O Benfica foi à Alemanha defrontar o Hertha de Berlim na primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa. Começaram muito bem a partida os encarnados, instalando-se no meio-campo dos germânicos e aos 4 minutos de jogo, um passe longo de Carlos Martins, desmarcou Di Maria que correu para a baliza, passou por um defesa e já dentro da grande área rematou para o fundo das redes, sem hipótese de defesa.
A equipa portuguesa continuou a tomar conta do jogo e podia ter ampliado a vantagem com um pouco mais de discernimento na hora de atirar à baliza contrária.
Porém, aos 33 minutos, numa descida rápida do ataque do Hertha, Javi Garcia que chegou um tudo nada atrasado, ao tentar desarmar o avançado alemão, acabou por enviar a bola para a sua própria baliza, traindo Júlio César que ainda se estirou e tocou na bola mas não impediu o golo.
A partir deste momento, a equipa alemã cresceu e instalou-se no meio-campo benfiquista, causando perigo por diversas vezes junto à baliza encarnada mas o resultado não se alterou até ao intervalo.
No segundo tempo o Hertha entrou com vontade de marcar mais um golo e lançou-se deliberadamente ao ataque. Em duas ou três ocasiões podia ter sido surpreendida pelo ataque benfiquista se os seus avançados estivessem em dia sim. Mas de facto Sá Viola esteve inoperante e Cardozo também não conseguia criar condições de remate.
Notava-se também que a arbitragem estava a prejudicar claramente porque em situações faltosas iguais, apitava a favor dos alemães e não sancionava as faltas a favor do Benfica, o mesmo se podendo dizer do critério adoptado na amostra dos cartões amarelos a César Peixoto e Ramires, para já não falar no penalti escandaloso, aos 52 minutos, quando ramires foi ceifado já dentro da grande área e tinha tirado o adversário directo do seu caminho e atirar à baliza.
Um empate fora é sempre um resultado positivo mas o Benfica, claramente superior ao Hertha, podia ter conquistado a vitória se tivesse tido a humildade de reconhecer que embora sendo melhor equipa, as vitórias só se constroem com muito trabalho e um trabalho de equipa. Por vezes paira algum sobrancerismo sobre os jogadores encarnados e isso prejudica o seu rendimento.
De salientar que mais uma vez o Benfica perde pontos por causa de um auto-golo. Esta época já são três ou quatro golos que os jogadores encarnados marcam na própria baliza. É preciso mais concentração.
Também é verdade que se aproxima uma grande sobrecarga de jogos e que é necessário gerir o esforço dos jogadores mas está a chegar a hora do tudo ou nada e, nesse aspecto, o mês de Março vai ser terrível. Se o Benfica conseguir responder com sucesso aos desafios de Março, então é natural que possa ser campeão e fazer boa figura na Liga Europa.
Vamos aguardar para ver.
Sem comentários:
Enviar um comentário