quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AINDA NÃO FOI DESTA...


Portugal, 1 - Argentina, 2

Ainda não foi desta vez que Portugal ganhou à Argentina. Acabei de ver o duelo entre os dois Países e, de facto, em jogo jogado e oportunidades de golo, os argentinos não foram superiores aos portugueses. Pelo jogo produzido, seria mais justo o empate do que a vitória para qualquer um dos lados.

O jogo não foi muito interessante e o futebol jogado deixou muito a desejar. Graças ao péssimo índice de concretização de Hugo Almeida, que desperdiçou pelo menos três oportunidades flagrantes para marcar, a equipa das pampas pôde festejar mais uma vitória contra Portugal. Em oito jogos disputados, conseguiu sete vitórias e apenas uma derrota.

Os dois golos do adversário foram muito consentidos: no primeiro o avançado argentino não sofreu qualquer tipo de oposição e no segundo, Coentrão fez uma falta para penalti, desnecessária, já que o jogador não teria qualquer hipótese de alcançar a bola.

Com a defesa habitual, onde se incluisse Ricardo Carvalho e Pepe, a Selecção Portuguesa ficaria mais forte e com possibilidades de ganhar o jogo.

Ronaldo acabou por fazer o golo que deu o empate 1-1 e acabou por ser poupado e substituído aos 60 minutos. Enquanto esteve em campo cumpriu e fez algumas jogadas que levaram perigo à baliza adversária. Por ser um jogador rápido, forte e habilidoso, os adversários não têm contemplações e entram duro para o segurar. É muito castigado durante os jogos.

Gostei mais uma vez de Nani, um jogador cheio de técnica e magia que fez gato-sapato dos seus opositores.

A Selecção precisa de pontas-de-lança que marquem golos quando surgem as oportunidades. Quem falha golos de baliza aberta em alta competição, não tem lugar na equipa. Esse pormenor deve ser tido em conta pelo seleccionador. Porque não foi convocado o Levesinho? Quantos avançados há em Portugal melhores do que ele?
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Também em minha opinião, estiveram em campo dois ou três jogadores que estão longe da sua forma habitual e que por isso não puderam impor-se nos sectores onde actuaram.

Ninguém gosta de perder. Mas perder por perder que aconteça quando os jogos são a feijões.

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