sábado, 24 de julho de 2010

APESAR DE TUDO... UMA VITÓRIA


Um Benfica ainda muito pouco automatizado e algo desconcentrado, impôs-se à formação do Mónaco que ofereceu uma boa réplica, na apresentação aos sócios, vencendo por 3-2, com golos de Airton, Aimar e Cardozo.

No jogo de hoje, a minha maior expectativa residia na prestação do guarda-redes Roberto que, tanto quanto me tenho apercebido, não tem estado muito feliz e sofreu alguns golos por culpa própria. Pois no jogo desta noite, voltei a verificar que o guardião encarnado voltou a estar mal, cometendo basicamente os mesmos erros anteriores: muitas hesitações nas saídas e em pelo menos três ocasiões, os avançados franceses criram muito perigo, apossando-se de bolas a que Roberto tinha obrigação de chegar primeiro. Na primeira parte voltou a encaixar 2 golos e se continuasse na baliza na segunda parte, provavelmente o Benfica não ganharia o jogo.

Não acredito que o Benfica tenha dispendido mais de 8 milhões de euros por um guarda-redes que até ao momento tem sido um fiasco. Se Roberto tem valor ainda o não demonstrou. Haverá alguma razão especial? Esperemos que seja apenas por falta de adaptação e entendimento com os colegas do sector da defesa e que rapidamente o goleiro Roberto possa descansar os adeptos benfiquistas.

De resto, o jogo de apresentação mostrou as deficiências características de qualquer equipa em início de época. Porém, nesta apresentação tivemos oportunidade de ver um Coentrão em grande estilo que até foi eleito o jogador revelação do ano. Coentrão esteve fantástico na fase final do Campeonato do Mundo e já está em grande forma no início da nova época. O Benfica deve fazer tudo para o manter no plantel porque é uma grande mais-valia. Tacuara, o mal amado, precisou de um minuto apenas para marcar o golo da vitória do Benfica, começando da melhor maneira a nova temporada futebolística. E aquele golo que marcou Aimar, é extraordinário e fez levantar o estádio! Airton também se estreou a marcar pelo Benfica, inaugurando o marcador com um espectacular golo de cabeça.
E já agora, este jogo também demonstrou mais uma vez que David Luis, embora sendo um óptimo jogador, comete infantilidades que põem em risco o êxito da equipa, perdendo a bola em situações inesperadas por falta de concentração e facilitismos que não podem acontecer ao nível de profissionais de equipas de top e pagos a peso de ouro. Jorge Jesus tem que pôr este jovem na linha, mesmo que tenha que lhe ministrar alguns raspanetes.

Luisão, Maxi Pereira e Ramires ainda não se apresentaram e a equipa tipo ainda não está delineada. Com mais uma ou duas semanas de trabalho e com todos os melhores jogadores disponíveis, a equipa vai concerteza melhorar o seu rendimento, para iniciar o Campeonato 2010/2011, como candidato à conquista de novo título.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ESPANHA CHEGA AO TÍTULO MUNDIAL...


...E OS ESPANHOIS FESTEJAM EUFORICAMENTE
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Depois da derrota com a Suíça no primeiro jogo da fase final do Campeonato do Mundo na África do Sul, a Espanha abanou mas acabou por passar aos oitavos-de-final, vencendo os dois jogos seguintes.

Nos oitavos-de-final, a Espanha defrontou a equipa portuguesa e acabou por alcançar a vitória, já na parte final do encontro, com um golo irregular de David Villa que se encontrava em claro fora de jogo.

Nos quartos-de-final, a equipa espanhola defrontou o Paraguai e também acabou por ganhar por uma bola a zero, depois de ter sido anulado um golo limpo à equipa do Paraguai, quase ao findar a primeira parte. Se este golo tem sido validado e tendo em conta o excelente sector defensivo dos paraguaios, a Espanha teria tido muita dificuldade em marcar um golo. Também nesta partida os espanhois beneficiaram de um equívoco clamoroso do árbitro e o resultado saiu viciado. Diego Forlán, eleito o melhor jogador do mundial, não merecia essa traição da arbitragem.

Depois, nas meias-finais, todo o Mundo pôde ver uma Espanha superior à poderosa Alemanha que acabou por vencer também por 1-0 mas neste jogo com uma particularidade interessante: o resultado não foi influenciado pela arbitragem e podia até ser mais dilatado.

Quanto à final, os holandeses venderam cara a derrota e se Roben tem estado nos seus dias, provavelmente não teria falhado três excelentes ocasiões para marcar, duas delas, isolado frente a Casillas.

Como não há três sem quatro, a Espanha também derrotou a Holanda por uma bola a zero, já na segunda parte do prolongamento e quando toda a gente já pensava que o campeão do mundo de 2010 iria ser encontrado através do recurso à marcação de grandes penalidades.

Em 7 jogos disputados, a Espanha marcou 8 golos e sofreu 2, em jogos muito sofridos e foi campeã do Mundo porque a sorte esteve do seu lado. Mas como não há campeões sem sorte, há que felicitar os nossos vizinhos e desejar que para a próxima edição do Campeonato do Mundo, Portugal possa fazer o mesmo que os espanhois fizeram: entrar em campo sem medo e com um único objectivo: a vitória.

Como nota final, dizer que Portugal acabou por ser afastado nos oitavos-de-final pela equipa que viria a sagrar-se campeã do Mundo e, nesse aspecto, acabou por ser um pouco atenuada essa derrota com a Espanha.

sábado, 3 de julho de 2010

PÉSSIMAS ARBITRAGENS NO MUNDIAL


Há as bolas que entram e não contam e há as que não entram e contam...
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Neste Campeonato do Mundo temos visto arbitragens simpáticas que priveligiam determinada equipa em detrimento da outra e arbitragens medíocres em que algumas equipas têm sido claramente prejudicadas. Diremos que também se têm visto as arbitragens habilidosas que em caso de dúvida favorecem sempre a equipa mais forte ou então a equipa da sua simpatia e até marcam faltas a favor do infractor, precisamente ao contrário.

Vi golos marcados em claro fora de jogo, precedidos de falta, vi anular golos limpos, vi exibir cartões amarelos em situações de pequenas faltas e vi faltas gravíssimas e até agressões merecedoras de cartão vermelho, em que até o amarelo ficou no bolso do árbitro. Vi até uma expulsão caricata de um jogador português, numa simulação vergonhosa do atacante espanhol. Mas neste jogo Espanha/Portugal, o árbitro, na dúvida, marcou sempre falta contra os portugueses e fez vista grossa a algumas entradas bem durinhas de nuestros hermanos. Ronaldo sofreu duas ou três faltas que o árbitro deixou passar em claro. E como se tudo isso não chegasse, Portugal foi eliminado com um golo irregular, já que David Villa estava em claro fora-de-jogo.

O Juiz de campo argentino não devia ter sido designado para este encontro mas a FIFA nunca demonstrou grande respeito por Portugal e não era agora que o ia fazer, neste Campeonato do Mundo, quando do outro lado estava a sempre protegida Espanha.

No jogo dos quartos-de-final Espanha/Paraguai, o árbitro anulou um golo limpo ao Paraguai, marcado nos instantes finais da primeira parte. O avançado estava em posição legalíssima mas o golo foi anulado. Se a situação fosse ao contrário, o golo teria sido validado. E quanto não valeria para os Paraguaios esse golo marcado no final da primeira parte? Da forma como defendem, concerteza tinham eliminado os espanhois. Há equipas que são protegidas e outras que são prejudicadas e, de facto, quando uma equipa marca em primeiro lugar um golo limpo e é anulado, o resultado desse jogo pode ficar completamente viciado.

Neste Espanha/Paraguai, os espanhois acabaram por passar às meias-finais com o resultado de 1-0, graças ao árbitro que anulou um golo limpo ao Paraguai e no jogo com Portugal aconteceu a mesma coisa, com um golo marcado em fora-de-jogo. A Espanha foi beneficiadíssima neste Mundial. Não acredito que venha a ser campeã mas se o for, não deixa de ser vergonhosa e escandalosa a protecção que lhe foi dada pelas arbitragens .

Neste Mundial gostei muito da eliminação da França. Foi vergonhosa a forma como chegou à fase final. Todos se lembram do golo fantasma contra a Irlanda, marcado por Tierry Henry com a mão e cujo lance, antes de a bola lhe ter sido endossada também já havia sido precedido de mão. A Irlanda foi arredada da fase final de forma indigna e anti-desportiva por isso gostei da triste figura que a França e o seu ridículo treinador fizeram neste Mundial.

Para já, temos nas meias-finais a Holanda, o Uruguai, a Alemanha e a Espanha. Há surpresas? Claro que há. Quem é que previa a eliminação tão precoce da Itália? E quem vaticinava a derrota do Brasil frente à Holanda? A Inglaterra caiu aos pés da Alemanha, num jogo com arbitragem polémica. Porém, num embate desta natureza, uma das equipas teria que ficar sempre de fora mas o resultado de 4-1 foi pesado.

Poderá haver mais surpresas porque o futebol é fértil em imprevisibilidades mas eu arrisco uma final entre a Alemanha e a Holanda. E justifico: o Uruguai está na meia-final com alguma felicidade porque o Ghana foi superior e teve várias oportunidades para marcar, inclusivé uma grande penalidade no final do prolongamento que falhou. Por tudo isso, com maior ou menor dificuldade, acredito na vitória da Holanda que conta por vitórias todos os jogos disputados.

Já quanto à outra meia-final entre a Alemanha e a Espanha, acredito na força e velocidade dos alemães, embora o futebol tecnicista e rendilhado dos espanhois lhes possa causar alguns problemas e muitos mais ainda se a arbitragem continuar a protegê-los.

Mas depois de tantas surpresas, o melhor mesmo é esperar pelo desfecho dos jogos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

BRASIL E GHANA PERDERAM MAS JOGARAM PARA GANHAR


Portugal realizou contra a Espanha um dos piores jogos deste Campeonato do Mundo e o Brasil que se deixou contagiar um pouco com o mau jogo de Portugal, pagou hoje essa factura, ao ser irremediavelmente afastado pela equipa holandesa. Em minha opinião, o Brasil teve o jogo na mão e foi superior à Holanda, em jogo jogado, mas acabou por perder e o que conta, nestes jogos a eliminar, é a vitória e essa pertenceu aos holandeses.

Um dos grandes obstáculos do Brasil, neste jogo, foi o temperamental Felipe Melo que em todos os jogos protagonizou momentos de indisciplina e no jogo com Portugal pegou-se com Pepe, sobre o qual fez três ou quatro faltas muito feias.

Neste jogo com a Holanda voltou a mostrar o seu mau feitio, agredindo um adversário e por isso foi expulso e como se isso não bastasse, contribuiu também para a derrota do Brasil, ao introduzir na própria baliza, o primeiro golo da holanda. Esteve mal Dunga ao colocar em campo um jogador com estas características e, por isso mesmo, pagou um preço muito elevado.

Parabéns à Holanda porque enfrentou uma grande equipa mas jogou para ganhar. Entrou em campo sem medo e procurando chegar ao golo. A Holanda só ganhou porque quis ganhar o jogo e arriscou, dando a volta ao resultado e eliminando a grande equipa do Brasil, contra todas as expectativas.

Mas no outro jogo dos quartos-de-final, Ghana/Uruguai, também se assistiu a um grande jogo em que as duas equipas quiseram ganhar e proporcionaram um grande espectáculo. Na minha opinião, o Ghana teve mais chances para passar às meias-finais mas não as aproveitou. Inclusivé, o Ghana desperdiçou uma grande penalidade nos últimos segundos do prolongamento. Foi realmente uma infelicidade. O jogador do Uruguai defendeu a bola com as mãos, não sei se já para além da linha de golo e com esse seu gesto que aliás lhe valeu a expulsão, colocou a sua equipa nas meias-finais, pois a sua equipa acabou por derrotar o Ghana na marcação das grandes penalidades.

Destes dois jogos dos quartos-de-final, os seleccionados portugueses podem tirar algumas ilacções importantes, nomeadamente que devem entrar em campo, respeitando o adversário mas não tendo medo e jogando sempre para ganhar e nunca mais para perder por poucos. Enquanto não mudarem a mentalidade, todas as equipas do Mundo vão querer que lhes calhe em sorte a equipa portuguesa, porque é fácil de vencer.

Na fase final do Campeonato do Mundo, retirando o jogo com a Coreia, Portugal não marcou nenhum golo e fez exibições decepcionantes. A quem devemos culpar? Ao treinador ou aos jogadores? Para mim, as culpas cabem ao treinador que não é capaz de construir uma equipa ganhadora e desperdiça talentos porque não os sabe colocar em campo nas posições em que mais rendem.

A Federação tem que fazer alguma coisa para inverter o rumo da Selecção Nacional.