
Grandes expectativas à volta do primeiro jogo da Selecção Portuguesa que nos jogos de preparação não entusiasmou os portugueses. No entanto, os jogos particulares, deixam sempre aquela sensação de que os jogadores não se empenham demasiado com medo de se lesionarem e de falharem o mundial.
Chegado o primeiro jogo do Mundial, na primeira parte, os milhões de telespectadores em todo o Mundo, puderam ver em acção um grupo de turistas portugueses passeando no relvado do Estádio Nelson Mandela. Observámos realmente uma equipa apática, muito recuada, desorganizada, sem mobilidade, sem dinâmica e sem chama. Tirando o remate ao poste esquerdo da baliza de Boubacar Barry, nada mais fez a Selecção Portuguesa que mereça qualquer comentário elogioso.
Não se compreende a lentidão manifestada durante toda a primeira parte, no primeiro jogo do Campeonato do Mundo, pela equipa das quinas.
Cançasso? Displicência? Excesso de sobranceria? Pouco espírito de equipa? O que aconteceu realmente com a equipa portuguesa para produzir um futebol tão desinspirado e decepcionante?
Vamos ver o que a segunda parte nos reserva mas se Portugal não alterar a sua dinâmica de jogo, se não subir mais no terreno e jogar mais apoiada, não auguramos nada de bom e poderá sofrer a primeira grande decepção deste Campeonato Mundial.
A segunda parte não sofreu grandes alterações, a equipa portuguesa nunca conseguiu superiorizar-se e tomar conta do jogo, continuando a errar muitos passes e a perder a bola com muita facilidade. Não vi qualquer jogador destacar-se dos outros e no desacerto geral, todos estiveram muito iguais.
Em todo o jogo, não vi uma jogada empolgante, bem construída; foi tudo muito atabalhoado e a Selecção da Costa do Marfim acabou por fazer uma segunda parte um pouco melhor que a nossa Selecção, acabando mesmo por lhe pertencer as situações de maior perigo junto à baliza de Eduardo e conseguiu mesmo a proeza de fazer posse de bola nos últimos minutos da partida, afastando o perigo da sua baliza.
Para o jogo que realizou, o resultado acaba por ser melhor que a exibição.
Eu estava a contar que Portugal fosse capaz de ganhar à Costa do Marfim e à Coreia, ficando apurado com 6 pontos e depois fosse capaz de fazer um grande jogo contra o Brasil, independentemente do resultado que venha a verificar-se.
Queiroz tem este hábito de contrariar a lógica do pensamento geral mas vamos esperar que a equipa ganhe o próximo jogo, tal como afirmou o treinador português no final do encontro com a Costa do Marfim.
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