quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A CHAMPIONS NÃO É O CAMPEONATO PORTUGUÊS!


Nas provas europeias, o F. C. Porto não goza dos mesmos privilégios que usufrui a nível nacional.
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Na Champions, Fucile não goza dos mesmos privilégios da arbitragem nacional. Na última jornada, no jogo que opôs os dois rivais (Benfica/Porto), o jogador uruguaio travou-se de razões com o Cardozo, também conhecido por Tacuara. Numa disputa de bola em que Fucile faz falta e tenta tirar proveito da situação, provocando o jogador benfiquista, este terá dado um chega para lá que não tem nada a ver com um pontapé no cú.
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O jogador portista num primeiro momento até se queixou da cara, mas acabou por acusar o benfiquista de o ter agredido no traseiro com um pontapé e criticou o árbitro por não o ter expulso.
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Fucile, não é propriamente um jogador que sirva de modelo dentro das quatro linhas, em termos disciplinares e em Portugal, nas diferentes competições, não é mais vezes admoestado com cartões amarelos e vermelhos porque joga no Futebol Clube do Porto e os árbitros, quase todos os árbitros, têm tendência para beneficiar a equipa azul e branca e fazem vista grossa a muitas das faltas praticadas pelos seus atletas.
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Porém, este mau hábito dos jogadores do futebol Clube do Porto de simular faltas e enganar o árbitro nos jogos nacionais, é uma prática que lhes é prejudicial e os deixa em desvantagem nos jogos internacionais, já que os árbitros, na sua grande maioria, se preocupam em fazer arbitragens isentas, sem olhar às cores dos jogadores e dos clubes que estão em competição. Tanto é assim, que o F. C. Porto nos jogos internacionais, sofre mais sanções disciplinares por parte da arbitragem e neste jogo com o Zenit, para além das inúmeras faltas assinaladas, três jogadores viram o cartão amarelo, sendo que fucile foi expulso com duplo amarelo.
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Fucile que ficou tão revoltado com o lance do Cardozo e fez declarações à imprensa sobre o mesmo e sobre a arbitragem que não correspondem totalmente à verdade, provavelmente também fazer agora o mesmo relativamente à expulsão que sofreu com o Zenit e dizer que a arbitragem foi uma vergonha e que "todo o mundo viu".
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Fucile foi expulso sem apelo nem agravo por ver o 2º cartão amarelo, porque o árbitro agiu com isenção e não lhe perdoou a infracção, como acontece muitas vezes nos jogos domésticos. Para o juiz inglês, impedir a circulação da bola com a mão em jogada perigosa conduzida pelo Zenit, é um lance merecedor de cartão amarelo e não hesitou em mostrá-lo.
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Fucile, com a sua forma muito acalorada na disputa dos lances, está muito mais vulnerável nos jogos internacionais do que nos jogos nacionais, pelos motivos que atrás invoquei. Foi pena porque a sua expulsão prejudicou o rendimento da sua equipa em toda a segunda parte que acabou por não resistir à fúria atacante do adversário, acabando por perder o jogo por 3-1.
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Que este episódio sirva de exemplo a Fucile e a outros jogadores que se comportam como ele, porque os árbitros estrangeiros não têm contemplações nem rendem homenagens aos Clubes portugueses, quer se trate do F. C. Porto, Benfica, Sporting ou outro qualquer.
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Por outro lado, o que se passa no nosso Campeonato, é vergonhoso e condenável: profissionais do mesmo ofício, passam os jogos a simular faltas e são desonestos para com os companheiros que são sancionados disciplinarmente por faltas que não cometeram. A falta de respeito entre os atletas dos diferentes Clubes é, sem dúvida, uma das principais causas da pobreza das provas futebolísticas nacionais.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

UM RESULTADO HONROSO


F. C. PORTO, 2 - S. L. BENFICA, 2

Durante a última semana não se falou noutra coisa: o velhinho clássico Porto/Benfica continua a consumir muita tinta e a alimentar uma multidão de paixões. O futebol absorve as atenções de uma parte significativa da população portuguesa e torna as segundas-feiras agradáveis e felizes para muitos e desagradáveis e infelizes para outros tantos. No desporto e no futebol em particular, é assim mesmo: para uns festejarem as vitórias, outros têm que digerir as derrotas.
Este Futebol Clube do Porto/Benfica, não tendo sido um espectáculo deslumbrante, pode dizer-se que foi um jogo intenso, com as duas equipas a tentar vencer o jogo e o resultado acaba por se ajustar ao desenrolar da partida.
Se é verdade que a equipa da cidade invicta esteve melhor durante todo o primeiro período, nao é menos verdade que a equipa de Lisboa entrou melhor para o segundo período e com o seu ascendente justificou plenamente o empate com os dois golos que marcou.
Os jogadores encarnados têm um potencial a nível individual que ainda não demonstraram como equipa mas estão a fazer progressos.
Da equipa do Futebol Clube do Porto, a jogar em casa, perante o seu público, esperava mais e até lhe tinha vaticinado uma vitória folgada. Enganei-me, porque de facto, no cômputo da partida, o resultado 2-2 é ajustado.
Vamos ver a evolução das duas equipas e verificar qual delas tem mais potencialidade para melhorar o seu futebol. Nos próximos jogos, vai ser possível tirar a prova dos nove.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SOBRANCERIA E GRAVE ERRO DE AVALIAÇÃO


Imagem retirada do Google

A esta hora, a elite dos árbitros portugueses e os seus dirigentes, já devem estar arrependidíssimos do braço de ferro que protagonizaram com o Sporting Clube de Portugal e que originou a nomeação de um árbitro da 1ª categoria distrital B da Associação de Futebol de Aveiro. É caso para dizer que o tiro saiu pela culatra.

Se a ideia foi sancionar ou causar dificuldades ao Sporting pelo facto de o seu Presidente ter feito declarações que punham em causa a seriedade de certas arbitragens, o objectivo foi completamente falhado porque o jogo de Aveiro, com o Beira Mar, foi superiormente conduzido por um juiz dos escalões secundários e, nesse sentido, avolumou ainda mais as desconfianças relativamente aos árbitros da primeira categoria do apito nacional que constantemente e incompreensivelmente cometem erros grosseiros.

Surpreendentemente, ou talvez não, o árbitro dos distritais, Fernando Idalécio Ferreira Martins, dirigiu excelentemente o jogo Beira Mar/Sporting referente à segunda jornada da Liga Zon Sagres, acompanhando bem de perto os lances, ajuizando bem as infracções e agindo correctamente técnica e disciplinarmente. Fernando Martins, árbitro dos distritais, deu uma lição de bem apitar que deve ter deixado com bastante azia os "gurus" da arbitragem portuguesa que estariam à espera que a actuação do juiz dos distritais descambasse para o torto.

Porém, tal não aconteceu e o Juiz demonstrou estar à altura dos acontecimentos, ser conhecedor das leis do jogo e, como tal, apitando com acerto, sem medo e com sobriedade.

A exemplar actuação de Fernando Idalécio Martins, veio confirmar o que sempre pensei acerca da arbitragem e dos árbitros que todos os anos são promovidos e despromovidos nas diferentes categorias.

Eu nunca tive dúvidas que nas categorias inferiores há excelentes árbitros que nunca chegam a ver reconhecido o seu valor porque a progressão na carreira, nem sempre se faz por mérito mas antes por conveniência ou compadrio. Ser familiar, amigo e conhecido ou ter conhecimentos nas estruturas dos órgãos que dirigem a arbitragem, em muitos casos, é o suficiente para alcançar sucesso na carreira, mesmo que não tenha qualidades para o desempenho da função. Só assim se compreende que alguns incompetentes e habilidosos indivíduos tenham chegado ao topo da arbitragem portuguesa.

A recusa de João Ferreira, por um lado veio confirmar que os árbitros não têm capacidade para gerir as críticas e não sabem conviver com elas e, por outro, que a missão de um árbitro se pode tornar fácil e competente, quando o mesmo entra em campo com humildade e com o único propósito de ser leal e criterioso nas suas decisões.

Constatar que um árbitro dos distritais de Aveiro realizou um trabalho sem erros e que até colheu rasgados elogios das equipas em confronto e da crítica desportiva, em geral, é de facto uma satisfação para os verdadeiros desportistas, mas não deixa de ser uma situação delicada e embaraçosa para os árbitros de primeiro plano e para os dirigentes, já que jornada após jornada se verificam erros grosseiros incompreensíveis que prejudicam as equipas em confronto.

Este exemplo é suficientemente demonstrativo da qualidade de muitos árbitros dos escalões secundários e que poderiam ser utilizados para actuar, de vez em quando, a título de prémio, em jogos do Campeonato Nacional da 1ª e da 2ª Divisão, até para contribuirem, com as suas actuações, para que as "vedetas" da arbitragem nacional perdessem um pouco do seu vedetismo e se concentrassem também num único objectivo: dirigir os jogos, qualquer jogo, com critérios equitativos, sem distinção de emblemas, tal qual como se na sua presença estivessem duas equipas que nunca conheceram e nem sequer ouviram falar delas.

O caricato episódio do jogo da 2ª jornada, entre o Beira Mar e o Sporting, se for visto com olhos de ver pelos dirigentes da arbitragem, servirá para dele tirarem preciosas ilacções e até contribuir para solucionar algumas questões complicadas da arbitragem.

Abram os olhos!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MUITO MELHOR O RESULTADO DO QUE A EXIBIÇÃO


Num jogo pobre, CRISTIANO RONALDO foi dos melhores em campo, tendo marcado dois golos e oferecido o terceiro a Hugo Almeida

CHIPRE, 0 - PORTUGAL, 4

No Chipre faz muito calor e talvez por isso os jogadores da Selecção portuguesa, entraram cedo em poupança e fizeram um jogo muito fraco, mesmo tendo em conta a expressividade do resultado que só foi  conseguido quando faltavam 7 minutos para os 90, pois até aí prevalecia o 1-0 marcado aos 35 minutos de jogo da primeira parte, por Cristiano Ronaldo, de grande penalidade.
A Selecção Portuguesa entrou mal no jogo e os cipriotas tomaram conta da partida nos primeiros 15 minutos. Depois Portugal equilibrou e exerceu alguma superioridade até ao final da primeira parte. De realçar que a partir dos 35 minutos, os cipriotas ficaram reduzidos a 10 unidades, já que Dobrasinovic, por ter metido o braço na bola e originado a grande penalidade, foi-lhe mostrado o 2º amarelo e expulso.
A segunda parte começou exactamente como a primeira com a equipa do Chipre a construir alguns lances de perigo para a baliza de Rui Patrício. Portugal não acertava e jogava a meio gás. Os jogadores erravam muitos passes e perdiam a bola e junto à grande área contrária era uma calamidade, já que os ataques eram constantemente anulados pela defesa cipriota.
Aos 78 minutos de jogo, o árbitro italiano assinalou um fora-de-jogo que não existiu, quando Okkas caminhava isolado para fazer o golo do Chipre que seria o empate. Só aos 83 minutos Cristiano Ronaldo fez o 2-0, numa bonita triangulação com Fábio Coentrão e Nani. A partir desse momento, a equipa adversária cedeu e perdeu todo o ânimo, motivo pelo qual a equipa portuguesa pôde chegar ao 4-0, o terceiro em resultado de uma grande assistência de Ronaldo para Hugo Almeida e o quarto, da autoria de Danny, após um longo passe de Moutinho.
Estava construída mais uma vitória, rumo ao Campeonato da Europa de 2012 mas a exibição da equipa das quinas deixou muito a desejar. É preciso muito mais conjunto e muito menos individualismo. A Selecção tem que adquirir um espírito familiar em que dentro do campo são todos irmãos com o mesmo objectivo. A bola deve ser sempre endossada para o companheiro melhor posicionado e não andar à procura de A ou B para passar a bola, perdendo o timing para executar jogadas mais rápidas.
Pessoalmente, não gostei nada do jogo e da exibição de alguns jogadores, algo perdulários e displicentes. O vedetismo é prejudicial à Selecção e deve ser condenado.
Por outro lado, o episódio de Ricardo Carvalho também não ajuda à criação de um ambiente de tranquilidade no seio da Selecção. Não sei o que se passou nem tão pouco quero opinar a favor ou contra ninguém mas é preciso muito cuidado da parte das pessoas que lideram para não criarem melindres ou mal entendidos. Que tudo seja feito com equidade e muita clareza e boa sorte para o próximo jogo com a Finlândia.