Nas provas europeias, o F. C. Porto não goza dos mesmos privilégios que usufrui a nível nacional.
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Na Champions, Fucile não goza dos mesmos privilégios da arbitragem nacional. Na última jornada, no jogo que opôs os dois rivais (Benfica/Porto), o jogador uruguaio travou-se de razões com o Cardozo, também conhecido por Tacuara. Numa disputa de bola em que Fucile faz falta e tenta tirar proveito da situação, provocando o jogador benfiquista, este terá dado um chega para lá que não tem nada a ver com um pontapé no cú.
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O jogador portista num primeiro momento até se queixou da cara, mas acabou por acusar o benfiquista de o ter agredido no traseiro com um pontapé e criticou o árbitro por não o ter expulso.
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Fucile, não é propriamente um jogador que sirva de modelo dentro das quatro linhas, em termos disciplinares e em Portugal, nas diferentes competições, não é mais vezes admoestado com cartões amarelos e vermelhos porque joga no Futebol Clube do Porto e os árbitros, quase todos os árbitros, têm tendência para beneficiar a equipa azul e branca e fazem vista grossa a muitas das faltas praticadas pelos seus atletas.
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Porém, este mau hábito dos jogadores do futebol Clube do Porto de simular faltas e enganar o árbitro nos jogos nacionais, é uma prática que lhes é prejudicial e os deixa em desvantagem nos jogos internacionais, já que os árbitros, na sua grande maioria, se preocupam em fazer arbitragens isentas, sem olhar às cores dos jogadores e dos clubes que estão em competição. Tanto é assim, que o F. C. Porto nos jogos internacionais, sofre mais sanções disciplinares por parte da arbitragem e neste jogo com o Zenit, para além das inúmeras faltas assinaladas, três jogadores viram o cartão amarelo, sendo que fucile foi expulso com duplo amarelo.
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Fucile que ficou tão revoltado com o lance do Cardozo e fez declarações à imprensa sobre o mesmo e sobre a arbitragem que não correspondem totalmente à verdade, provavelmente também fazer agora o mesmo relativamente à expulsão que sofreu com o Zenit e dizer que a arbitragem foi uma vergonha e que "todo o mundo viu".
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Fucile foi expulso sem apelo nem agravo por ver o 2º cartão amarelo, porque o árbitro agiu com isenção e não lhe perdoou a infracção, como acontece muitas vezes nos jogos domésticos. Para o juiz inglês, impedir a circulação da bola com a mão em jogada perigosa conduzida pelo Zenit, é um lance merecedor de cartão amarelo e não hesitou em mostrá-lo.
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Fucile, com a sua forma muito acalorada na disputa dos lances, está muito mais vulnerável nos jogos internacionais do que nos jogos nacionais, pelos motivos que atrás invoquei. Foi pena porque a sua expulsão prejudicou o rendimento da sua equipa em toda a segunda parte que acabou por não resistir à fúria atacante do adversário, acabando por perder o jogo por 3-1.
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Que este episódio sirva de exemplo a Fucile e a outros jogadores que se comportam como ele, porque os árbitros estrangeiros não têm contemplações nem rendem homenagens aos Clubes portugueses, quer se trate do F. C. Porto, Benfica, Sporting ou outro qualquer.
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Por outro lado, o que se passa no nosso Campeonato, é vergonhoso e condenável: profissionais do mesmo ofício, passam os jogos a simular faltas e são desonestos para com os companheiros que são sancionados disciplinarmente por faltas que não cometeram. A falta de respeito entre os atletas dos diferentes Clubes é, sem dúvida, uma das principais causas da pobreza das provas futebolísticas nacionais.

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