Não havia necessidade...
Fábio Coentrão borrou a escrita, mas não foi por ser um bom jogador, um dos melhores do mundo, no seu lugar.
Também não foi por pretender ingressar na equipa do Real Madrid que Fábio Coentrão borrou a escrita, dizendo que a sair do Benfica, só aceita transferir-se para o clube espanhol porque quer jogar com o Ronaldo e ser treinado por José Mourinho. Um bom motivo, não haja dúvidas!
Fábio Coentrão borrou a escrita porque, seguindo os maus exemplos de outros grandes jogadores, se meteu na política e apareceu a fazer campanha, ao lado do primeiro-ministro mais incompetente e mentiroso da história da democracia portuguesa.
Fábio Coentrão não devia misturar o futebol com a política. Não aprendeu nada com o que se tem passado no futebol português e com a pouca vergonha que foi o apoio de Luis Figo a esse mesmo decadente primeiro-ministro, nas últimas eleições legislativas.
Também será por dinheiro que Coentrão decidiu apoiar Sócrates? Sinceramente, penso que não. Talvez tenha sido por infantilidade ou ingenuidade política.
O que faz um artista da bola ao lado de um malabarista político, incompetente e mentiroso? Ninguém foi capaz de o aconselhar a não se meter na política?
Este episódio vai influir negativamente na sua carreira porque um jogador de eleição, titular da Selecção Nacional deve ser uma referência e um ídolo para todos os portugueses e, por isso mesmo, não deve revelar sequer as suas tendências políticas.
Mas se o Presidente do seu Clube também apoiou esse primeiro-ministro decadente e mentiroso, porque é que um jogador não há-de fazer a mesma coisa?
É um episódio lamentável mas em Portugal tudo é possível.

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