terça-feira, 30 de março de 2010

A QUEM INTERESSA A DESCREDIBILIZAÇÃO DA COMISSÃO DISCIPLINAR DA LIGA?


Desde há décadas que o futebol português vive embrulhado numa espessa neblina, recheado de grandes mistérios e casos gravíssimos que acabam sempre em águas de bacalhau e até, não raras vezes, o feitiço virado completamente contra o feiticeiro. A quem culpar por toda a bagunçada que se tem passado no futebol português? Certamente que os principais culpados são os Órgãos que regem o futebol mas também todos os dirigentes desportivos ao nível de clubes e o próprio Estado que tem sido permissivo e se tem demitido, ao longo dos anos, de assumir as suas próprias responsabilidades.

Os órgãos que regem o futebol portugês, quer da Federação quer da Liga não têm actuado com rigor e isenção, beneficiando uns em detrimento de outros. O que tem vindo a público sobre o apito dourado, seria suficiente para irradiar dirigentes de clubes, dirigentes dos órgãos da Liga e da Federação, dirigentes das Associações, árbitros e delegados, etc., caso esses acontecimentos tivessem ocorrido noutros países civilizados da Europa. Eu ouvi escutas descaradamente vergonhosas que comprovam que durante muitos anos foi prática absolutamente normal, comprar dirigentes dos Órgãos que tutelam o futebol, árbitros, delegados e viciar resultados, muitas vezes de forma escandalosa e a Justiça actuou como se nada tivesse acontecido.

Vem tudo isto a propósito, para dizer que há muitos anos não via uma Comissão Disciplinar da Liga tão isenta e eficiente, tendo sempre uma explicação e uma fundamentação para todas as decisões e actos praticados, ao contrário do que acontecia anteriormente.

Ricardo Costa demonstrou rigor e competência e foi precisamente desses atributos que alguns dirigentes desportivos não gostaram e por isso o atacaram constantemente. Para esses dirigentes interessava que se mantivesse a neblina e a bagunçada, pois era nesses terrenos que eles se movimentavam como peixe na água. A esses dirigentes não interessa a verdade desportiva mas apenas as vitórias dos seus clubes, mesmo que elas sejam conseguidas recorrendo a estratagemas mafiosos que penalizam outros clubes.

Ricardo Costa e os seus colegas da Comissão, tiveram a coragem que outros nunca demonstraram e procuraram cumprir a sua missão com rigor e isenção, não olhando às cores dos clubes mas apenas às infracções cometidas. Esta Comissão teve graves problemas para resolver e fê-lo com celeridade, ponderação e justiça.

O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, decidiu alterar os castigos da Comissão Disciplinar da Liga aos atletas do Futebol Clube do Porto, Hulk e Sapunaru, baseada no facto de não considerar um STUART um agente desportivo!!! Pelos vistos, o CJ, para tomar a decisão que tomou, deve ter feito um grande esforço para chegar a essa brilhante conclusão! Então um Stuart não é um agente desportivo!... Afinal eu andava completamente enganado! Não é que eu pensava que aquelas criaturas estavam nos recintos desportivos para zelar pela segurança dos atletas e que estavam devidamente autorizados e enquadrados na Lei? Se o Stuart não é um agente desportivo, então o que é?

A bem do futebol e do desporto em geral, há coisas que não deviam nunca acontecer e esta seria uma delas. É incompreensível a decisão do CJ da Federação e ao ouvir as explicações do ainda Presidente da Comissão Disciplinar da Liga, sobre o assunto a minha perplexidade e estupfacção ainda é maior.

É por estas e por outras que o futebol português não atinge outros patamares a nível europeu e mundial e é constantemente motivo de críticas na imprensa estrangeira.




sábado, 27 de março de 2010

BENFICA - MAIS UM PASSO A CAMINHO DO TÍTULO


Benfica, 1 - Braga, 0

Há muito que os bilhetes para o jogo da 24ª jornada entre o Benfica e o Braga estavam esgotados e, por isso mesmo, o estádio estava completamente lotado com sessenta e tal mil pessoas. Foi criado à volta deste jogo um grande entusiasmo porque os benfiquistas acreditavam que em caso de vitória, o título estaria garantido.

Pessoalmente, não acho que seja bem assim, embora pense que foi dado um passo muito importante para chegar ao final do Campeonato em primeiro lugar, caso a equipa encarnada continue a demonstrar em campo a superioridade evidenciada até aqui sobre os seus adversários.

Sobre o jogo, há que dizer que o Braga entrou em campo a jogar sem medo e nos primeiros minutos jogou no meio campo do Benfica, embora sem criar grande perigo.

Aos poucos, o Benfica foi tomando conta do jogo e pode dizer-se que durante toda a primeira parte não permitiu que o Braga criasse uma única oportunidade de golo. Aliás, se bem me lembro, os minhotos só fizeram um remate à baliza de Quim.

Quando tudo já fazia prever que as equipas iriam para o intervalo com o resultado em branco, eis que Carlos Martins faz um cruzamento para a área bracarense, aproveitando Luisão o ressalto para fazer o único golo da partida, precisamente aos 45 minutos de jogo.

Na segunda parte a equipa lisboeta entrou determinada a marcar mais um golo e nos 20 minutos iniciais, exerceu um domínio avassalador sobre o seu adversário, criando algumas boas oportunidades para marcar mas o resultado não sofreu alteração. Como o Benfica não marcou, o Braga foi acreditando que poderia chegar ao empate e nos últimos quinze minutos conseguiu equilibrar a partida mas sem criar ocasiões de golo.

O árbitro Pedro Proença não esteve mal de todo e aos 90+4 minutos deu o encontro por terminado, com o resultado em 1-0 e uma vitória justíssima dos donos da casa que só peca por ser escassa, colocando o Benfica a seis pontos da equipa minhota que desejava levar do Estádio da Luz, pelo menos o empate.

Diga-se também em abono da verdade que a equipa encarnada, em termos técnicos não esteve nada bem, errando passes sucessivos e complicando demasiadas vezes aquilo que parecia fácil. A equipa do Benfica pareceu-me nervosa e isso reflectiu-se na prestação dos jogadores que em muitos momentos não tiveram a calma e o descernimento suficientes para aproveitar o maior caudal ofensivo, acabando a maioria das jogadas por não resultar em nada.

Está de parabéns a equipa pelo empenho demonstrado ao longo dos 94 minutos de jogo e Luisão pelo golo oportuníssimo que marcou e que valeu a vitória e os três pontos.

Dar também os parabéns ao Sporting Clube de Braga que foi um digno vencido e que demonstrou uma vez mais ser uma equipa difícil de vencer, que defende bem e sofre poucos golos.

Ver o Braga a seis jornadas do fim instalado no segundo lugar, a cinco pontos do F. C. Porto, é uma proeza que tem de ser destacada, já que a manter-se nesta posição, "roubará" ao F. C. Porto o direito de estar presente na Champions League, com todas as consequências que tal ausência lhe poderá provocar.

domingo, 21 de março de 2010

BENFICA VENCE TAÇA DA LIGA


BENFICA, 3 - F. C. PORTO, 0

Mais uma grande exibição da equipa do Benfica frente aos ainda campeões nacionais que entrou em campo com uma atitude determinada e tranquila em vencer o seu adversário.

O Benfica entrou em campo com intenção de jogar o jogo pelo jogo, com o pensamento apenas na disputa da bola. Do outro lado esteve uma equipa que cedo deu a entender que não era só o futebol que lhe interessava mas também a confusão e por diversas vezes teve atitudes provocatórias. Fizeram bem os atletas encarnados em não responder a tais provocações pois se tal tivesse acontecido as coisas poderiam ficar negras para as suas aspirações.

O Benfica entrou bem no jogo e aos 10 minutos inaugurou o marcador através de um grande pontapé de Ruben Amorim de fora da grande área que Nuno defendeu mas deixou escapar para o fundo das redes. Um grande azar do guarda-redes do Futebol Clube do Porto que transformou em golo uma defesa aparentemente fácil, permitindo um daqueles frangos monumentais.

Mas a equipa do Benfica não dava mostras de fraqueza e continuava a mandar no jogo, criando diversas jogadas de perigo, quase sempre protagonizadas pelo endiabrado Di Maria.

É bom dizer-se, em abono da verdade que todos os atletas estavam a actuar em bom nível e que durante toda a primeira parte, o F. C. Porto apenas chegou à baliza encarnada com perigo uma vez, num grande remate de Rodriguez a que Quim se opôs com grande defesa.

Quando já tudo fazia prever que as duas equipas iriam para o descanso com o resultado em 1-o, eis que Carlos Martins, na sequência de um livre superiormente apontado, fixa o resultado em 2-o, garantindo à equipa encarnada uma segunda parte ainda mais tranquila que a primeira, tendo duas bolas de diferença para gerir.

No segundo tempo, o Benfica não se deitou à sombra da bananeira e continuou a encarar a partida com muita responsabilidade com os atletas a aplicarem-se ao máximo e a não darem uma única chance de golo ao adversário que continuava muito nervoso e a protagonizar algumas picardias que não foram sancionadas pelo árbitro Jorge Sousa. Com um Juiz minimamente criterioso, Bruno Alves teria sido expulso, não só pelas faltas que cometeu mas também pela indisciplina verbal e gestual que protagonizou e que toda a gente viu menos o árbitro.

O F. C. Porto não demonstrou ao longo de todo o jogo ser capaz de contrariar a superioridade do Benfica e colocar em risco a sua vitória na Taça da Liga. Este Benfica já não se via há mais de 20 anos e demonstrou mais uma vez porque foi capaz de conquistar uma vitória em Marselha mesmo contra a equipa de arbitragem que esteve desastrosa.

Assim sendo, o Sport Lisboa e Benfica conquistou o segundo troféu consecutivo da Taça da Liga contra uma grande equipa, o F. C. Porto e demonstrou que é a melhor equipa portuguesa do momento.

Reina no grupo uma grande união e uma grande confiança e é muito difícil a qualquer equipa do Mundo vencer neste momento o Benfica.

No final do encontro, Jorge Jesus, visivelmente emocionado, pediu aos adeptos do Benfica que lhe desculpassem mas que oferecia a vitória ao seu Pai. Não deixa de ser um gesto bonito e, ao mesmo tempo, a demonstração de que por detrás daquele treinador austero que não permite que se interrompa o jogo por dá cá aquela palha, está um homem sensível e humano que também se emociona e fica sem fala.

Parabéns Jorge Jesus pela excelente época que estás a fazer no Benfica e também a demonstrar aos demais que se não tiveste sucesso mais cedo foi porque não te tinham dado uma oportunidade.

quinta-feira, 18 de março de 2010

MARSELHA, 1 - BENFICA, 2 - GRANDE JOGO DOS ENCARNADOS!


Grande, grande, grande vitória do Benfica! Extraordinária exibição da equipa encarnada no inferno marselhance. Uma vitória contra tudo e contra todos, mesmo com a oposição da equipa de arbitragem que fez um trabalho descarado e indecente que deve fazer corar de vergonha os altos dirigentes do futebol europeu e mundial. Três penalties não assinalados e faltas gravíssimas não assinaladas que seriam merecedoras, no mínimo, de cartão amarelo. Aquelas situações de penaltie se fossem protagonizadas por jogadores benfiquistas, seriam, quase de certeza, assinaladas. Há uma falta de respeito pelas equipas portuguesas que não deve ser tolerada pelas instâncias que tutelam o futebol nacional. Estas situações devem merecer a repulsa e a indignação dos dirigentes federativos portugueses, os quais devem obrigatoriamente dar conhecimeto delas às instâncias internacionais.

Nesta eliminatória, o Benfica foi mais forte nas duas mãos e demonstrou porque está a realizar tão excelente época. O Jogo no Vélodrome foi um hino ao futebol, emotivo, intenso, jogado a grande velocidade, em que a equipa encarnada esteve imperial e só por isso, por mérito próprio, conseguiu vencer e passar aos quartos-de-final.

Neste jogo, a equipa lisboeta não merecia sofrer qualquer golo e, pelo contrário, o resultado devia ser 2-0 ou 3-0, já que duas ou três grandes penalidades não foram assinaladas e desfrutou de várias ocasiões de golo. O Benfica só ganhou porque foi muito superior ao seu adversário, a quem dominou praticamente durante todo o encontro.

Por outro lado, os franceses usaram e abusaram das infracções à margem das leis, com as quais o árbitro da partida transigiu sistematicamente, fazendo vista grossa. É um triste fado que se vem repetindo desde há décadas e ao qual a Federação Portuguesa de Futebol, pelos vistos, não tem capacidade para pôr termo. As equipas portuguesas não são respeitadas pelas arbitragens quando em confronto com equipas estrangeiras e já foram muitas vezes eliminadas devido aos seus erros crassos.

Quanto ao jogo em si, é preciso dizer que o Marselha se mostrou totalmente impotente para travar uma equipa que joga à campeão, digna de integrar o top ten das equipas europeias, tão intensa e convicente foi a exibição da noite de 18 de Março de 2010, no reduto do Marselha.

Amanhã, os jornais de todo o mundo vão tecer os mais rasgados elogios à extraordinária exibição do Benfica mas seria também muito conveniente que denunciassem a vergonhosa arbitragem protagonizada pelo esloveno, Senhor Damir Skomina que muito dificilmente encontraria lugar nas divisões secundárias portuguesas. Árbitros com esta competência, não podem, de forma nenhuma, apitar jogos das principais competições europeias.

***

O Sporting que tinha conquistado um excelente resultado em Madrid em condições muito adversas, acabou por não confirmar em Alvalade a sua superioridade sobre o adversário e consentiu um empate a duas bolas que o afastou dos quartos-de-final da Liga Europa.

Quer-me parecer que os dois golos sofridos foram muito consentidos. O jogador espanhol fez o que quis da defesa leonina e afastou o representante português dos quartos-de-final da Liga Europa. Para mim foi uma surpresa porque acreditava na vitória do Sporting.

Agora só temos um representante nas competições europeias, o Benfica que espero chegue à final e vença o troféu.

Parabéns Benfica pelo excelente espectáculo que proporcionaste aos milhões de telespectadores que tiveram o privilégio de seguir o jogo pela televisão. São as grandes exibições que dão glória e prestígio às equipas e, nesse aspecto, esta época tem sido extraordinária para o Clube da Luz.

quarta-feira, 17 de março de 2010

REINA UM GRANDE ENTUSIASMO NAS HOSTES BENFIQUISTAS


DIA 16/3, quarta-feira, já não havia bilhetes para o grande jogo do título e o jogo do tira-teimas entre Benfica e Braga

É verdade, na quarta-feira à hora do almoço, desloquei-me ao Estádio da Luz para adquirir quatro ingressos para o grande jogo da 24ª jornada da Liga Sagres, entre o sensacional Braga e o renascido Benfica e depois de cerca de 10 minutos na fila, ao chegar à bilheteira, fui informado que a lotação estava esgotada e que apenas havia uma pequena quantidade de bilhetes destinados aos sócios.

Fiquei desiludido e triste porque queria mesmo assistir ao vivo a este grande jogo que pode decidir a conquista do Campeonado no caso da equipa lisboeta conquistar uma vitória. Se isso acontecer, o Benfica ficará com 6 pontos de vantagem que na prática serão sete, porque em igualdade pontual, os encarnados têm maior goal-average e isso quer dizer que nas últimas seis jornadas, tem seis pontos para gerir, podendo fazer três empates e ser campeões, sofrer uma derrota e um empate ou até duas derrotas.

Mas se por um lado fiquei desapontado por não conseguir os bilhetes, por outro, sendo um simpatizante das cores encarnadas, acabei por sentir algum conforto, por verificar que a nação benfiquista está a acordar de uma profunda letargia e a viver momentos de grande entusiasmo, acreditando nas potencialidades da equipa de futebol e esperançados na conquista do Título.

Há quantos anos não se via um Benfica com esta dimensão? Um Benfica que vence e convence e que esta época não tem dado grandes chances aos seus adversários de brilharem. Em muitos dos jogos venceu com goleadas e mesmo naqueles que não venceu, jogou o suficiente para construir melhores resultados.

Esta equipa do Benfica recuperou o orgulho perdido dos seus adeptos e simpatizantes e tem merecido o carinho e o apoio que estes lhe têm dado.

O Benfica é de longe o Clube com melhor média de espectadores presentes nos jogos e disso têm beneficiado todos os clubes que o defrontam nos seus redutos. É uma espécie de Pai Natal que todos esperam e por isso, a grande importância que representa um Benfica forte e ganhador a nível interno e externo.

Também os bilhetes para a final da Taça da Liga já foram todos vendidos e isso significa que o Benfica vai ter um grande apoio por parte dos sócios e simpatizantes no Estádio do Algarve, acreditando que o seu Clube vai vencer pela segunda vez consecutiva este troféu.

De facto, são os bons resultados e as vitórias nas competições que dão prestígio e visibilidade a uma equipa e este ano, o Benfica está na senda dos bons resultados e poderá também vencer algumas competições.

Como simpatizante, assim o espero.

domingo, 14 de março de 2010

UMA VITÓRIA PRECIOSA ARRANCADA A FERROS


Mais uma preciosa vitória arrancada a ferros, rumo à conquista do título, no sempre difícil reduto do Nacional, onde é sempre muito complicado conquistar pontos.

Se é certo que o Benfica demonstrou uma certa superioridade ao longo do jogo, também não é menos verdade que a equipa madeirense se bateu com grande brio e valentia e, por isso mesmo, não escandalizaria se tivesse conseguido conquistar um ponto.

O jogo não esteve fácil para a equipa lisboeta e a prová-lo está o facto de ter chegado ao intervalo com o resultado em branco. Só na segunda parte e quando já iam decorridos mais de 64 minutos de jogo, o Benfica chegou ao golo por intermédio de Cardozo, sempre ele, o rei dos golos do Benfica, a passe de Ruben Amorim.

Antes, aos 63 minutos, Tacuara havia falhado a marcação de uma grande penalidade duvidosa, aparentemente por falta cometida por Diego Barcellos sobre David Luis. Redimiu-se Cardozo daquele falhanço incrível que poderia ter causado danos irreparáveis nas hostes benfiquistas. Porém, isso não aconteceu e passado um minuto o jogador benfiquista emendou o seu falhanço marcando o único golo da partida e garantindo assim uma preciosa e difícil vitória para as aspirações do Sport Lisboa e Benfica que são ser campeão nacional e, ao mesmo tempo, voltar a ocupar o lugar que já foi seu na alta roda do futebol europeu e mundial.

Na luta pelo título, o Braga também ganhou em casa ao Rio Ave por uma bola a zero, o que deixa tudo na mesma na frente.

A próxima jornada, a 24ª, é decisiva para definir o próximo campeão nacional, já que vão defrontar-se no Estádio da Luz precisamente os dois primeiros classificados Benfica e Braga e o jogo servirá para isolar definitivamente o Benfica na frente da classificação ou então trazer de novo o Braga para o comando do campeonato, no caso de vencer o adversário e se isso acontecer, é caso para dizer que teremos dois pretendentes ao título até à última jornada.

Faltam sete jornadas e 21 pontos em disputa e, nesta altura, o Benfica tem todas as condições de vir a sagrar-se de novo campeão. A próxima jornada poderá ser um bom indicativo do que poderá vir a acontecer.

quinta-feira, 11 de março de 2010

BENFICA, 1 - MARSELHA, 1

Resultado favorável aos franceses
O grande Benfica não conseguiu hoje levar de vencida a forte equipa do Marselha. Foi pena que a escassos momentos do final do jogo tenha consentido o empate pois o 1-0 era um excelente resultado para a segunda mão.

Mas em abono da verdade, é bom que se diga que a excelente equipa do Marselha não merecia sair derrotada deste jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, já que se bateu de igual para igual com a equipa do Benfica. No entanto, a ter de empatar, teria sido muito melhor a zero pois daria mais chance aos encarnados de poderem passar aos quartos-de-final.

Todavia, pelo facto de o Marselha ter adoptado uma estratégia em Lisboa que lhe permitiu evitar o habitual caudal ofensivo do Benfica, não quer dizer que vá acontecer o mesmo no jogo da segunda mão e, por isso mesmo, a equipa portuguesa ainda tem uma palavra a dizer nesta eliminatória.

O jogo desta noite foi emotivo e intenso e mais parecia um encontro da Liga dos Campeões. Duas grandes equipas em confronto que jogaram o jogo pelo jogo até ao apito final do árbitro. Aliás, o Benfica só consente o empate porque estava a tentar marcar um segundo golo e não se preocupou em defender o resultado. Se o tivesse feito, concerteza teria conservado o resultado de 1-0 que até é um bom resultado nos jogos a eliminar. Foi pena porque a diferença de um golo dava ao Benfica uma boa margem de manobra e uma maior probabilidade de deixar o Marselha pelo caminho.

Nesta análise, deixar aqui também uma palavra de apreço ao Sporting que foi a Espanha defrontar o Atlético de Madrid e impor um excelente empate a zero, em condições difíceis porque jogou cerca de uma hora com 10, já que Grimi foi expulso por acumulação de amarelos.

Este resultado, dá ao Sporting uma forte possibilidade de chegar aos quartos-de-final da Liga Europa, pois acredito que no seu Estádio e perante o seu público não deixará escapar a oportunidade de vencer o Atlético de Madrid.

Está tudo em aberto para os dois clubes portugueses que até podem encontrar-se novamente no próximo sorteio dos quartos-de-final.

terça-feira, 9 de março de 2010

UMA HUMILHANTE GOLEADA

ARSENAL 5 - FCP 0
Esta equipa do Futebol Clube do Porto está irreconhecível. A nível interno, o Porto está a 11 pontos do primeiro lugar e na Liga dos Campeões também está com grandes dificuldades. Na primeira mão, lá conseguiu uma difícil e muito escassa vitória, 2-1, tendo-se notado que o meio-campo está muito debilitado. A saída de Lucho não foi superada e a linha avançada não é servida convenientemente.

Neste jogo da segunda mão, o Porto entregou completamente o jogo ao adversário nos primeiros 15 minutos; foi deprimente e confrangedor! Mas que táctica tão suicida o Jesualdo arranjou! Durante 15 minutos, a equipa do Porto praticamente não saiu do seu meio-campo e deixou-se dominar avassaladoramente pelo adversário. Se não presenciasse, nem acreditava que tal tivesse sido possível. O Golo estava iminente, tantas eram as ocasiões de golo e só a grande exibição de Helton evitou que na primeira parte só tivessem sido marcados dois. De facto, durante toda a primeira parte a superioridade do Arsenal foi muito acentuada e só mesmo Helton foi capaz de evitar um resultado mais dilatado.

O Futebol Clube do Porto foi facilmente eliminado pelo Arsenal porque foi uma equipa vulgaríssima. Este Porto é uma sombra do grande FCP de épocas anteriores. Será que acabou um ciclo e vai começar a travessia do deserto? Bem, se lhe acontecer como aos rivais Benfica e Sporting, arrisca-se a passar alguns anos a cheirar títulos. Lembram-se quantos anos esteve o Sporting e o Benfica sem ganhar um único Campeonato? Foram muitos. 15 num caso, 18 no outro.

Mas este Porto está assim porque levou anos de vacas gordas, dominou como quis a nível nacional, esbanjou muitos recursos e até deu para dar "baile" aos velhos rivais.

Sempre afirmei que Pinto da Costa podia ter saído em grande da presidência do Futebol Clube do Porto quando venceu a última Liga dos Campeões. Porém, Pinto da Costa não entendeu assim e vai sair pela porta dos fundos.

Este jogo da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, é mais uma humilhação a nível internacional para o Futebol Clube do Porto e, como não podia deixar de ser, vai deixar marcas nas hostes portistas. Um resultado de 5-0 é demasiado pesado mas tendo em conta o que se passou dentro das quatro linhas, podia ter sido ainda mais volumoso. O Porto não foi capaz de contrariar o ascendente arsenalista em nenhum momento do jogo e praticamente não teve oportunidades de golo. Foi de facto muito má a exibição do FCP e o resultado está à vista: uma goleada.

É tudo espectacular quando uma equipa está no topo mas tudo se complica quando tem a infelicidade de cair em desgraça.

Como português e como desportista, tenho pena que o FCP tenha feito uma exibição tão pobre e tenha dado uma imagem tão pálida do futebol português. Oxalá que o Sporting e o Benfica vençam os jogos da primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa e, se possível, com grandes exibições.

domingo, 7 de março de 2010

A DESCOLACEM ACONTECEU À 22ª JORNADA


O Benfica fez mais uma grande exibição frente à excelente equipa do Paços de Ferreira, vencendo o jogo com todo o mérito por 3-1, resultado ainda assim escasso para tantas oportunidades de golo.

Os encarnados entraram em campo com enorme atitude, pressionando os jogadores do Paços e imprimindo grande velocidade às jogadas sempre que tinham a bola. Os primeiros 15 minutos foram demolidores e logo desde o início se adivinhava o golo. Ele surgiu aos 13 minutos na sequência de um passe de Di Maria para Cardoso e este já na grande área devolveu, de cabeça, para Ruben Amorim que emendou, também de cabeça, para o fundo das redes.

Mas o jogo estava completamente dominado pelos encarnados que continuaram a jogar em grande velocidade, com passes ao primeiro toque e aos 17 minutos, Di Maria, Sempre ele, endoçou a bola para Saviola e este, já dentro da grande área, livrou-se de um adversário e de pé esquerdo, chutou certeiro para o 2º golo.

A ganhar por 2-0, a equipa encarnada continuou a jogar em velocidade e a fazer pressing sempre que ficavam sem a bola. Até à meia hora de jogo, a equipa lisboeta criou várias oportunidades de golo e só não marcou mais golos porque o guarda-redes do Paços esteve imperial. Porém, no último quarto de hora da primeira parte, a equipa abrandou o ritmo de jogo e então foi possível ao Paços ensaiar algumas jogadas de contra-ataque e num deles, após um cruzamento longo da esquerda para a direita, apareceu William a cabecear fora do alcance de Quim, levando a melhor sobre Coentrão, reduzindo para 2-1.

No segundo tempo, o figurino do jogo não se alterou e se o Benfica não estivesse tão perdulário, teria marcado mais golos. O Paços ia respondendo como podia e mercê da infelicidade da equipa da casa, ia ganhando ânimo para continuar a lutar. O jogo acabou para o Paços aos 58 minutos quando Cardozo fez o terceiro golo, com alguma sorte, já que a bola tabelou em Jorginho e traiu o guarda-redes Coelho.

Até ao final, o jogo continuou interessante, com ambas as equipas a tentarem chegar ao golo mas foi o Benfica que mais perto esteve de ampliar o resultado porque na verdade fez mais uma excelente exibição. O Paços foi uma equipa digna porque jogou o jogo pelo jogo e mesmo no capítulo disciplinar, pode dizer-se que não houve casos.

O árbitro do Porto, Soares Dias, o mesmo que esteve nos empates contra o Marítimo e o Olhanense, ainda cometeu algumas gafes, não deixando de mostrar cartões amarelos a Di Maria e Saviola e até a Luisão, sem que tal se justificasse. Por várias vezes Di Maria foi travado em falta e o Senhor Soares Dias fez vista grossa. Nos jogos que este Juiz dirigiu, o Benfica não tinha ganho e provavelmente apostaram nele para ver se continuava a dar sorte. Enganaram-se, porque desta vez o Benfica estava preparado para vencer o Paços e a equipa de arbitragem.

À 22ª jornada, o Benfica consegue descolar do Braga e afastar-se definitivamente do Futebol Clube do Porto. O título está à distância de oito jornadas e agora só tem que empenhar-se em vencer todos os jogos, sabendo-se que todos vão ser difíceis.

Di Maria fez um grande jogo mas Carlos Martins também este em bom nível. A equipa vale pelo seu todo. É um conjunto solidário, com grande espírito de sacrifício durante toda a partida. Este é um Benfica como já não se via há duas décadas.

sábado, 6 de março de 2010

O BRAGA COMEÇA A SOÇOBRAR

Vitória 0 Braga 0
.
Havia a expectativa de saber se o Sporting Clube de Braga na deslocação a Setúbal, seria capaz de fazer melhor do que o líder da classificação que ali havia empatado 1-1.

Realizado o jogo, verificou-se um empate a zero e do que pude ver, não haja dúvidas que se tratou de um jogo pouco atractivo, morno, sem grandes pressas, em que a primeira parte foi, mesmo assim, melhor que a segunda.

Quanto à justeza do resultado, pelo que vi na primeira parte e na segunda, o Vitória de Setúbal teve mais oportunidades de golo e não escandalizaria se tivesse conquistado os três pontos.

Domingos Paciência nas declarações que prestou sobre a antevisão do jogo disse: "vamos jogar nos limites para vencer o Vitória de Setúbal". A verdade é que a equipa não correspondeu à vontade do treinador e a vitória não foi possível.

Deste jogo, poderão tirar-se algumas ilacções quanto à probabilidade de o Braga poder chegar ao título. Na verdade, a equipa minhota tem vindo a perder força e ritmo competitivo e isso viu-se na derrota copiosa frente ao Futebol Clube do Porto onde, curiosamente, o Olhanense que tinha perdido em Braga na anterior jornada por 3-1, acabou por conseguir no Dragão um importante empate a duas bolas.

Se amanhã o Benfica ganhar o seu jogo frente ao Paços de Ferreira, como é previsível, ficará com três pontos de vantagem e poderá começar aqui a descolagem definitiva dos encarnados rumo ao tão desejado título.

Neste momento, o Braga se ganhasse todos os jogos que faltam, ainda se sagraria campeão, mesmo que o Benfica também ganhasse todos os jogos. Não esquecer que ainda vai haver um tira-teimas entre os dois quando se realizar o jogo da segunda volta no Estádio da Luz.

Faltam agora oito jornadas e 24 pontos em disputa. Não acredito que o Braga e o Benfica vençam todos os jogos que faltam, a incógnita está em saber quem vai perder mais pontos.

De uma coisa em tenho plena certeza: os candidatos ao título passam a ser apenas dois porque o Porto, com o resultado negativo desta jornada, ficou irremediavelmente afastado do título e talvez até do segundo lugar, o que não deixa de ser uma grande surpresa.

BRAVO OLHANENSE!


E AGORA JESUALDO?

Qual será a tábua de salvação?

A 22ª jornada da Liga Sagres começou com mais uma surpresa e a confirmação de que o Futebol Clube do Porto que foi rei e senhor nas últimas duas décadas, não é mais aquela equipa demolidora e vencedora a que habituou os seus adeptos e o País desportivo, em geral. Isso já tinha sido demonstrado na 1ª volta quando o Benfica venceu os dragões com toda a justiça no estádio da Luz, coisa que já não acontecia há muitos anos.

Por outro lado, o Futebol Clube do Porto regista na presente temporada um conjunto de resultados negativos que há muitos anos não se verificavam. O seu terceiro lugar na tabela classificativa com 44 pontos, conta já com 22 pontos perdidos, resultantes de 5 empates e 4 derrotas e já leva 8 pontos de atraso para o 1º classificado, com a probabilidade de ficar a 11 visto que o Benfica só amanhã vai jogar com o Paços de Ferreira, em casa.

Em épocas anteriores, o Futebol Clube do Porto dominava todas as classificações: tabela classificativa, mais golos marcados, menos golos sofridos, melhor marcador, equipa com menos faltas cometidas, etc., etc. Nesta época, o FCP não comanda nenhuma destas tabelas o que diz bem do apagão que sofreu a equipa nortenha.

Nesse sentido, foi sem grande surpresa que o Olhanense, desinibido e descomplexado, entrou no estádio do Dragão com vontade de mostrar o seu valor e construir um resultado positivo.

Perante a passividade dos atletas portistas e o desacerto do sector intermediário, a equipa algarvia inaugurou o marcador aos 13 minutos por intermédio de Djalmir e ainda os jogadores portistas estavam a digerir o revés quando o mesmo jogador, a passe de Paulo César, fazia entrar a bola na baliza por entre as pernas de Helton.

Se os portistas já estavam atordoados, com o segundo golo, a equipa ficou mesmo KO e não conseguia desenvolver jogadas de perigo com selo de golo.

Assim andou o FCP perdido até aos 81 minutos, quando na sequência de um canto marcado por Rodriguez, depois de uma grande confusão na grande área, falcão aproveitou para empurrar a bola para dentro da baliza e reduzir para 2-1.

Quando toda a gente já acreditava na vitória do Olhanense e na 5ª derrota do FCP, eis que aos 90+4', Varela cruza para a área e Guarin aparece a encostar ao segundo poste e a fazer o empate final 2-2.

Para o Olhanense, sofrer o golo do empate praticamente sobre o apito final, não deixa de ser algo frustrante mas de qualquer forma, é um resultado honroso e muito positivo pois não é qualquer equipa que vai ao Dragão conquistar 1 ponto e fazer dois golos.

Se anteriormente já seria muito difícil ao FCP atingir o primeiro ou o segundo lugar na tabela classificativa, com mais este empate, a missão deve ser impossível, porque tanto a equipa do Benfica como a do Braga têm demonstrado uma grande consistência competitiva e não nos parece que vão perder oito ou nove pontos que levam de diferença até ao final do Campeonato, agora com oito jornadas por disputar.

Vamos ver qual o desempenho de Braga e Benfica nesta jornada para ver se se confirma a veia ganhadora das duas equipas ou, se pelo contrário, alguma vai perder pontos e facilitar a vida do adversário.

O Braga está neste momento a jogar em Setúbal e aos 20 minutos de jogo, o resultado mantém-se inalterável 0-0.