e para com o F. C. Porto!

Eu podia aqui citar algumas atitudes tomadas noutros jogos mas de facto não vale a pena porque afinal, pelos vistos, a sua indignação só acontece em certos jogos e contra certos clubes...

Francamente, mister Domingos Paciência, não gostei nada dessa atitude, tal como não gostei de ver a sua equipa jogar sem um avançado de raiz. Afirmou que ia ao Dragão para vencer o jogo e reconquistar a liderança. No mínimo, deve explicar aos adeptos como pensava ganhar sem incluir avançados na equipa.

Por todos os equívocos que cometeu, o Sensacional Braga que tinha a defesa menos batida da Europa, foi humilhado e sofreu uma pesadíssima derrota, proporcionando ao F. C. Porto uma inesperada e fartíssima refeição que muito provavelmente nunca esteve nos seus planos.

Com este resultado, o Benfica, agora com o mesmo número de jogos realizados, consolidou a liderança e o F. C. Porto ficou agora a 6 pontos do primeiro lugar e a 5 do segundo. Está, por conseguinte, à distância de duas escorregadelas dos primeiros, desde que vença os seus jogos.

A ver vamos. Ainda faltam 9 jornadas e estão em disputa 27 pontos, pelo que tudo ainda pode ser possível entre os três primeiros.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O EMPATE SABE A POUCO


O Benfica foi à Alemanha defrontar o Hertha de Berlim na primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa. Começaram muito bem a partida os encarnados, instalando-se no meio-campo dos germânicos e aos 4 minutos de jogo, um passe longo de Carlos Martins, desmarcou Di Maria que correu para a baliza, passou por um defesa e já dentro da grande área rematou para o fundo das redes, sem hipótese de defesa.

A equipa portuguesa continuou a tomar conta do jogo e podia ter ampliado a vantagem com um pouco mais de discernimento na hora de atirar à baliza contrária.

Porém, aos 33 minutos, numa descida rápida do ataque do Hertha, Javi Garcia que chegou um tudo nada atrasado, ao tentar desarmar o avançado alemão, acabou por enviar a bola para a sua própria baliza, traindo Júlio César que ainda se estirou e tocou na bola mas não impediu o golo.

A partir deste momento, a equipa alemã cresceu e instalou-se no meio-campo benfiquista, causando perigo por diversas vezes junto à baliza encarnada mas o resultado não se alterou até ao intervalo.

No segundo tempo o Hertha entrou com vontade de marcar mais um golo e lançou-se deliberadamente ao ataque. Em duas ou três ocasiões podia ter sido surpreendida pelo ataque benfiquista se os seus avançados estivessem em dia sim. Mas de facto Sá Viola esteve inoperante e Cardozo também não conseguia criar condições de remate.

Notava-se também que a arbitragem estava a prejudicar claramente porque em situações faltosas iguais, apitava a favor dos alemães e não sancionava as faltas a favor do Benfica, o mesmo se podendo dizer do critério adoptado na amostra dos cartões amarelos a César Peixoto e Ramires, para já não falar no penalti escandaloso, aos 52 minutos, quando ramires foi ceifado já dentro da grande área e tinha tirado o adversário directo do seu caminho e atirar à baliza.

Um empate fora é sempre um resultado positivo mas o Benfica, claramente superior ao Hertha, podia ter conquistado a vitória se tivesse tido a humildade de reconhecer que embora sendo melhor equipa, as vitórias só se constroem com muito trabalho e um trabalho de equipa. Por vezes paira algum sobrancerismo sobre os jogadores encarnados e isso prejudica o seu rendimento.

De salientar que mais uma vez o Benfica perde pontos por causa de um auto-golo. Esta época já são três ou quatro golos que os jogadores encarnados marcam na própria baliza. É preciso mais concentração.

Também é verdade que se aproxima uma grande sobrecarga de jogos e que é necessário gerir o esforço dos jogadores mas está a chegar a hora do tudo ou nada e, nesse aspecto, o mês de Março vai ser terrível. Se o Benfica conseguir responder com sucesso aos desafios de Março, então é natural que possa ser campeão e fazer boa figura na Liga Europa.

Vamos aguardar para ver.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MEIA-FINAL DA TAÇA DA LIGA DEU GOLEADA


O Sporting já está completamente afastado da comquista do campeonato e também já foi afastado da Taça de Portugal, frente ao Futebol Clube do Porto, por um expressivo 5-2. Neste momento, para evitar uma época decepcionante, em termos de resultados, restava-lhe a Taça da Liga mas de facto não teve argumentos para contrariar a equipa do Benfica que demonstrou durante toda a partida uma considerável superioridade, construindo um resultado que não deixa margem para dúvidas: 4-1.

Por sua vez, o Benfica que também já foi arredado da Taça de Portugal mas ainda se mantém na luta pelo título de campeão nacional de futebol e é o detentor da última Taça da Liga, entrava em campo decidido a ganhar lugar na final para conquistar o segundo troféu.

Após o apito inicial, os encarnados tomaram conta do jogo e instalaram-se no meio-campo adversário, criando jogadas perigosas. Aos seis minutos, João Pereira começou por facilitar a tarefa do Benfica, cometendo uma falta duríssima sobre Ramires, acabando expulso com cartão vermelho directo. Para agravar as coisas, da marcação da respectiva falta resultou o primeiro golo das águias, numa oportuna entrada de cabeça de David Luis, já dentro da grande área sportinguista, iam decorridos oito minutos.

O Benfica continuou a dominar as operações, não dando grandes hipóteses de criar jogadas de perigo à equipa leonina e aos 29 minutos, correspondendo a um cruzamento tenso da esquerda de César Peixoto, Ramires aumentou a contagem para 2-0.

Depois, aos 37 minutos sem que nada o fizesse prever, o Levezinho, no meio de três defesas do Benfica, conseguiu rematar à balisa e bater Júlio César que não fez tudo o que podia para evitar o golo mas diga-se, em abono da verdade, que a bola entrou a roçar o poste direito e, por isso mesmo, de difícil defesa. Após o golo, a equipa sportinguista ganhou ânimo e, pela primeira vez em toda a primeira parte, os leões equilibraram a partida e criaram até algumas jogadas perigosas para a baliza de Júlio César.

Na segunda parte, o Benfica voltou a tomar conta do jogo e a aproveitar o facto de estar a jogar com mais uma unidade e praticamente não permitiu que o Sporting criasse ocasiões de golo e adivinhava-se que se houvesse mais golos, seriam para o Benfica. Assim aconteceu aos 68 minutos, na sequência de um canto do lado esquerdo, marcado por Carlos Martins, apareceu isolado Luisão na zona frontal da grande área a desviar para o fundo das malhas. Estava feito o 3-1 e também a machadada final na laboriosa equipa leonina que a partir daí se foi abaixo física e animicamente.

O Jogo estava quase no final e já ninguém pensava em golos quando Cardozo disparou com o seu pé esquerdo, de fora da grande área, um potente remate que só parou no fundo da baliza, embora Rui Patrício ainda lhe tenha tocado, quando iam decorridos 90+4 minutos de jogo.

O Benfica construiu uma boa vitória e todos os jogadores estiveram bem; no entanto, Di Maria protagonizou algumas jogadas excelentes que fizeram vibrar a claque benfiquista.

Disciplinarmente falando, embora não goste do Olegário Benquerença, tenho que admitir que esteve bem, louvando-lhe a coragem de expulsar João Pereira aos 6 minutos de jogo, atitude correctíssima mas que noutras ocasiões não tomou. De resto, mostrou 4 cartões amarelos e 2 vermelhos a jogadores do Sporting e 2 amarelos a jogadores do Benfica.

Como nota de curiosidade, referir que o Sporting nos três últimos jogos averbou outras tantas derrotas, sofreu 11 golos e marcou 4.

Da outra meia-final que vai jogar-se amanhã entre o Porto e a Académica, no Dragão, sairá o outro finalista que tudo indica sejam os donos da casa que irá disputar a final com o Benfica, no final de Março.

domingo, 31 de janeiro de 2010

BRAGA E BENFICA NÃO SE LARGAM

Há um extraordinário e empolgante braço-de-ferro entre o Sporting Clube de Braga e o Sport Lisboa e Benfica, praticamente desde a primeira jornada da presente edição da Liga Sagres.

O Braga assumiu o comando da classificação desde a primeira jornada e tem feito uma prova brilhante que lhe tem permitido manter-se na dianteira, embora com o mesmo número de pontos do Benfica.

Nesta 19ª jornada, os minhotos defrontaram o Sporting Club de Portugal, em Braga e tal como na primeira volta, em Lisboa, voltaram a ganhar, agora por uma bola a zero, num jogo em que dominaram perfeitamente as operações e demonstraram uma superioridade evidente que justifica o resultado vitorioso.

Com este resultado, o Sporting hipotecou definitivamente a possibilidade de chegar a um dos três primeiros lugares, uma vez que ficou a 15 pontos dos líderes e a 9 do 3º lugar, ocupado actualmente pelo Futebol Clube do Porto, o que a confirmar-se representa um enorme insucesso desportivo e um rude golpe para as suas finanças.

Por sua vez, o Benfica recebeu no seu Estádio o Vitória de Guimarães e venceu por 3-1. Embora a superioridade dos encarnados não possa ser contestada, deve reconhecer-se que o Vitória de Guimarães deu uma réplica brilhante e teve até boas oportunidades para marcar.

O Benfica teve que trabalhar muito para vencer os minhotos, tal como tem feito em todos os outros jogos disputados.

Até quando vão continuar no comando, com o mesmo número de pontos, o Braga e o Benfica?

Na primeira volta, o Benfica perdeu em Braga por 2-0 e agora espera-se o tira-teimas da segunda volta, no Estádio da Luz. Se até lá as duas equipas continuarem empatadas, esse jogo será importantíssimo para o conjunto ganhador e provavelmente a chave para a conquista do Campeonato.

Será o Benfica capaz de se impor, no seu Estádio, ao Sporting de Braga e assumir definitivamente o comando isolado da classificação?

Vamos esperar para ver o que acontece.

domingo, 17 de janeiro de 2010

BENFICA VOLTA ÀS GOLEADAS


Adivinhava-se difícil a deslocação do Benfica à Madeira para defrontar o Marítimo no Estádio dos Barreiros, na primeira jornada da segunda volta da Liga Sagres.
De facto, o Marítimo entrou em campo com uma forte dinâmica de jogo, desenhou algumas boas jogadas e, com um pouco mais de sorte, podia mesmo ter chegado ao golo. Foi com o marítimo ainda a dominar o jogo que o Benfica chegou ao golo, numa insistência de Cardozo que depois de fazer duas recargas defendidas por Peçanha, decidiu cruzar, aparecendo Saviola a cabecear para o fundo das malhas, sem hipótese de defesa.

O golo do Benfica teve o condão de acabar com a resistência do marítimo, tomando conta do jogo a partir desse momento e mais se acentuou esse domínio a partir do momento em que Olberdam foi expulso (31 minutos), aparentemente por palavras ofensivas dirigidas ao árbitro.

Assim, não surpreendeu que aos 35 minutos o Benfica marcasse o seu segundo golo, por Maxi Pereira, na sequência de uma excelente jogada de Di Maria, pelo lado esquerdo, a ir à linha e a cruzar excelentemente para a entrada vitoriosa do uruguaio.

O Benfica dominava agora as operações e criava situações de golo e o Marítimo dava mostras de grande desorientação. Tanto assim que aos 45+3, Robson mete a mão à bola na sequência de um remate de Cardozo, evitando o golo e o árbitro assinala grande penalidade e expulsa o jogador do Marítimo. Estava feito o 3-0 porque Cardozo não desperdiçou a oportunidade de somar mais um golo à sua conta pessoal e cimentar a sua posição de líder dos melhores marcadores.

Com apenas nove jogadores em campo, o Marítimo preocupou-se em defender e teve muitas dificuldades em chegar à grande área dos encarnados, acabando por sofrer ainda mais dois golos, o quarto por Roberto de Sousa aos 51 minutos (auto-golo) e o quinto por Luisão, de cabeça, antecipando-se a Peçanha próximo da pequena área, aos 69 minutos.

O Benfica jogou o resto do encontro com tranquilidade e segurança e embora continuasse a dominar o jogo, perdeu fulgor e acutilância e, por isso mesmo não marcou mais golos.

O Benfica ultrapassou mais um difícil obstáculo e somou mais três pontos que lhe permitem igualar o Sporting de Braga no comando da classificação da Liga Sagres, já que havia saído vitorioso do jogo disputado na véspera, em Coimbra, contra a Académica.

E a verdade é que a parceria Braga/Benfica persiste jornada a jornada, demonstrando os minhotos que têm qualidade para continuar em primeiro lugar e vamos lá a ver, nos próximos jogos, qual das duas equipas vai fraquejar e deixar que uma se isole no comando.

O FCP deu mais um bonus aos primeiros classificados, empatando surpreendentemente em casa, com o Paços de Ferreira, depois de o Clube da cidade dos móveis ter marcado o 1-0 aos 83 minutos e ter gelado o Dragão. Falcão empatou a partida passados 3 minutos com golo irregular, uma vez que Falcão meteu a bola à mão.

A arbitragem continua a cometer muitos erros, alguns deles com certa gravidade e seria bom que as coisas melhorassem para que não houvesse suspeitas de qualquer espécie.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

UM NACIONAL DURO DE ROER


Mais um jogo difícil para o Benfica, desta vez para a Taça da Liga. O opositor é uma equipa de respeito que se bate em qualquer campo e com qualquer adversário, com garra e determinação e cria, quase sempre, muitos lances de perigo.

Desta vez não fugiu à regra e a história foi muito diferente daquela que se registou no jogo para a Liga Sagres em que os encarnados ganharam por 6-1.

Durante todo o jogo, o Nacional actuou com cautelas defensivas, povoando muito bem o seu meio-campo e aproveitando, sempre que podia, para atacar em venenosos conta-ataques e numa ou duas ocasiões podia mesmo ter chegado ao golo.

Embora tenha demonstrado alguma superioridade sobre o Nacional, a verdade é que o intervalo chegou com o resultado em 0-0.

Para a segunda parte, Jorge Jesus deixou no balneário César Peixoto e fez entrar Weldon. Com esta substituição, o Benfica mostrou-se ainda mais perigoso e com um pouco mais de calma e cabeça fria, podia ter chegado ao golo logo nos minutos iniciais.

A verdade é que o resultado não se alterava e Jorge Jesus impacientava-se. Aos 78 minutos de jogo, faz entrar Nuno Gomes para o lugar de Carlos Martins e no minuto seguinte, na primeira vez que toca na bola, faz um passe primoroso para Saviola que já dentro da grande área, descaído para a direita, remata para o fundo das malhas, sem hipótese de defesa para Bracalli.

A partir desse momento, o Nacional, que até ali não tinha demonstrado muita pressa, começou a imprimir outra dinâmica ao encontro e a jogar muito mais no meio-campo do Benfica, criando diversas jogadas de perigo.

O jogo acabou, no entanto, com o resultado em 1-0, favorável ao Benfica que alcançou uma merecida vitória.

No seu grupo, o Rio Ave foi ganhar a Guimarães 1-2, comandando a classificação com os mesmos três pontos do Benfica.

Para o Benfica foi importante esta vitória, se tivermos em linha de conta que o sorteio ditou que fará os outros dois jogos no campo do Rio Ave e do Vitória de Guimarães.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

CLÁSSICO SLB/FCP TINGIDO DE MUITO VERMELHO



O TIRA TEIMAS
ENTRE OS VELHOS RIVAIS
MOSTROU UM BENFICA
MAIS FORTE

Tenho insistido que o Benfica, embora tenha crescido de rendimento relativamente à época anterior, ainda não me convenceu que pode ser campeão.

É verdade que ninguém nasce campeão e ganha títulos de um dia para o outro. Os campeões fazem-se ao fim de longos anos de treino, com muito trabalho, esforço e dedicação.

O Benfica está a percorrer esse caminho e não se pode dizer que os seus atletas não estão a corresponder com esse trabalho, esforço e dedicação, quer nos treinos, quer depois na competição a sério, onde se verifica realmente um enorme empenho de todos eles.

Na verdade, recordando o que tem sido a carreira do Benfica nas últimas épocas, não se pode exigir mais deste brilhante plantel que fez progressos extraordinários desde a última época e só por isso é possível, à 14ª jornada partilhar o 1º lugar, em igualdade de pontos com o sensacional Sporting de Braga.

Só essa melhoria significativa de rendimento lhe permitiu vencer categoricamente, com todo o mérito, o Futebol Clube do Porto, à 14ª jornada, o que vinha sendo raro nos últimos 20 anos, cotando-se como a melhor equipa em campo, superiorizando-se em todos os aspectos ao seu adversário.

Ora, há muitos anos que o Benfica não era capaz de jogar taco-a-taco com o seu rival, acabando quase sempre por perder ou empatar.

Neste jogo da 14ª jornada, o Benfica foi uma equipa autoritária, agressiva e forte, física e mentalmente, não permitindo ao FCP facilidades na construção do seu habitual modelo de jogo, razão pela qual não criou oportunidades de golo.

Uma equipa que tem esta capacidade para exercer uma pressão tão forte sobre o adversário, está no bom caminho para alcançar as vitórias e os títulos que lhe têm fugido ao longo dos últimos 20 anos.

Este Benfica ainda não é uma equipa poderosa, arrasadora, uma equipa de top mas está a fazer um percurso interessante, com progressos bem visíveis que lhe permitirão na próxima época, com alguns retoques de qualidade no plantel, juntar-se ao top ten das equipas europeias e ser capaz de poder entrar em qualquer competição com fortes possibilidades de ganhar.

Os encarnados estão a viver um bom momento e esta vitória sobre o FCP veio aumentar os índices de confiança dos seus atletas e fazer deles um grupo ainda mais forte.

Quanto ao FCP, não conseguiu ser aquela equipa dominadora dos últimos anos e parece-me estar a perder fulgor e coesão de grupo.

No entanto, seria muito bom para o futebol português que o Porto continuasse no top dos clubes da Europa e que o Benfica também recuperasse essa posição que ocupou durante décadas, trazendo de volta o seu passado glorioso que interrompeu durante longos anos.
De momento, os adeptos benfiquistas andam eufóricos e não lhe têm regateado o seu apoio. A equipa do Benfica arrasta multidões aos estádios, ao contrário dos seus rivais e de um modo geral, todas as outras equipas. A sua média de espectadores por jogo, é quase igual aos outros clubes todos juntos, excluindo o FCP.

Parabéns por esta brilhante vitória e votos de um bom Natal e um Ano Novo cheio de sucessos.