Num jogo pobre, CRISTIANO RONALDO foi dos melhores em campo, tendo marcado dois golos e oferecido o terceiro a Hugo Almeida
CHIPRE, 0 - PORTUGAL, 4
No Chipre faz muito calor e talvez por isso os jogadores da Selecção portuguesa, entraram cedo em poupança e fizeram um jogo muito fraco, mesmo tendo em conta a expressividade do resultado que só foi conseguido quando faltavam 7 minutos para os 90, pois até aí prevalecia o 1-0 marcado aos 35 minutos de jogo da primeira parte, por Cristiano Ronaldo, de grande penalidade.
A Selecção Portuguesa entrou mal no jogo e os cipriotas tomaram conta da partida nos primeiros 15 minutos. Depois Portugal equilibrou e exerceu alguma superioridade até ao final da primeira parte. De realçar que a partir dos 35 minutos, os cipriotas ficaram reduzidos a 10 unidades, já que Dobrasinovic, por ter metido o braço na bola e originado a grande penalidade, foi-lhe mostrado o 2º amarelo e expulso.
A segunda parte começou exactamente como a primeira com a equipa do Chipre a construir alguns lances de perigo para a baliza de Rui Patrício. Portugal não acertava e jogava a meio gás. Os jogadores erravam muitos passes e perdiam a bola e junto à grande área contrária era uma calamidade, já que os ataques eram constantemente anulados pela defesa cipriota.
Aos 78 minutos de jogo, o árbitro italiano assinalou um fora-de-jogo que não existiu, quando Okkas caminhava isolado para fazer o golo do Chipre que seria o empate. Só aos 83 minutos Cristiano Ronaldo fez o 2-0, numa bonita triangulação com Fábio Coentrão e Nani. A partir desse momento, a equipa adversária cedeu e perdeu todo o ânimo, motivo pelo qual a equipa portuguesa pôde chegar ao 4-0, o terceiro em resultado de uma grande assistência de Ronaldo para Hugo Almeida e o quarto, da autoria de Danny, após um longo passe de Moutinho.
Estava construída mais uma vitória, rumo ao Campeonato da Europa de 2012 mas a exibição da equipa das quinas deixou muito a desejar. É preciso muito mais conjunto e muito menos individualismo. A Selecção tem que adquirir um espírito familiar em que dentro do campo são todos irmãos com o mesmo objectivo. A bola deve ser sempre endossada para o companheiro melhor posicionado e não andar à procura de A ou B para passar a bola, perdendo o timing para executar jogadas mais rápidas.
Pessoalmente, não gostei nada do jogo e da exibição de alguns jogadores, algo perdulários e displicentes. O vedetismo é prejudicial à Selecção e deve ser condenado.
Por outro lado, o episódio de Ricardo Carvalho também não ajuda à criação de um ambiente de tranquilidade no seio da Selecção. Não sei o que se passou nem tão pouco quero opinar a favor ou contra ninguém mas é preciso muito cuidado da parte das pessoas que lideram para não criarem melindres ou mal entendidos. Que tudo seja feito com equidade e muita clareza e boa sorte para o próximo jogo com a Finlândia.

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