segunda-feira, 27 de abril de 2009

O MELHOR DO MUNDO É PORTUGUÊS


Que extraordinário feito do jogador português Cristiano Ronaldo que ao longo da época 2007/2008 ganhou todos os prémios que havia para ganhar!
Tão inequívoca e brilhante actuação dissipou, desde logo, todas as dúvidas, naqueles que iriam participar na votação final, atribuindo-lhe, por larga margem, a vitória.
Cristiano Ronaldo é um vencedor nato porque é muito exigente consigo próprio e deseja fazer sempre mais e melhor.
É um grande exemplo para os jovens de todo o Mundo mas especialmente para os seus compatriotas, a quem Cristiano Ronaldo demonstrou que quando a ambição e o querer são tão grandes como o sonho, não há barreira que impeça o mais comum dos mortais de o conseguir.
Cristiano Ronaldo é um atleta de eleição, um perfeccionista que ama a sua profissão e sente grande prazer a praticá-la.
Essa sua forma tão responsável e séria de encarar a profissão, proporcionou-lhe, aos 23 anos de idade, ganhar todos os prémios mais importantes a que um jogador aspira no mundo do futebol, de forma muito convincente, sempre a grande distância do segundo classificado.
O título de melhor jogador do Mundo, a maior e mais ambicionada distinção para um futebolista, foi também indiscutível, tão grande foi a diferença de votos entre ele e o segundo classificado.
Cristiano Ronaldo tem tudo para continuar instalado nos lugares cimeiros do futebol mundial e a ganhar os mais apetecidos prémios, desde que continue a ser exigente consigo próprio, respeite a sua profissão e seja bafejado pela sorte quanto a lesões complicadas.
Em termos de responsabilidade, Cristiano Ronaldo deu mais uma lição na noite em que era consagrado como o melhor do Mundo quando respondeu a uma pergunta do jornalista se ia comemorar pela noite fora: "não tenho tempo para grandes comemorações, porque tenho que ir já para o aeroporto pois na quarta-feita tenho um jogo importante onde quero participar".
No futuro, sempre que a sua profissão lho permitisse, gostaria de ver Cristiano Ronaldo associado a grandes eventos sociais, em todo o Mundo. A enorme projecção e prestígio mundial que o seu nome alcançou deve ser rentabilizado em favor de Organizações Humanitárias que se dedicam a minorar o sofrimento de milhões de pessoas. Conhecendo a sua forma de estar na vida, não tenho dúvidas que Cristiano Ronaldo saberá dar os passos necessários nesse sentido.
Quero também nesta crónica deixar registadas as palavras de Xavi, um grande jogador e profissional de futebol que quando o jornalista lhe perguntou se pensava um dia ser eleito o melhor do mundo, respondeu com a pureza e a simplicidade de uma criança: "na minha opinião foi um prémio muito justo para Cristiano Ronaldo, claro. Se eu poderei ganhar um dia? Sinceramente acho que jamais ganharei. Já foi uma honra estar aqui. O que se passa é que sou um jogador de equipa, de colectivo, é difícil distinguir-me ao ponto de merecer ganhar um troféu assim".

YAZALDE É NOME DE CRAQUE

YAZALDE é nome de craque. Quem não se lembra do extraordinário jogador argentino Héctor Casimiro YAZALDE que na década de 70 brilhou ao serviço do Sporting Clube de Portugal, tendo marcado na época de 1973/74, 46 golos em 30 jogos que lhe valeram a conquista da bota de ouro?
Infelizmente, faleceu ainda muito novo, em 1997, com muito ainda para dar ao futebol, vítima de uma hemorragia e paragem cardíaca, com apenas 51 anos.
Porém, hoje, não é deste grande jogador que quero falar mas sim do jovem futebolista do Varzim que há dias vi jogar pela selecção de sub-21 de Portugal, na goleada à equipa espanhola (4-1) e que me deslumbrou.
Este jovem jogador de 20 anos tem tudo para ser um atleta de eleição. Fiquei encantado com o seu toque de bola, os seus passes milimétricos, a sua técnica, a sua força física, a sua velocidade, os seus extraordinários cruzamentos, o seu poderoso remate e a enorme capacidade de proteger a bola dos adversários. Não lhe vi perder a bola uma única vez.
Estamos em presença de um potencial jogador, de extraordinário porte atlético, com grande estilo e beleza a jogar que me transmitiu a ideia, sempre que tinha a bola nos pés que o futebol é mesmo muito bonito, simples e fácil de jogar.
Na verdade, o que se passa com este jovem, é que ele consegue sair de situações difíceis com a maior das facilidades, razão pela qual nos transmite esta ideia ilusória de que o futebol é simples e fácil.
Que regalo para os olhos! Com jogadores como este, sem maldade, concentrado no jogo a cem por cento, perseguindo constantemente a bola e não dando tréguas aos adversários, os estádios estariam sempre cheios e os adeptos ficariam sempre satisfeitos.
Como adepto de futebol, gostaria de o ver no Clube da minha simpatia, o Benfica e faço votos para que os seus dirigentes estejam atentos a este jovem fenómeno que se não sofrer algum precalço na sua carreira, vai dar que falar.
Boa sorte YAZALDE, por mim, já estavas no SLB.

Se não é economia de esforço, o que será?

Olho para o comportamento dos jogadores do Benfica em campo e fico com a amarga sensação que a maioria dos atletas está em economia de esforço, como se o jogo em que participam tivesse uma duração de quatro ou cinco horas, uma verdadeira maratona, em vez de apenas noventa minutos, divididos em duas partes de quarenta e cinco cada.
Vejo-os calmos, tranquilos, movimentando-se devagar e perdendo lances em disputa com os adversários por falta de atitude, concentração, garra e raça benfiquista.
É por isso que, adversários menos cotados lhes fazem a vida negra e lhes causam enormes amargos de boca, obtendo resultados positivos não previstos e que redundaram no afastamento precoce da equipa da Taça Uefa, da Taça de Portugal e são a causa de um enorme esbanjamento de pontos na Liga Sagres que impede a equipa de liderar a classificação com oito ou dez pontos de vantagem sobre os seus mais directos perseguidores.
Os jogadores do Benfica têm de compreender que o jogo se inicia no minuto zero, com o apito do árbitro e só tem a duração de noventa minutos, mais os descontos que o juiz da partida entender necessários, para compensar as interrupções ocorridas.
Os atletas devem empenhar-se totalmente no jogo e dar o máximo que puderem em cada lance disputado, do primeiro ao último segundo, tendo em conta que não adianta depois de o jogo acabar, confessar que podia ter feito melhor, que foi infeliz no lance tal e que o árbitro não viu uma falta cometida sobre si dentro da grande área, etc, etc, etc.
É durante o tempo útil de jogo que cada jogador deve dar tudo quanto tem, deixar a pele em campo, se for preciso, de forma a poder afirmar com toda a convicção, no final, que não podia fazer melhor.
Há equipas na I Liga cujos orçamentos são inferiores ao vencimento anual de um único jogador do Benfica! E fazem um figurão! Lutam até à exaustão e defendem as cores dos clubes que representam com enorme brio e determinação. Em campo, não se notam as abissais diferenças de ordenado e, por vezes, como já tem acontecido esta época, os adversários jogam até com mais acerto.
No tempo do Benfica Campeão Europeu e devorador de títulos nacionais, a equipa entrava em campo a todo o gás e ia para cima do adversário sem dó nem piedade, ganhando os jogos nos primeiros vinte, trinta minutos.
Na actualidade, este Benfica, anda os primeiros vinte, trinta minutos para se encontrar, o que raramente acontece, acabando normalmente perdido no rectângulo de jogo.
O Benfica é uma Instituição de dimensão planetária, com uma História fantástica, construída ao longo de mais de um século de existência, por atletas brilhantes que integraram as suas fileiras e souberam honrar a camisola, a sua grandeza e esses seus feitos gloriosos.
O SLB precisa de atletas que tenham a noção exacta da sua grandeza, dispostos a honrar a sua camisola, física e psicologicamente muito fortes, sem medo de enfrentar qualquer adversário a nível mundial, por mais temível e poderoso que seja.
Procurem esses atletas.
Eles existem.

Caiu o Carmo e a Trindade...


Caiu o Carmo e a Trindade com a arbitragem do Senhor Paulo Baptista no jogo Benfica/Sporting de Braga, da jornada 15, pelo facto de o Benfica ter marcado um golo em posição de fora-de-jogo e não ter sido marcada uma grande penalidade a favor do Braga.
Os comentadores desportivos nem sequer se deram ao trabalho de analisar alguns lances que prejudicaram o Benfica, nomeadamente algumas faltas por marcar, penalti sobre Suazo e um fora de jogo escandaloso que poderia ter dado golo. Esses mesmos comentadores desportivos também não se deram ao trabalho de lembrar outras arbitragens escandalosas como por exemplo a do jogo F. C. Porto/Leixões, dirigido, curiosamente, pelo mesmo árbitro Paulo Baptista, em que foi anulado um golo limpo, não foi marcado um penalti descarado e foi assinalado um fora de jogo escandaloso que daria golo, tudo em prejuízo do Leixões. Para além disso, o F. C. Porto foi beneficiado nos jogos com o Belenenses, Sporting, Naval, Guimarães e Marítimo, tendo sido apenas prejudicado no jogo com o Rio Ave.
O treinador do Sporting de Braga ajudou à festa ao afirmar que em 20 anos de carreira como treinador, nunca tinha assistido a tamanho roubo, sendo imitado pelo Presidente do Clube que fez o mesmo tipo de declarações.
Também o Treinador do Futebol Clube do Porto, aproveitando a maré do bota abaixo, afirmou no final do Jogo com o Trofense que enquanto o Porto tinha sido prejudicado, um outro concorrente directo tinha sido beneficiado, numa alusão ao jogo da Luz. Já sobre o jogo que ia disputar com o Sporting de Braga, foi categórico: "não estamos interessados em pagar facturas que não nos dizem respeito. Isso não". E sobre o árbitro nomeado, Paulo Costa, o treinador tem também um tirada interessante: "é um árbitro experiente e entende tudo o que se está a passar".
Em resultado de toda esta polémica, convem recordar o que aconteceu na última jornada da primeira volta: O Futebol Clube do Porto foi a Braga construir uma vitória, obtendo o primeiro golo em claríssimo fora-de-jogo e como se isso não bastasse, a equipa de arbitragem ainda lhe perdoou dois penaltis. Uma possível derrota, foi transformada em vitória, somando os três pontinhos da ordem na tabela classificativa.
De facto, a referência elogiosa feita à experiência e inteligência do árbitro por Jesualdo Ferreira, revelaram-se palavras sábias porque, como veio a verificar-se, o árbitro entendeu perfeitamente aquilo que ele queria dizer e agiu em conformidade.
Enquanto isso, no Restelo, quem assistiu ao jogo pôde verificar que o Benfica foi prejudicado, a partir do momento em que o Senhor árbitro fez vista grossa a pelo menos dois pemaltis, não esquecendo uma entrada duríssima sobre Di Maria que foi quase de imediato substituído e cujo autor beneficiou de completa impunidade por parte do árbitro. Foi, por conseguinte, uma vitória transformada em empate, tal como tinha acontecido no jogo com o Nacional, não esquecendo que o Benfica tem fortes razões de queixa da arbitragem, nos jogos disputados com o Rio Ave, P. Ferreira, Sporting, Leixões, Guimarães, Setúbal e Marítimo, traduzindo-se estas queixas, no mínimo, em oito pontos a menos na tabela classificativa, suficientes para continuar em primeiro, mesmo subtraindo os eventuais dois ou três pontos do jogo disputado com o Sporting de Braga.
Moral da história: O Futebol Clube do Porto para chegar à liderança, necessitou de uma arbitragem escandalosa em Braga e outra grande ajuda no Restelo. Só a conjugação dessas duas péssimas arbitragens de Paulo Costa e Elmano Santos, permitiram que o FCP passasse a comandar a classificação com um ponto de avanço.
A velha táctica de pressionar os árbitros antes dos jogos, para alguns clubes dá resultados. Achincalham-nos quando têm uma prestação menos feliz nos jogos que não lhes dizem respeito e depois quando são escandalosamente beneficiados, saem a terreiro em sua defesa, dizendo que errar é humano e que se deixem os árbitros em paz. Esta postura é reprovável e deve ser censurada e denunciada. Enquanto houver dirigentes desta natureza que protestam e insultam os agentes da arbitragem quando se sentem prejudicados e depois se calam ou os elogiam quando são beneficiados, o futebol português não poderá evoluir para um patamar superior, será motivo de guerrilha constante entre clubes e as Entidades que o dirigem e transmite para o Mundo um vergonhoso postal ilustrado da modalidade, o que é pena porque o Campeonato Português tem excelentes praticantes, óptimas estruturas e equipamentos e podia ser um dos melhores da Europa.

domingo, 26 de abril de 2009

Jesualdo Ferreira tem lata!


Para não variar, mais um clássico com muitíssima polémica na arbitragem e mais uma vez, com a tendência dos últimos 25 anos: claro benefício do Futebol Clube do Porto.
O Benfica fez um bom jogo no Dragão, bateu-se de igual para igual e, em alguns momentos do encontro, foi mesmo superior e podia ter aproveitado três boas oportunidades de golo para matar o jogo.
No entanto, quem teve oportunidade de ouvir o treinador azul e branco, ficou com a impressão de que ele falava de um outro qualquer jogo e não do que acabava de ser disputado entre a sua equipa e o Benfica.
Jesualdo Ferreira afirmava, no final do encontro, na conferência de imprensa que o Benfica foi ao Dragão para empatar o jogo e não para ganhar e que o resultado era injusto porque o FCP dominou a partida e teve mais oportunidades para ganhar.
O treinador Jesualdo Ferreira não foi capaz de reconhecer que o Benfica marcou um golo absolutamente limpo e que o FCP conseguiu o empate com um penalti inventado pelo Senhor Pedro Proença, de forma inacreditável, uma vez que estava a um metro do lance.
Será que este juiz tem dificuldade em ver ao perto? Deve fazer com urgência uma consulta de oftalmologia e tratar-se convenientemente para lhe não voltar a suceder o mesmo.
Mas o treinador do FCP, na véspera do jogo, também afirmou: temos condições para vencer o derby porque "costumamos ser mais inteligentes que o Benfica". É claro que esta sua declaração tem algum sentido porque foi precisamente num golpe de pura inteligência que o Lisandro Lopes, à margem das leis, fabricou o penalti fantasma que usurpou dois pontos ao SLB.
Mas como o Senhor Jesualdo Ferreira, após a sua chegada ao Dragão, faz questão de se evidenciar pela negativa, ainda teve tempo para responder à pergunta de um jornalista, a propósito do penalti que beneficiou a sua equipa, desta forma ridícula:
"O que eu vi foi um árbitro em cima da jogada, e vi também a mão de Yebda sobre Lisandro. Não há toque de pés entre os jogadores, mas há um braço que o Senhor Pedro Proença a um metro do lance considerou penalti. Se acho que foi penalti? Não sou árbitro, nem sou eu quem decide..."
Afinal em que ficamos, Senhor Jesualdo? Foi com a mão, com o braço ou com o pé que o Yebda fez falta? Pedro Proença não teve dúvidas e assinalou toque do pé de Yebda no pé de Lisandro. Claro que se enganou mas foi isso que ele apitou, acreditando na cena e premiando o bom desempenho do jogador inteligente, treinado pelo Professor Jesualdo Ferreira.
Pessoalmente, tinha alguma simpatia pelo treinador do FCP mas depois dos tristes episódios que tem protagonizado sobre as arbitragens, criticando quando acha que é prejudicado mas calando-se quando as mesmas lhe são favoráveis, sendo até algumas vezes muito injusto, é uma forma de estar no desporto e na vida que condenamos, na qual não nos revemos e, daí colocarmos Jesualdo Ferreira, a partir deste momento, no grupo dos CED (Cidadãos Eticamente Desconsiderados), a fazer companhia a uma imensidão de gente da sua laia, a quem há muito tempo deixámos de prestar atenção.

terça-feira, 21 de abril de 2009

OLEGÁRIO, UM VERDADEIRO ARTISTA...

Mais uma vez ficou demonstrado que o Senhor Olegário Benquerença tem uma atracção irresistível pelo azul e uma tendência compulsiva para beneficiar o FCP.
De facto é monumental o erro que se verificou no jogo Académica/FCP, aos 43 minutos da primeira parte, na sequência de um livre, quando Raul Meireles travou a progressão da bola, em plena grande área, com o braço. Este, atrapalhado com a gravidade e a clareza do lance e na tentativa de iludir o Juiz da partida, tarde e a más horas, ainda se atirou para o chão, protagonizando fingidamente algumas cenas de contorcionismo mas depressa se levantou logo que verificou que o árbitro nada assinalou.
Olegário, bem colocado, perto do lance, entendeu que não podia permitir que a Académica se colocasse na situação de vencedora e com grande tranquilidade, fingiu que não viu.
É um árbitro que assume despudoradamente, sempre que é nomeado para dirigir jogos em que intervém o Clube das Antas, estes verdadeiros golpes de baú em seu benefício, não se esquecendo também, nos outros jogos, de continuar a beneficiar aquele Clube quando demonstra uma tendência irresistível para prejudicar os seus mais directos adversários.
O Senhor Olegário perdoou mais um penalti claríssimo contra o FCP, ficando por mostrar o correspondente cartão ao infractor e resta saber qual seria a cor adequada do cartão, para quem evita que a bola chegue à baliza com perigo. Mas depois não teve qualquer problema de consciência em assinalar uma grande penalidade contra a Académica e permitir ainda que o terceiro golo fosse construído em jogada de flagrante fora-de-jogo.
Este Olegário é daqueles árbitros que se pudesse, marcaria golos com o seu próprio pé, nas balizas dos adversários do FCP.
Enquanto ninguém puser termo aos desmandos do Senhor Benquerença, vai continuar, jornada após jornada, a adulterar resultados desportivos e a contribuir decisivamente para a descredibilização do pobre futebol português.
De facto, o árbitro Olegário, é um verdadeiro artista e nos jogos em que intervém o FCP faz questão de brilhar intensamente.
Percebe-se perfeitamente porque é que árbitros com prestações tão negativas, continuam a pisar os palcos da fama na arbitragem portuguesa e a ostentar, orgulhosamente, as insígnias da FIFA, fazendo parte do quadro de árbitros portugueses internacionais.
A corrupção é um vírus poderosíssimo que tudo mina e destrói e a que nenhuma actividade consegue escapar. Enquanto não houver vontade política para alterar este estado lamentável das coisas, pouco mais resta ao cidadão comum que não seja dar voz à sua revolta e indignação.

domingo, 19 de abril de 2009

Como exigir respeito se não se dá ao respeito?

PAULO BENTO pode ter toda a razão do Mundo quando faz contundentes críticas à actuação dos árbitros nos jogos em que intervém o Sporting.
Porém, ao fazer acusações tão graves e ofensivas da honra e dignidade do homem/árbitro e de toda a estrutura da arbitragem, perde toda a razão.
Se em Portugal as coisas do futebol fossem levadas a sério como noutros países da Europa, o treinador Paulo Bento dificilmente teria oportunidade de orientar a sua equipa a partir do lugar que lhe está reservado no banco de suplentes, porque estaria sempre castigado.
Paulo Bento exige respeito mas repetidamente, falta ao respeito. Em Portugal está arraigado este péssimo hábito de exigir aquilo a que, em muitas circunstâncias, não se tem direito.
Este jovem treinador ainda está a tempo de aprender que o respeito se ganha com respeito. Ainda está a tempo de aprender que o seu comportamento tem que ser respeitoso em todas as circunstâncias, nomeadamente quando é beneficiado e quando é prejudicado, porque se um árbitrou errou beneficiando a sua equipa e não se mostrou minimamente desagradado, então deve agir também assim quando o árbitro erra em prejuízo da sua equipa. É o chamado fair play desportivo que em Portugal não existe.
O respeito, a simpatia e a admiração conquistam-se dentro das quatro linhas, onde os verdadeiros actores, os jogadores devem, de forma inteligente, esforçada e disciplinada, fazer melhor que os adversários e ganhar os jogos.
Foi isso que se passou na última Jornada da Liga Sagres, em confronto com o Vitória de Guimarães, no seu Estádio. Enquanto o treinador complicou as coisas fora das quatro linhas, desrespeitando, escusadamente, a equipa de arbitragem, provocando com tal atitude, a sua expulsão, os jogadores que até estavam a fazer uma boa partida mas estavam a perder, continuaram a trabalhar intensamente, acreditando que podiam alterar o rumo dos acontecimentos e chegar à vitória, o que de facto veio a acontecer.
A equipa do Sporting, num jogo que se apresentava muito difícil, acabou por vencer muito justamente, dando um grande exemplo de profissionalismo, não perdendo a cabeça, como o seu treinador que, como se costuma dizer, ferve em pouca água e é useiro e veseiro neste género de atitudes que acabam por prejudicar a sua imagem.
Nesse sentido, dou os meus parabéns ao profissionalismo dos atletas do Sporting e, naturalmente, recrimino e critico a conduta do seu treinador.