Pelo muito que tenho visto, lido e ouvido acerca da arbitragem em Portugal, há uma conclusão óbvia a tirar: pelos vistos, não são os melhores árbitros que atingem o topo.
Só aqueles que se comprometem com o Sistema e aceitam colaborar no cumprimento de determinadas regras que visam, essencialmente, beneficiar uns Clubes em detrimento de outros, entram no grupo dos eleitos e protegidos, usufruindo de toda a espécie de favores, nomeadamente, receber notações imerecidas e nomeações para dirigir a maioria dos jogos mais importantes das competições nacionais.
Enquanto isso, árbitros que o Sistema não conseguiu corromper e subjugar ao seu jogo sujo, batoteiro e anti-desportivo, por serem honestos e competentes, são sucessivamente prejudicados e postos em causa, acabando, em muitos casos, por abandonar a arbitragem e noutros, relegados para as divisões secundárias.
Ao longo de muitos anos, o Sistema manobrou a arbitragem a seu bel-prazer, como se pôde verificar nas escutas telefónicas do processo Apito Dourado, premiando os incompetentes, colaboradores do Sistema e castigando os competentes mas que nunca se deixaram enlear nas teias do Sistema.
As classificações dos árbitros eram alteradas de acordo com os serviços prestados ao Sistema e claro, aqueles que mais se destacassem, recebiam as melhores notas.
Vendo as coisas à luz desta triste realidade, poderemos compreender melhor porque é que certos árbitros protagonizavam arbitragens vergonhosas, sancionando ou deixando de sancionar as faltas, conforme os interesses em jogo.
Ao longo de muitos anos assistimos a golos limpos anulados, penalties inventados, penalties claros não assinalados, bolas dentro da baliza que não contaram para golo e bolas não entradas na baliza que valeram para alterar o marcador; por outro lado, faltas gravíssimas não mereceram a expulsão dos seus autores e, em muitos casos, nem sequer cartão amarelo; ao invés, foram expulsos atletas que não cometeram qualquer infracão, sendo vítimas do teatro protagonizado pelos jogadores pretensamente atingidos e da má fé e dualidade de criterios dos árbitros; e no capítulo dos foras-de-jogo, os árbitros do sistema aproveitaram esta sansão que há muito já não devia fazer parte das leis do jogo, para beneficiar uns e prejudicar descaradamente outros, pois muitas vezes, seria impossível errar, tão claras eram as situações, se os árbitros não estivessem a actuar de má fe.
Afinal que tipo de árbitros chegam ao topo?
É fácil de ver. Atente-se nos profissionais que detêm as insígnias da FIFA e analise-se a sua utilização a nível internacional. Viram-lhes dirigir algum jogo importante? Uma final, uma meia-final? Foram seleccionados para arbitrar no Campeonato da Europa ou do Mundo? Não, nada disso, as estruturas da arbitragem da FIFA e da UEFA, limitaram-se a indicar os arbitros portugueses para alguns jogos secundários.
Os grandes árbitros do Sistema, não agradam à UEFA e à FIFA, não confiam neles e por isso não são convocados para os grandes palcos.
As vedetas da nossa arbitragem, são afinal homens sem ética e sem carácter que se deixam comprar pelo preço de um modesto prato de lentilhas, aceitando com todo o despudor, falsear resultados desportivos, inventando, dentro do rectângulo de jogo, as mais descaradas faltas para beneficiar a equipa protegida pelo Sistema.
O Apito Dourado podia ter moralizado o Sistema, castigando sem contemplações alguns desses agentes sem escrúpulos, apanhados nos meandros sinuosos e vergonhosos da fabricação de resultados mas pelos vistos, o designado Sistema, é um polvo poderoso, pelo menos mais poderoso que a Justiça, uma vez que conseguiu que todos os seus dedicados membros escapassem sem castigos exemplares.
Depois dessa pouca-vergonha protagonizada pela Justiça, a nossa arbitragem vai continuar a envergonhar o País e todos os homens que amam um desporto correcto, leal e jenuino.
Como homem de fé, tenho esperança que um dia destes o Sistema seja completamente aniquilado e o DESPORTO seja finalmente e integralmente respeitado.
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