
BENFICA, 2 - ESTUGARDA, 1
Temos um Benfica para consumo interno e outro para a Europa. Nas competições nacionais, a equipa lisboeta está a jogar muito e bem, vencendo os jogos com mérito indiscutível, mas nas competições da UEFA, a máquina encarnada não consegue realizar as mesmas exibições, dando a impressão que não se sente àvontade e pior do que isso, parece ter medo.
Foi isso que aconteceu no jogo de hoje, o Benfica entrou com medo e permitiu que a equipa alemã controlasse o jogo, criasse oportunidades de golo e chegasse mesmo ao 0-1, no minuto 21 da primeira parte, em que o avançado alemão recebeu um passe em profundidade, dominou a bola e depois correu para a grande área benfiquista, perseguido por Sidney, sem velocidade para evitar que Harnik fizesse um monumental chapéu a Roberto que se encontrava ligeiramente adiantado.
Embora tivesse mais posse de bola, o Benfica não criava grandes oportunidades para chegar ao golo e era mesmo a equipa alemã que criava mais perigo junto da baliza de Roberto.
Foi um grande alívio quando o árbitro Eric Braamhaar apitou para o intervalo, com o resultado em 0-1 e ainda com possibilidade de ser rectificado na segunda parte, caso o treinador Jesus tenha identificado convenientemente, a fórmula correcta para vencer os alemães.
De facto, o Benfica entrou para a segunda metade a todo o gás e pressiona com grande intensidade e logo nos primeiros minutos cria várias situações perigosas, duas ou três delas, em resultado de livres directos. O que é certo é que o tempo ia passando e o golo não aparecia, para desespero dos jogadores, equipa técnica e massa associativa.
Porém, aos 69 minutos, o golo aconteceu finalmente. Cruzamento da direita de Gaitán, a defesa alemã aliviou defeituosamente e no ressalto Cardozo, à meia volta, não perdoou. Estava feito o empate e agora era necessário chegar à vitória, pois ainda havia cerca de vinte minutos para jogar.
O Estugarda lá ia respondendo como podia mas era efectivamente o Benfica que tomava conta do jogo e criava oportunidades de golo sucessivamente desperdiçadas, até que aos 81 minutos Gaitán, com um pontapé do meio da rua, acaba por fazer um chapéu ao guarda-redes Ulreich, tendo a bola embatido na trave e ressaltado para dentro da baliza.
Com um pouco de azar, o Benfica teria sofrido, logo de seguida o empate, na sequência de um pontapé livre a castigar derrube de Luisão a Okasaki na zona frontal, marcado por Eldon, ao poste.
Até ao final da partida, a equipa encarnada teve oportunidades para fazer o 3-1 mas o resultado não mais se alterou, acabando por saber a pouco, em função da extraordinária 2ª parte dos encarnados.
Esta vitória por 2-1 acaba por ser merecida mas a diferença mínima é um castigo pela péssima primeira parte realizada. Com este resultado, a visita à Alemanha não vai ser fácil, já que basta ao Estugarda vencer 1-0 para passar a eliminatória. O Benfica da segunda parte mostrou que tem capacidade para eliminar os alemães mas para isso tem que jogar, dessa forma, na Alemanha, desde o primeiro segundo de jogo, até o árbitro apitar para o final.
Desde que deixem o medo em Lisboa e entrem em campo determinados e motivados para vencer, a vitória vai acontecer.
Força Benfica!
Nesta Jornada europeia, recordar que o F. C. Porto foi a Sevilha vencer a equipa local por 2-1, o Sporting foi a Glasgow empatar com o Rangers 1-1 e o Braga foi à Polónia perder por 1-0 frente ao Lech Poznan.
As quatro equipas portuguesas têm todas as condições para eliminar os seus adversários, face aos resultados da primeira mão e, consequentemente, passar aos oitavos de final. Mesmo o Braga que perdeu por uma bola a zero, num campo muito difícil, coberto de neve, vai ter oportunidade de rectificar o resultado em Braga e seguir em frente.
Desejo felicidades a todas as equipas portuguesas.
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