terça-feira, 5 de julho de 2011

A TRISTE SINA CONTINUA...



Um grande Clube que aspire a grandes conquistas, que só pense em vencer e ser o melhor no País e no estrangeiro, tem que ser capaz de conservar os seus melhores atletas e recorrer ao mercado para substituir aqueles que durante a época demonstraram não ter valor para o representar.
O Clube de que vos falo, há muito que deixou de ser um grande clube, no País e no estrangeiro e as vitórias e conquistas, de ano para ano, são cada vez mais escassas.
Do grande Benfica da década de 60/70/80..., só já existem ténues recordações, porque os mais velhos, aqueles que efectivamente vibraram com os sucessos do Glorioso, vão desaparecendo do mundo dos vivos e os mais jovens, aqueles que nasceram naquela época e que mesmo assim gostam do Benfica, já se habituaram aos seus insucessos e a esperar 14 ou 15 anos por um título de campeão, precisamente o tempo que decorreu entre o penúltimo e o último campeonato ganho, na época de 2009/2010.
Coentrão era um grande jogador, tal como era Di Maria, Ramires ou mesmo Petit. O Clube vendeu-os por muitos milhões de euros e a época 2010/2011 foi uma tremenda desilusão. Terminou o Campeonato a 21 pontos do líder e viu o Campeonato, a Taça de Portugal, a Liga Europa e a Supertaça por um canudo.
Embora com muita mágoa minha, devo dizer que os quatro troféus foram conquistados com mérito pelo rival de sempre, o Futebol Clube do Porto.
O Benfica compra jogadores a granel como quem compra melões, em que as pessoas se limitam a cheirar-lhe e a apalpar-lhe o cú e depois esperar que ele seja bom.
A quem interessa a compra de tantos jogadores e o consumo de tantos milhões de euros, que depois são deitados por água abaixo quando chega a hora do Clube se desfazer deles? Sinceramente, não se compreende esta política de terra queimada.
Pelo andar da carruagem, este vai ser mais um ano a somar insucessos, se tivermos em linha de conta que o plantel partiu para o estágio na Suíssa completamente indefinido e com alguns jogadores chamados de surpresa e à pressa, à última hora, para colmatar algumas lacunas.
Lamento a saída do extraordinário jogador Coentrão para o Real Madrid mas como ele não tem culpa da política ruinosa que se instalou no SLB, desejo-lhe as maiores felicidades do mundo.
Por outro lado, gostaria que o Clube que vai representar, fizesse uma grande época em Espanha e fosse campeão que isso, de certa forma, atenuaria as minhas frustrações relativamente aos desaires do Glorioso.
Força Mourinho! Força Di Maria! Força Coentrão! Dêem-me muitas alegrias.