NAVAL, 2 - BENFICA, 4 .
Este jogo da 25ª jornada, na Figueira da Foz, entre a Naval 1º de Maio e o Benfica, é bem o exemplo de que não há jogos fáceis e de que têm que ser todos encarados com muita atitude e profissionalismo.
O Benfica entrou desconcentrado no jogo com a Naval e o resultado foi que antes do primeiro quarto de hora já perdia por 2-0, com golos de Fábio Júnior aos 2 minutos e Bolívia aos 12, em resultado de duas acções ofensivas em que a defesa encarnada fica mal na fotografia.
A partir do segundo golo, o Benfica arrepiou caminho, vestiu o fato de trabalho e entregou-se à tarefa que levou em mente para a Figueira: vencer o jogo e consolidar a sua posição de líder, não cedendo pontos para o segundo classificado o Sporting de Braga que venceu o derby minhoto por 3-2, com muita polémica, já que os três golos resultaram de grandes penalidades. Os erros da arbitragem foram tantos e tão graves que o Vitória de Guimarães protestou o jogo.
Mas voltemos ao Benfica que depois do segundo golo iniciou uma recuperação espectacular, respondendo com dois golos de rajada, aos 16 e aos 19 minutos, por intermédio de Weldon, ambos de cabeça.
Com o jogo empatado, a equipa encarnada continuou a carregar no acelarador e a somar várias oportunidades de golo. O Benfica mandava no jogo e a Naval raramente chegava às imediações da baliza de Quim.
Adivinhava-se a qualquer momento um novo golo do Benfica já que a superioridade era evidente. Ele surgiu aos 38 minutos na sequência de um espectacular passe de David Luis a desmarcar Di Maria que ganhou em corrida aos defesas e chutou com êxito para o fundo das redes, à saída do guarda-redes Peiser. O líder do Campeonato, depois de estar a perder por 2-0, dava a volta ao resultado e colocava-se na posição de vencedor antes do intervalo. Foi uma primeira parte intensa em que se assistiu a um magnífico espectáculo e foram marcados cinco golos.
Jorge Jesus gesticulou e gritou para dentro do relvado, mostrando desagrado com o desempenho dos jogadores em alguns lances. Concerteza que no intervalo o treinador encarnado não deixou de dar um bom puxão de orelhas a toda a equipa.
Na segunda parte, o figurino do jogo foi um pouco diferente. O Benfica entrou a dominar as operações, remeteu o adversário para o seu meio-campo e não lhe permitiu grandes veleidades. Continuou a criar grandes oportunidades de golo e só por alguns golpes de azar e também pela excelente actuação do guarda-redes navalista, o Benfica não construiu um resultado muito mais volumoso.
Premiando o labor e o melhor futebol dos encarnados, Cardozo marcou aos 55 minutos o quarto golo, o 50º ao serviço do Benfica, matando de vez as aspirações da Naval. Até ao final, controlou a partida, numa toada mais pausada porque a equipa da Figueira da Foz também baixou o seu rendimento.
A vitória do Benfica é absolutamente justa já que foi o melhor conjunto em campo e produziu, ao longo dos 90 minutos, uma quantidade de lances que podiam ter resultado em golos.
Ultrapassada a 25ª jornada, ficam a faltar 5 jornadas e 15 pontos em disputa. O Benfica está numa óptima posição, já que tem uma folga de uma derrota e um empate. Pode perder um jogo e empatar outro e mesmo assim será campeão.
É um facto que ainda tem que ir jogar ao Dragão e receber o Sporting na Luz. São dois jogos de tripla em que tudo pode acontecer mas o Benfica tem equipa para discutir esses jogos de igual para igual e até pode vencê-los.
Para já, vem aí o difícil jogo com o Liverpool, em Inglaterra e é nele que a equipa se deve concentrar. Se conseguirem lá um bom resultado que lhes permita passar às meias-finais, essa proeza servirá de incentivo para os próximos jogos e dificilmente os perderá.
Parabéns à Naval que resistiu à tentação de colocar 3 autocarros à frente da baliza e optou por jogar o jogo pelo jogo, dando um bom contributo para o espectáculo que chegou à casa dos telespectadores.
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